sexta-feira, 30 de abril de 2010

ARTICULAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL INTEGRADO E SUSTENTÁVEL

Consultor Professor Rafael Jácome

        Para ocorrer o desenvolvimento local é necessário planejar as ações de políticas públicas, organizadas e não a qualquer custo, priorizadas de forma integradas entre os setores da esfera municipal e beneficiando equitativamente a população. O meio ambiente deve fazer parte das ações prevenindo problemas futuros que não tragam impedimentos para posteriores avanços, tornando o desenvolvimento também sustentável.

        Esta é a forma para que o desenvolvimento integrado e sustentável tenha sucesso em seu município. No atual modelo administrativo o gestor público não terá êxito se não buscar parcerias com o setor privado, com os demais níveis de governo (parceria intergovernamental), buscando a interação dos órgãos do próprio poder local (parceria intragovernamental) e com a sociedade civil, através da participação efetiva em todos os níveis dos seus cidadãos.

        Para promover o desenvolvimento local integrado e sustentável o gestor público municipal precisa adequar suas atividades de planejamentos observando os problemas locais enfrentados, identificando as soluções e os caminhos a percorrer, os recursos humanos, financeiros e políticos necessários, além da viabilização de outros recursos importantes para a integração das ações.

        Costumeiramente os especialistas em gestão afirmam que as articulações ocorrem no âmbito do Desenvolvimento Econômico; Desenvolvimento Social; Desenvolvimento Institucional; e na Organização Físico-Territorial e Gestão Ambiental. Entretanto, essa divisão serve apenas para facilitar a compreensão dos componentes utilizados para uma boa gestão pública. É bom reforçar que o planejamento das ações de políticas públicas não necessariamente precisam ser sofisticadas e difíceis, antes, seus componentes devem ter uma metodologia simples, mas de fácil aplicação e de bons resultados para a melhoria da qualidade de vida da população.

DEUS É FIEL!                 Rafael Jácome

segunda-feira, 26 de abril de 2010

PASTOR RAIMUNDO JOÃO DE SANTANA

Irmão Rafael Jácome

“Onde está o Espírito de Deus, aí está a liberdade” 2Cor.3.17b

        Jesus Cristo Ressuscitado, ainda hoje continua agindo na história, como nos tempos de Paulo, e o faz de modo especial na comunidade cristã, através do seu Espírito. Ele também nos permite compreender o Evangelho em toda a sua novidade e o inscreve em nossos corações, de modo que seja a nossa lei de vida. Não somos guiados por leis impostas de fora; não somos escravos sujeitos a determinações que não nos convencem e que não aceitamos.

        O cristão é movido por um princípio de vida interior, que o Espírito Santo lhe conferiu com o batismo. É movido pela sua voz, que repete as palavras de Jesus e faz com que as compreenda em toda a sua beleza, expressão de vida e de alegria. O Espírito as atualiza, ensina como vivê-las e ao mesmo tempo dá a força para colocá-las em práticas.

        É o próprio Deus que, graças ao Espírito Santo, vem viver e agir em nós, transformando-nos em evangelho vivo.

        Ser guiado pelo Senhor, pelo seu Espírito, pela sua Palavra: é essa a verdadeira liberdade que coincide com a mais profunda realização do nosso eu.

        Assim Deus agiu na vida do Pastor RAIMUNDO JOÃO DE SANTANA, nos seus 85 anos de idade, dos quais 65 como crente e mais de 41 como pastor. Desde o dia 03 de janeiro de 1999 foi empossado como 11º Pastor Presidente da Assembléia de Deus do Estado do Rio Grande do Norte.

        A sua chamada ao Ministério ocorreu em 1944. Naquela época era funcionário de uma firma exportadora de algodão e já tinha uma chamada de Deus para um lugar onde não havia templo da Assembléia de Deus. Ele viu se concretizar quando o pastor Eurico Bergstén esteve em Natal, quando falou que teria que se deslocar para um lugar que não tivesse templo da denominação e descobriram que a cidade de Caicó, ao norte, tinha um pequeno trabalho evangelístico, mas desprovido de um templo da Assembléia de Deus.

        Aceitou o convite, pediu demissão da empresa na qual trabalhava e partiu para a cidade. Era uma característica da época a pessoa que desejasse entrar para o ministério não ter outra ocupação. Quando foi pedir demissão, acabou sendo questionado pela saída da empresa, no entanto, afirmou que havia recebido um convite para trabalhar para Jesus. Visitou a cidade para conhecê-la e passou 30 dias no local. Não perdeu tempo e começou a pregar o Evangelho em Caicó.

