terça-feira, 2 de março de 2010

JESUS SE FAZ PRESENTE NO POBRE - PARTE 2

Irmão Rafael Jácome

        Como vemos em Mt 25. 31- 45, Jesus se faz presente no pobre. Mas esta presença lhe custou à vida. No calvário, Ele está unido aos homens, não na glória e no poder, mas em sua situação de maior miséria e sofrimento. Ele espera que essa união se estenda por meio do serviço e da caridade, a todos os homens, sem acepção de pessoas, porém focando no pobre. O pobre é o predileto de Deus e Deus tem um amor especial pelo pobre. Jesus afirma que Nunca deixará de haver pobres na terra (Dt 15.11), mas convida a abrir a mão para o pobre na terra. Em Mc 14.7 encontramos que “os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes podeis fazer-lhes bem” ou ainda em Tg 2.5 “Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?”
        O cristão pode encarar o pobre como um próximo ou como um objeto de estudo, mas pode-se encontrá-lo como um apelo, no qual ninguém pode se esquivar. É o menor abandonado, o condenado à morte, o doente incurável, a mulher violentada, o solitário e marginalizado, as vítimas de atentados e das guerras, os drogados, os sem tetos, as multidões esfaimadas da África, os excluídos sociais, ... O pobre está em toda parte! Sua presença é um convite ou uma recusa ao amor. É um mistério.
        A ação exigida pelo Evangelho é aquela orientada pelo amor que se concretiza em gestos concretos: Mt 25 - 35 Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me;36 Estava nu, e me vestistes; enfermo, e mevisitastes; preso e fostes ver-me... 40 O Rei, respondendo, lhes dirá: Em verdade vos afirmo que, sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.
        O cristão deverá viver na dimensão que suas ações, palavras e opções tornem-se luz que revele o que é verdade e mentira. Sendo testemunha do amor a Deus e ao próximo, contribuindo para uma sociedade mais justa e fraterna, formada por pessoas salvas e guiadas por Sua Palavra. Fica claro como de fato Deus quer partilhar Seu amor conosco; como Ele quer que entendamos que entregar o próprio Filho Jesus Cristo, é um gesto do mais sublime amor de um Deus que, na história, nunca desistiu de Seu povo, Seus amados, Seus filhos. Para isto, Ele nos deu NOVA FONTE DE ENERGIA: A GRAÇA DE DEUS. Através dela entra o homem em nova dimensão: sua realização plena chama-se santidade. Santidade é a união perfeita com Deus e esta união não é efeito do esforço ascético, é dom gratuito e livre de Deus, não dependente de qualquer mérito nosso.
        Pela santificante Graça tornamo-nos templos de Deus e capazes de amar de tal forma, por amor a Jesus Cristo, se necessário - dando a vida pelo próximo. Em Rm 4.25 o apóstolo Paulo afirma que Jesus foi “entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação”, isto é, testifica de termos sidos declarados justos perante os olhos de Deus. Ao ressuscitar Cristo dos mortos, Deus declarou tanto sua aprovação por Cristo ter completado a obra de redenção quanto sua aprovação em relação a todos os que crêem e são assim unidos a Cristo em sua ressurreição.

A PAZ DO SENHOR!                                                                  Rafael Jácome

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