terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A EVASÃO DE CERÉBROS BRASILEIROS

CONSULTOR: Rafael Jácome
           Os países que alcançaram um bom nível de desenvolvimento econômico e social investiram fortemente em educação, aproximadamente 9% do PIB (Produto Interno Bruto). No Brasil é aplicado algo em torno de 3,8% do PIB e em São Paulo, o estado mais desenvolvido do país, aplica aproximadamente 2,8% no setor. Por Lei (Constituição Federal de 1988) estados e municípios são obrigados a aplicar 25% do total dos seus recursos, enquanto que a União nunca menos de 18%.
          O Brasil precisa rever suas políticas públicas educacionais, não só na base, no ensino básico, mas em todos os níveis – um sistema educacional universalizado e de boa qualidade. Atingindo finalmente os pesquisadores que são formados pelas universidades, financiando a formação dos cientistas em instituições brasileiras ou no exterior, por meio de bolsas de estudos, aparelhar e manter laboratórios e remunerar com salários compatíveis com o mercado internacional.
          Os salários não podem ser baixos, senão ocorre a chamada “evasão de cérebros”, isto é, cientistas e pesquisadores emigram para países que os remunerem melhor e de maneira mais compatível com seus conhecimentos. Um país que não tiver pesquisas que possibilitem produzir mercadorias tecnologicamente avançadas, está condenado a ficar para trás na corrida em busca de mercados, e o que é pior, a criar grandes obstáculos para seu crescimento econômico.
          Verdadeiramente o nosso país necessita de um projeto nacional de desenvolvimento que concentre o estado em questões estratégicas, procurando articular o desafio da modernização de estrutura produtiva, com a superação da opressão social que atinge mais de 30 milhões de brasileiros que sobrevivem abaixo da linha de pobreza. Essa realidade exige clareza às prioridades do país e nada é mais importante do que a educação.

Rafael Jácome

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