        Exercendo o ministério há mais de 41 anos, para ele existe a certeza de que está trabalhando conforme a Vontade de Deus. Deus tem lhe dado oportunidades e os escapes diante das astutas ciladas do diabo, mesmo por aquelas preparadas por pessoas que se dizem evangélicas. “Até aqui o Senhor tem nos ajudado. Somos vitoriosos pela graça de Deus e encorajados a trabalhar para Ele até nos chamar para a eternidade”. Acrescenta o Pastor Raimundo.

        Reconhecido por seu zelo em ensinar a doutrina bíblica, em uma época de relativismo, o pastor Raimundo João de Santana atesta a importância da ortodoxia bíblica: “A Bíblia não mudou e Deus não muda, então nada de mudanças. O Espírito Santo nos ensina por meio da doutrina bíblica. A vida da Igreja deve estar baseada em tudo o que Jesus nos tem ordenado em sua Palavra”. Acrescentando confirma o pastor: “O Senhor ainda procura pessoas dispostas a, se necessário, morrer pelo Evangelho”.

        Casado com a Irmã Ivone, pai de 04 filhos, ele reforça que a força para fazer essa escolha de Deus, foi fruto do amor mútuo com a sua esposa; que nunca lhe fez pesar as privações causadas, e juntos caminharam para a realização de um projeto pessoal, grandioso que Deus preparou para eles, e por meio deles, na Assembléia de Deus.

        Deixo uma mensagem para o nosso Pastor: Assim como Paulo aconselhou a Timóteo que o obreiro seja um exemplo para os fiéis, nós o agradecemos por vivenciar o que há de melhor em um obreiro que, em sua geração, é responsável diante de Deus e das pessoas, sendo exemplo e levando a sua igreja a servir ao Senhor com alegria.

DEUS É FIEL!                                                    Rafael Jácome
Bibliografia:- Mensageiro da Paz Ano 78; Número 1480. Edição Setembro de 2008 - Órgão Oficial das Assembléias de Deus no Brasil - Fundador:- Gunnar vingren

quinta-feira, 22 de abril de 2010

RIQUEZAS SÃO UMA RESPONSABILIDADE

Irmão Rafael Jácome


“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento.” (1 Tm 6.17)

        Quero deixar para todos os leitores do meu blog esta mensagem extraída da Bíblia de Estudo Plenitude:

         Este verso esclarece o equívoco sobre a aquisição ou possessão de bens materiais. Paulo nos diz para não confiarmos em riquezas incertas. Aqui, a palavra “confiar” (Gr. Elpizo) significa “esperar” ou “ter esperança”. Não devemos esperar por riquezas ou esperar que elas nos tragam segurança ou libertação. Por que ele nos diz isso? Porque as riquezas são muito passageiras.

        Os valores mudam, e as riquezas terrenas só são boas no valor atual. O que é valioso hoje em dia pode não ser valioso amanhã: por isso a sabedoria está em confiar – colocar nossa esperança – somente em Deus para nos trazer provisões. Além disso, nunca devemos permitir que a presença da riqueza nos faça pensar que somos melhores do que os outros ou que podemos ser irresponsáveis ou indulgentes.

        É uma responsabilidade, uma grande responsabilidade, ter grande riqueza: sempre devemos nos lembrar que é exigido muito daqueles a quem muito é dado (Lc 12.48)





FUNDAÇÃO ULYSSES GUIMARÃES DO RN COM NOVAS TURMAS DE GESTÃO

Consultor: Rafael Jácome

        Serão iniciadas três novas turmas do Curso Para Gestores Públicos Municipais da Fundação Ulysses Guimarães do estado do Rio Grande do Norte. As aulas serão iniciadas nesta semana, no Colégio e Curso Êxito do bairro do alecrim. As inscrições estão abertas no local. O curso é gratuito e no ato da inscrição o aluno recebe o seu material didático.

        O Público-Objetivo do Curso são todos e todas interessados em atualizar e aperfeiçoar os seus conhecimentos em GESTÃO PÚBLICA. O país precisa de gestores que tenham conhecimento de causa, preparados para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária. Além de tudo isto, você terá melhor oportunidade de CAMPO DE TRABALHO.

        Faça sua inscrição nos seguintes horários: TURMAS: Sábado às 08 horas e 14horas e nas Terça-Feira às 18h45min. MAIORES INFORMAÇÕES: 84/8871-7435.

DEUS É FIEL!                                            Rafael Jácome

OS PERIGOS DA RIQUEZA

Irmão Rafael Jácome

        Certa vez um empresário novo convertido perguntou-me sobre a questão da busca do poder, especificamente o acúmulo de riquezas. Ele sempre foi um estudioso da economia global, compactuava com as idéias capitalistas e sobretudo da filosofia do “ter” sobrepujando o “ser”, caracterizando-o como um sujeito egoísta e personalista. A sua abordagem foi simples: “É pecado buscar a riqueza?”

