quarta-feira, 3 de março de 2010

A VERDADEIRA LIBERDADE - DEVOCIONAL 03/03/2010

Irmão Rafael Jácome
Rm. 7,15-19: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto”


        O mundo que se opõe a Deus é presente antes de tudo dentro de nós e quer impedir que Ele viva em nós, ou seja, a paz, a serenidade, a liberdade, a capacidade de amar. Isto ocorre por causa do estado de fraqueza cujo o homem se encontra e do pecado original, que nos faz distanciar de Deus.
        Paulo eficazmente descreve a luta presente em nós, lamentando-se da “lei do pecado”, da depravação residente na natureza humana, que se rebela contra as leis de Deus: “Porque nem mesmo compreendo o meu próprio modo de agir, pois não faço o que prefiro, e sim o que detesto” (Rm. 7,15-19).
        Numa sociedade de carne, do consumo narcisista como a nossa, considerar Paulo como o ícone do discípulo de Jesus Cristo fragilizado na carne e fortalecido no Espírito é um ganho que aproxima muito mais do desejo de santidade (cf. Rm 7,21). Ele mesmo nos diz: “Tudo me é permitido, mas eu não me farei escravo de nada” (1 Cor 6,12). Tudo é possível, mas é muito melhor ser livre.
        Há uma força interna em Paulo que o empurra para o pecado, uma lei que luta contra a razão (cf. Rm 7,14-24), mas ele se coloca no dinamismo da construção que somente o Espírito realiza, “pois fomos comprados por um alto preço” (1 Cor 6, 20); o preço de uma morte cruenta, mas revelada como salvação.

DEUS É FIEL!                                                                                                 Rafael Jácome

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