quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

CBTU APRESENTA ESTUDO PARA VEÍCULOS LEVES SOBRE TRILHOS - VLT

Natal
JORNAL TRIBUNA DO NORTE

CBTU apresenta estudo para veículo leve sobre trilhos
Publicação: 26 de Maio de 2006 às 00:00

João Maria Alves PROJETO - Investimento para substituição dos trens é de R$ 162 mi

          Estudo da CBTU que prevê a mudança dos trens para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) apresenta como indicação de implantação um trecho que vai da Zona Norte até o Cefet.  Natal é a cidade escolhida pelo Governo Federal para pilotar o projeto. Esse é um meio de transporte ferroviário mais leve, que produz menos impacto na estrutura urbana, além de ser mais rápido, confortável e seguro. “É um intermediário entre o trem e o metrô”, explicou o superintendente da CBTU, José Fernandes.
          O transporte subterrâneo, por sua vez, foi descartado já que a instalação seria inviável por ser muito cara para a cidade de Natal. “Precisa de um investimento muito grande e a demanda seria insuficiente para justificar o metrô”, diz Rafael Jácome, gerente de planejamento da CBTU.
          A bitola de 1m já instalada no estado será aproveitada e o trecho terá início em Nordelândia, na Zona Norte, passando pelo Alecrim, onde serão construídos mais 3,5km de ferrovia, e terminará em frente ao CEFET. O objetivo a longo prazo é expandir o trajeto até Capim Macio. Ainda não se sabe por quais avenidas do Alecrim passará o trem, mas os estudos apontam a Presidente Bandeira ou Alexandrino de Alencar. O intervalo entre Ceará-Mirim e a Zona Norte continuaria com o sistema atual, mas receberá os carros da área metropolitana de Natal, que serão aproveitados para agilizar o tempo de espera do transporte entre as cidades.
          O intervalo de saídas será drasticamente reduzido. Atualmente esse tempo é de 2 horas, e passará a 15 minutos com o VLT. A expectativa é que o volume de passageiros suba de 10.000 para 61.000 por dia. A abrangência que hoje é de 43% da população de Natal deve passar, considerando-se 2km à direita e à esquerda do trilho, para 69%.
          O novo trem é uma adaptação brasileira daqueles usados nas cidades européias. Ele garante mais segurança e acessibilidade dos usuários, além de ser climatizado. “Por isso, espera-se que o perfil dos usuários de trem mude”, conta Rafael.
          O próximo passo é conseguir a integração do transporte público ferroviário com o rodoviário, que garantiria mais agilidade aos usuários. Mas o gerente adianta que “é preciso fazer um planejamento melhor, pois temos que pensar nas tarifas que seriam modificadas”. O trem, com isso, ficaria mais caro.
          O projeto está orçado em R$ 162 milhões e previsto para entrar no Plano Pluri Anual (PPA) no ano de 2007. Após a inserção no planejamento da união, a verba deve ser arrecadada até o ano de 2010. Rafael Jácome acredita que os governos estadual e municipal devem entrar com contra-partidas.
          O ministério das Cidades liberou R$64 milhões pelo programa Pró-Transporte, que visa a melhoria do transporte urbano para reformar os vagões utilizados hoje na capital.

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