        Talvez a sua grande dúvida era proveniente da forma como lhe foi apresentado o Evangelho. Quando aceitou Jesus como seu único e suficiente Salvador, ele freqüentou uma das igrejas propagadora do “Evangelho da Prosperidade”. Peguei a minha Bíblia e disse: “Amigo, eu vou ler um trecho da Palavra de Deus que não é preciso comentar absolutamente nada. São as próprias palavras que lhe darão o discernimento e a clareza para suas dúvidas,” Assim fiz:

        Os falsos mestres e os perigos da riqueza – “Se alguém ensina outra doutrina e não concorda com as sãs palavras de nosso Senhor Jesus Cristo e com o ensino segundo a piedade, 4é enfatuado, nada entende, mas tem mania por questões e contendas de palavras, de que nascem inveja, provocação, difamações, suspeitas malignas, 5altercações sem fim, por homens cuja mente é pervertida e privados da verdade, supondo que a piedade é fonte de lucro. 6De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. 7Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. 8Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. 9Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. 10Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores.” (1 Tm 6.3-10)

        Finalizei convocando-o: “Coloque estas palavras em prática no seu cotidiano. São as suas atividades que vão lhe capacitar e esteja em unidade com o Deus Trino pois lhe será dado o discernimento.”

DEUS É FIEL!                                                                       Rafael Jácome

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O PERCURSO HISTÓRICO DA IGREJA

Irmão Rafael Jácome

        A Igreja vem sofrendo mutações desde o início das comunidades dos primeiros cristãos. Ela além de ser usada para propagar o nome de Jesus Cristo, muitas vezes foi utilizada para os interesses, já naquela época, dos falsos profetas. Em outro artigo aqui publicado, citei como eram recebidos os profetas do Senhor e quais eram os procedimentos dos mesmos nas comunidades. Durante todo o percurso histórico da Igreja, ocorreram diversas formas de lutas internas, apadrinhamentos, busca incessante de poder e, principalmente, fonte de grandes negócios.

        O pastor americano Richard C. Halverson (1916-1995) certa vez comentou sobre a situação da realidade da Igreja no mundo com esta frase, Disse: “No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio”.

        Em seu tempo Jesus Cristo foi enérgico com os mercadores que negociavam no Templo. Sua postura foi incisiva e pragmática: "15 Chegaram a Jerusalém. E entrando no Templo, ele começou a expulsar os vendedores e os compradores que lá estavam: virou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, 16 e não permitia que ninguém carregasse objetos através do Templo. 17 E ensinava-lhes, dizendo: 'Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Vós, porém, fizestes dela um covil de ladrões!' 18 Os chefes dos sacerdotes e os escribas ouviram isso e procuravam como o matariam; eles o temiam, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu ensinamento. 19 Ao entardecer, ele se dirigiu para fora da cidade". (Mc 11, 15-19)

        Jesus Cristo, movido pelo zelo da casa de Seu Pai (Jo 2, 17), não pôde suportar tão deplorável espetáculo e com santa indignação arrojou-os todos dali. Com esta atuação quis inculcar qual havia de ser o respeito e compostura que se devia ao Templo pelo seu caráter sagrado. O que temos observado é o abandono da casa do Senhor e a sua troca por interesses pessoais ou de pequenos grupos. DEUS NÃO É MERCADORIA.

DEUS É FIEL!                                                                      Rafael Jácome

terça-feira, 20 de abril de 2010

A AÇÃO POLÍTICA COMO TRANSFORMADORA DA SOCIEDADE

Irmão Rafael Jácome

        Em ano político são sempre acirradas as abordagens sobre o papel da Igreja no contexto das eleições. Entretanto, é comum perceber a aversão da maior parte dos crentes quando o assunto é colocado em pauta. As reações são as mais diversas possíveis, sempre excluindo o debate e deixando passar a oportunidade de uma conversa franca, honesta e decisiva que como cristãos devemos ter. Mas, para dialogar é preciso conhecer e saber verdadeiramente o que significa o termo “política”.

        Se não me falha a memória dos tempos de estudos do Seminário, antes de tudo é necessário distinguir três níveis que abrange este tema: 1) o político; 2) a ação política e 3) a politicagem.

        1) O Político é tudo que se refere à vida, estruturas, idéias e formas da sociedade; A palavra deriva do grego “polis” = cidade, como sinônimo de “civil” ou “civilidade”(do latim “civitas” = cidade). Assim sendo, todas as formas de atividade humana na sociedade – quer de caráter econômico, cultural ou religioso – são “políticas”, enquanto se acham condicionadas pela escala de valores, as formas de convivência, as instituições e as instâncias de poder que vigoram nessa sociedade, e por sua vez influenciam sobre elas.

