quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

O PRINCÍPIO DA UNIDADE

Irmão Rafael Jácome
          Com a queda do homem perdemos a nossa integridade e rompemos a unidade com Deus. O rompimento caracterizou a escolha do mal como o supremo da vida. Entre o bem e o mal, o homem escolheu a maldade, pois tudo que é do bem provém de Deus.

          Nesta escolha abandonamos a Deus, tendo em vista que nossa conduta de pecadores não se mistura com a santidade de Deus. É este o princípio de tudo: o que fez Deus continuar o seu projeto para com a humanidade? Ora, se O abandonamos, não haviam motivos para a existência.

          Sabemos que nada existe fora de Deus, e todo crente deve ser convicto desta condição. Por felicidade e gratuidade, o senhor nos amou de tal maneira que nos cedeu a Graça. É ela o princípio de todos os movimentos dos filhos de Deus e de todas ações do cristianismo.

          A Graça é ação que Deus fez para a nossa existência, é um presente seu para a humanidade. Nós, após a queda do homem, jamais fomos merecedores da nossa existência. Veja o que diz Paulo em Romanos 3. 10-18.

          Portanto, Paulo afirma: "Porque pela Graça sois salvos; mediante a fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus." (Ef 2.8)

          A nossa existência é a primeira ação Redentora do projeto de Deus para o homem. Permitiu-nos que mesmo não sendo justo com o Pai, onde perdemos a unidade humana, mas nos concedeu a capacidade do relacionamento, do diálogo, da vida, da família e da esperança.

          Pela Graça de Deus foi-nos enviado o seu filho Jesus Cristo – marco da nova Aliança, complemento da sua ação redentora. Jesus é a única esperança da humanidade: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar” (Gn 3-15).

          O trecho acima descreve a longa batalha entre o bem e o mal, com Deus como o vencedor final através de Jesus Cristo, o último Adão. Assim sendo, cabem as palavras de Jesus: “a fim de que TODOS SEJAM UM, e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo17.21)

          É este o compromisso da Nova Unidade: anunciar o Reino e apresentar Jesus como o único e suficiente Salvador.

Rafael Jácome

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