        Sob esta ótica podemos correr dois perigos bastante opostos entre si: a valorização da política como sendo a verdadeira dimensão da vida humana e tudo em função dela; e o apoliticismo ingênuo onde as pessoas prescindem ou mantêm neutralidade em relação a ela. Na verdade o “político” implica na formação do juízo sobre valores e contradições e sobre as causas das contradições da sociedade. E o que é mais importante para nós crentes: implica também uma certa concepção do homem e daquilo que a sociedade deveria ser. O que devemos aprender é não defender dogmatismos políticos ou de qualquer outra espécie, absolutizando nossos próprios processos.

        2) A Política é o campo da atividade humana que visa especificamente administrar ou transformar as maneiras de convivência e as estruturas da sociedade, e isto mediante o exercício ou a conquista do poder. O que se entende por poder? Tanto o poder de governar, como outras formas de prestígio, autoridade ou influência na sociedade. Aqui também estão incluídas todas as instituições de representatividade da sociedade, inclusive as religiosas e, imprescindivelmente enquanto detêm alguma forma de poder, todas se encontram no campo político, mas não necessariamente no âmbito da política partidária. Isto é outra história. E por último:

        3) A Politicagem é a corrupção da atividade política, quando os interesses individuais são colocados a disposição de ambições particulares, de pessoas ou grupos, e é exercida mediante a manipulação de outras pessoas ou instituições, mediante a demagogia, que explora em benefício próprio as necessidades e esperanças do povo.

        O papel da Igreja e dos crentes é fundamental para dá uma resposta ao dever social e político das suas comunidades e a todos os cidadãos, orientando os critérios e juízos evangélicos, desmascarando contra as tentações e perigos da política, que levam a degradá-la em politicagem ou em totalitarismo. É também importante ter ações de combate aos políticos (= “politiqueiros”) oportunistas, desonestos e corruptos. Quando citei que a igreja está acima de qualquer estrutura política partidária, está claro que ela não pode envolver-se com nenhum partido, mas pode defender na sociedade os interesses fundamentais do homem.

(...) Sabeis que os que são reconhecidos como governadores dos gentios, deles se assenhoreiam, e que sobre eles os seus grandes exercem autoridade. Mas entre vós não será assim; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva; e qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, será servo de todos.” (Mc 10.42-44)


DEUS É FIEL!                                                      Rafael Jácome

O ESTADO NASCENTE E AS AÇÕES IMPACTANTES

Irmão Rafael Jácome

        É práxis nos discursos dos bons oradores e pregadores enaltecer as ações impactantes na vida das pessoas. São elas que transformam as situações vividas em cada momento no contexto evolutivo do homem. Em cada fenômeno criado na humanidade, são estas ações que constituem novas segmentações nos movimento sociais, políticos, religiosos, culturais, sindicais, ... São geradores de uma nova ordem.

        Na história da civilização ocidental isto é muito presente, basta ver dentro do contexto do cristianismo, por exemplo,  nos movimentos monásticos, na Inquisição, na reforma protestante ou ainda em movimentos religiosos como o surgimento do islamismo e na propagação das seitas religiosas. Os grandes movimentos surgem quando no sistema social são amadurecidas as condições econômicas, sociais e culturais que provocam a efetivação do Estado Nascente. Max Weber utilizou a expressão Estado Nascente para definir o carisma dos movimentos em sua fase inicial.

        As transformações surgem a partir da idéia do indivíduo, desde uma simples experiência, do modo de ver o mundo e se relacionar com ele e na capacidade de mobilização do coletivo. O líder carismático, obsessivo, dinâmico e sagaz não produz sozinho o movimento transformador na humanidade.

        Do indivíduo advêm as ações impactantes que se tornam coletivas. Dois ou três se encontram, formam, organizam e começam a criar uma ação impactante em comum.  Assim ocorreram e ocorrem em todos os fenômenos históricos da humanidade, desde o simples fato do enamoramento (é o estado nascente de um movimento coletivo a dois) de um casal às lutas sindicais: algo se transforma de imediato e os envolvidos largam tudo para vivenciar a experiência.

        Quem não é envolvido por esta atmosfera de movimento brusco, imediato, explosivo, na qual o indivíduo sente uma mudança interior e diferente do seu comportamento anterior, não fará parte do processo. Isto acontece em todos os aspectos da vida do homem. Quando isto não mais ocorre, as pessoas são tragadas pelo próprio desafeto e abandonam os seus ideais.

        Quando aceitei Jesus Cristo como o meu único e suficiente Salvador foi impactante. Percebi a minha transformação e hoje continuo enamorado desta causa. Deus me dá o entusiasmo de dá glória ao seu Santo Nome e propagar a vinda de Jesus. As ações impactantes jorram como um bálsamo da fonte inacabável que vai preenchendo a minha vida de amor.

DEUS É FIEL!                                         Rafael Jácome

segunda-feira, 19 de abril de 2010

UM MUNDO CRISTÃO MAIS JUSTO E IGUALITÁRIO

Irmão Rafael Jácome

        Debato bastante com alguns amigos sobre o serviço da Igreja evangélica ao homem e observo que muitos irmãos vivem num contexto de dificuldades financeiras, sociais, culturais, educacionais,... Enfim, encontro muitos dentro do contexto dos excluídos sociais. Um dos aspectos mais forte para a vitória do crente é partir da premissa do “Buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6.33), mas o crente tem não só o direito à vida, à subsistência biológica, mas também a garantia de um trabalho digno, a organizar-se livremente, a ter acesso a educação e à informação em igualdades de oportunidades, a participar das decisões econômicas e políticas.

        Paralelamente a este contexto muitos crentes se distanciam destas realidades ou muitas vezes exercem um enorme esforço no auxílio e na solidariedade, mas só conseguem ações paliativas em curto prazo sem interferir na magnitude das necessidades. Outros tantos costumam cair no paternalismo de ações sociais, mas não se organizam para construir uma sociedade mais justa e igualitária.

        Por outro lado, constato que pequenos grupos que vão surgindo nos setores populares para enfrentar situações de miséria, são retaliados e frequentemente inibidos pelo medo, pela suspeita de ativismo político ou pela repressão da igreja. Na verdade, estes grupos buscam o crescimento de suas comunidades, de suas participações efetivas nas prioridades locais e das melhorias de suas instituições.

        O questionamento básico é: estamos preparados para consolidar o anúncio do evangelho dentro destas mudanças nas estruturas, mentalidade e inserção social dos grupos que se organizam e lutam por uma sociedade mais justa? Entregaremos aos ímpios o direito de transformação dos paradigmas da sociedade?

        A igreja exerce o papel bem definido pelo serviço ao mundo, isto é, aos homens, à comunidade humana. O Evangelho anuncia o Reino de Deus que foi semeado uma vez na terra pela vida, paixão e ressurreição de Jesus Cristo. Ele está próximo e Jesus está voltando, sua graça está sendo abundantemente derramada naqueles que buscam o Senhor e respondem pelos seus atos: “Os cegos vêem, os coxos andam... e a boa nova é anunciada aos pobres... a libertação aos presos...aos oprimidos” (Lc 4.18 e 7.22).

        Os crentes, como discípulos de Jesus, são chamados a esta missão: “Pelo caminho, proclamai que o Reino de Deus se aproxima, curai enfermos... expulsai demônios. De graça o recebestes, daí-o também de graça” (Mt 10.7-8).

        A proposta é servir o povo, em suas necessidades humanas, que confessa a própria fé e dá motivos de esperança, despertando a responsabilidade solidária, com criatividade, organizada e lutando pela superação coletiva.

DEUS É FIEL!                                                             Rafael Jácome

domingo, 18 de abril de 2010

APÓSTOLO PAULO O PRIMEIRO PENSADOR DIALÉTICO DA HISTÓRIA DA TEOLOGIA CRISTÃ

Irmão Rafael Jácome

        Indiscutivelmente o apóstolo Paulo foi um dos grandes construtores da expansão da teologia cristã. No seu histórico de perseguidor da Igreja de Deus com frenesi, tentando destruí-la a fiel escudeiro da sua doutrina dos “libertos da lei”, ele transformou a realidade das primeiras comunidades cristãs. Tarefa árdua e conflitante tendo em vista que ele pregava para todos, em especial para os gentios, oferecendo a condição de poderem se tornar cristãos e juntarem-se a casa de Israel sem guardar as leis judaicas.

        Israel tinha na lei o seu alicerce, não obedecê-la era uma ofensa grande aos costumes judaicos. Paulo com ousadia declarou que os gentios não deveriam preocupar-se com ela, mas como então conscientizar-los da necessidade do evangelho? Estas duas frentes marcaram a luta do apóstolo que teve de realizar algumas proezas de sofismas intelectuais, tornando-se desta maneira o primeiro pensador da história dialética da teologia cristã.

        Paulo teve o seu encontro com Jesus Ressuscitado onde lhe foi revelado sua missão, mas teve que esperar por 14 anos para confrontar suas idéias com os assim denominados “Colunas de Jerusalém” (Pedro, Tiago e João). A sua viagem teve o propósito de “colocar perante eles o evangelho que prego entre os gentios, para, de algum modo, não correr ou ter corrido em vão” (Gl 2.1-2). Apesar da revelação de Deus para Paulo, ele precisou de tempo para sedimentar seu entendimento e a forma como trabalhar as implicações de sua lógica no seu próprio sentido de missão.

        Paulo recorria das suas experiências para absorver sua missão. Em sua unidade com Jesus, no discernimento do Espírito Santo, ele consolidava sua pregação do evangelho aos gentios. Tal fato é um exemplo evidente da nossa tese que é a ATIVIDADE QUE CAPACITA O SUJEITO. Isto resultou que proclamando sua mensagem, ela passaria a converter outros gentios, num claro convite divino para que todas as nações se juntassem à casa de Israel e sem precisar ser circuncidados para sentarem-se à mesa com os “santos”. Além disto, esta liberdade da lei construiu na teologia paulina uma visão dual do mundo e da existência humana de maneira que todos os assuntos legais poderiam ser classificados como anteriores e, portanto inferiores ao mundo da existência cristã.

DEUS É FIEL!                                                             Rafael Jácome

PARA REFLETIR: CITAÇÕES SOB JUSTIFICAÇÃO

Irmão Rafael Jácome


1 – “Que diremos, pois? Que os gentios, que não buscavam a justificação, vieram a alcançá-la, todavia, a que decorre da fé.” Rm 9.30

Nesta citação o apóstolo Paulo afirma que Israel tropeçou na pedra de tropeço. Esta pedra é Jesus, o Messias, que oferece a salvação pela fé, não por obras, e, portanto, exige assim que o orgulho humano seja humilhado.

2 – “O qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação.”

Isto é, termos sidos declarados justos perante os olhos de Deus. Ao ressuscitar Cristo dos mortos, Deus declarou tanto sua aprovação por Cristo ter completado a obra de redenção quanto sua aprovação em relação a todos os que crêem e são assim unidos a Cristo em sua ressurreição.

DEUS É FIEL!                                                        Rafael Jácome

segunda-feira, 12 de abril de 2010

JESUS CRISTO O IDEAL DA HUMANIDADE

Irmão Rafael Jácome

        Pouco nos adianta conhecer o ponto de partida e dispor de energia necessária para levar a marcha a bom termo, se não soubéssemos para onde nos dirigir. Necessitamos de um ponto orientador em nossa evolução, de um Ideal.

        Este Ideal é Jesus Cristo, onde todos os desejos podem realmente encontrar a satisfação. Cristo é o “Verbo” eterno, por quem tudo foi feito e que irresistivelmente atrai todas as criaturas. Deus assim o quis “porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos.” (Rm 8.29)

        Devido a isto Paulo nos convida: “Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo (1Co 4,16). Esta imitação não é apenas um processo natural, psicológico, é realidade sobrenatural e dinâmica. O nosso amadurecimento espiritual depende da crescente união com Cristo.

        União que implica doação total, abandono e que podem ser absolutos sem macular nossa identidade pessoal, pois se Cristo é homem, o é Deus ao mesmo tempo. Quanto mais intimamente unido está o homem a Cristo, tanto mais encontrará a verdadeira identidade, o verdadeiro eu.

        No campo da psicologia é fácil passar para as pessoas que o homem para ser feliz, acaba por servir de justificação científica a toda licenciosidade, à aversão a todas às normas e formas de proceder, a tudo que é ideal e, como ideal, impõe renúncias, controle, seleção e direção das tendências.

        O próprio Freud faz remontar a origem do “ideal” a tais restrições impostas pelo ambiente social. Quando afirma que o “ID”, regido pelo Princípio do prazer, exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de consequências indesejáveis. Mas, o Ego, regido pelo Princípio da Realidade, cuida dos impulsos do ID. Os desejos são reprimidos.

        Pode-se afirmar que todo homem de uma forma ou de outra, segue um ideal: ou toma por “ideal” a expansão sem freio – então “renuncia” à convivência harmoniosa com o ambiente; ou tem por “ideal” adaptar-se ao ambiente – então “renuncia” à arremetida desenfreada dos desejos do “ID”.

        Sem um ideal o homem não adapta-se a vida social. Como é um Ser Social, a própria sociedade impõe restrições ao indivíduo. Ele as aceita, constrangido ou positivamente. Na ausência do ideal, ocorre a despersonalização progressiva dos homens. No mundo contemporâneo, não existem mais restrições que um ideal costuma impor.

        O homem sem ideal, que apenas sobrevive satisfazendo os intintos de seu “ID”, não contribui para o progresso humano. Torna-se foco de destruição da vida, dos princípios cristãos, do amor,... Perdeu o rumo, não existem metas para onde dirigir o curso da vida. JESUS CRISTO É A RESPOSTA!

        Aceitando Jesus como seu único e suficiente Salvador, o homem será libertado de si mesmo da profunda introversão e do egoísmo arraigado: “Pois quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará.” (Lc 9.24).

DEUS É FIEL! Rafael Jácome



Bibliografia

Bíblia de estudo Plenitude – Sociedade Bíblica do Brasil, 2002

Freud, Sigmundo – Resumo das Obras Completas – Ed. Atheneu, Rio de janeiro/RJ - 1984

Tefe, Valfredo – O Sentido da Vida – escritos, Salvador-Ba

Harlow, F. Harry, McGaugh, L. James, Thompsom, F. Richard – Psicologia, Editora brasiliense, 1978.

A GRAÇA DE DEUS TRANSFORMA O HOMEM

Irmão Rafael Jácome


        A justificação, a santidade, consiste na transformação total do homem, na sua vivência pessoal em plano natural e sobrenatural. A Graça de Deus, dom gratuíto, auxília o espírito como uma NOVA FONTE DE ENERGIA: “Porque pela Graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef. 2.8). Segundo Tomas Merton "Deus nunca faz as coisas pela metade. Não nos santifica pedaço por pedaço. Não nos faz santos superpondo uma existência extraordinárias sobre nossas vidas ordinárias."

        A Graça de Deus entra em união vital com a natureza. Paulo declara: "Contra a tua natureza foste enxertado em boa oliveira." (Ro 11.24). Cristo é a videira, nós os ramos. Devemos deixar transformarmos pela Graça. Deixando-a penetrar, nosso espírito consegue reprimir e canalizar as tendências passionais, chegando o homem a realizar-se plenamente no seu potencial humano.

        O primeiro passo exige um sacrifício heróico do homem: o abandono. A fé é entregar-se totalmente nas mãos de Deus. Sem isso não pode, o homem salvar-se. Quem não crê, será condenado. Quando não nos abandonamos a Deus surge o desespero - a "doença da morte". Negar a própria realidade, gera luta e ruptura interior e produz o desespero da vida, o tédio.

        A inquietação é outra consequência dissipada do espírito. Não aceitando a própria realidade, o homem procura abafar tudo com sensações e prazeres novos, atividade febril e divertimento em grandes escalas. Muitos em sua aversão as coisas de Deus, endurecem suas almas na malícia completa, no ódio contra tudo que é divino. Reflexo do desajustamento e do desespero da moral que reinam no mundo contemporâneo.

        A psicologia declara que as consequências desequilibrantes do requalque da consciência moral são mais funestas que as dos instintos. Enquanto que no recalque instintivo ser restringido ao domínio limitado e individual das perturbações neuropáticas, na outra (recalques morais) pode determinar não só psicoses graves, mas verdadeiras catástrofes sociais.

        Quando guiados pela fé, podemos compreender melhor o ódio neurótico dos que são aversos contra tudo o que lembra Deus e Cristo. Renegando a realidade em suas vidas, resta o vácuo, a angústia, a frustração. O pecador terá sempre o caráter de um indivíduo escravizado as paixões e os instintos. Suas características psico-somáticas serão sempre previsíveis, ou seja, presos e amarrados aos automatismos instintivos.

        Deus nos torna livres: "Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade." (2Co 3.17). "Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." O comportamento do homem santo não é previsível. Vive o momento presente, sem se preocupar com o futuro. Confia na Palavra do Senhor: "Porque, naquela mesma hora, vos será ministrado o que haveis de dizer." (Mt 10.19)

        Os filhos de Deus são "dóceis a Deus": "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito."(Jo 3.8)

        Quem é dócil a Deus, é verdadeiramente livre. Tal liberdade dos filhos de Deus escapa às previsões e aos julgamentos humanos: "O homem espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido." (1Co 2.15)

Jesus é verdadeiramente o único e suficiente Salvador: “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” (João 1.17).

Deus é Fiel!                                                       Rafael Jácome

Bibliografia

Bíblia de Estudos Plenitude - Sociedade Bíblica do Brasil , 2002;

Freud, Sigmundo - Resumo das Obras Completas - Ed. Atheneu, Rio de Janeiro/RJ, 1984;

Tefe, Valfredo - O Sentido da Vida, escritos - Salvador/BA

Harlow, F. Harry, Mcgaugh, l. james, Thompson, F. Richard, Psicologia, Ed. Brasiliense- São Paulo/SP - 1978

MINISTÉRIO RECONHECE NOVAS PROFISSÕES

Consultor Rafael Jácome

        O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, apresentou a atualização da lista no último dia 8 com a inclusão de quatro famílias, 47 ocupações e 84 titulações, a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO passa a contar agora com arquivo de 607 famílias, 2.511 ocupações e 7.419 titulações.

        Foram incluindas novas categorias de tecnólogos e a dos profissionais da saúde da família, para atender a uma demanda do Ministério da Saúde, entre outras.  A atualização e modernização do documento ocorrem para acompanhar mudanças econômicas, sociais e culturais pelas quais o país passa, que implicam em modificações estruturais no mercado de trabalho. As modificações e inclusões da CBO são elaboradas com a participação efetiva de representantes dos profissionais de cada área, em todo o país.

        O ministro explicou que apenas 84 das 2.511 ocupações são regidas por lei. Segundo ele, a maioria existe sem regulamentação pelo Poder Legislativo, ou seja, sem ter passado pelo Congresso Nacional. “A CBO proporciona ao trabalhador o reconhecimento oficial da sua profissão, seja ela regulamentada ou não por lei. O trabalhador brasileiro pode dizer: “minha profissão existe, está na CBO e meu patrão vai poder anotá-la na carteira de trabalho”, explicou o ministro Lupi.

         A lista de todas as famílias, ocupações e titulações pode ser conferida no site do ministério (www.mte.gov.br).

A PAZ DO SENHOR!                                                  Rafael Jácome

A GRAÇA, DOM GRATUITO DE DEUS, NA VIDA DO HOMEM LIBERTO EM CRISTO.

Irmão Rafael Jácome

        Durante toda a história da humanidade os filósofos cansaram para definir a vida. É difícil encerrar em definição abstrata o que é essencialmente movimento. Este dinamismo nos é dado para usufruirmos da essência do Criador e tudo foi criado por um dom gratuito de Deus: Ele nos deu a vida eterna. Passamos por um processo de crescimento físico e espiritual e que nos requer entender o poder da graça do Pai Eterno. Mas quais são os meios que contamos para levar a cabo a caminhada, qual a força que nos vai impelir, ou quais as energias que atuam no processo de nossa evolução?

        Faz-se necessário entender o que é VIDA. É o movimento incessante com que o ser vivo se desdobra continuamente para chegar a perfeição. O cristianismo apresenta como fonte de todas as demais tendências psíquicas o AMOR. É da sua natureza, tudo que é “bom” para o ser. É a força unitiva. O fruto do amor é a UNIÃO. (Jo 15. 11-13)

        A vida é uma força dinâmica que procura o próprio desdobramento e se processa em ritmo harmônico. Nela ocorre a conservação da própria identidade e intercâmbio com o meio ambiente. Porquanto, a liberdade só tem valor, quando concretizada como condição de uma vida real. Verdadeiramente livre é o homem que se realiza plenamente a si mesmo, com consciência e senso de responsabilidade. Qual é então o grau de consciência do homem em relação à liberdade?

        No processo evolutivo tanto mais livre é o homem, quanto mais plenamente se realiza, quanto mais decididamente se determina na direção de seu estado perfeito. Entretanto, a liberdade humana é relativa: incumbe sair da potencialidade, chegar a “ser”, a ser ele mesmo. Isto não significa que o indivíduo possa realizar tudo; ele pode realizar-se a si mesmo, alcançar sua perfeição individual, atualizando plenamente seu potencial. É preciso, entretanto entender que o potencial do homem é limitado. A natureza humana em geral a constituição individual e o próprio passado limita o homem. O primeiro ato “livre” é aceitar seu potencial limitado e usá-lo conscientemente.

        Neste contexto muitos cristãos afirmam que o homem é constituído do “livre arbítrio” e é ele que determina a liberdade do homem de sair da neutralidade e continuar amando. Mas é de fato uma ferramenta de libertação? Ele pode decidir por sua própria identidade em harmonia com o meio ambiente?

        LIVRE ARBÍTRIO: Quando a medicina fala da difícil cura do alcoolismo e da toxicomania, por exemplo, só faz confirmar a palavra de Jesus: “Quem comete o pecado, torna-se escravo do pecado” (Jo 8. 34) – O primeiro passo foi livre e conscientemente se procurou a desordem.

        O homem só se pode realizar como cristão aceitando Jesus como o único e suficiente Salvador. É Ele o caminho, a verdade e a vida. A humanidade não pode libertar-se de Jesus. Não pode ignorá-lo. Ele é a decisão. Querer negar a Jesus, é negar a si mesmo, é não querer a própria realidade. A vida em toda sua dinamicidade só tem sentido em Cristo, fora disso, fica apenas o tédio e o desespero. Não aceitando Jesus, o homem procura abafar tudo com sensações sempre novas, atividade febril e divertimento em sequência e se torna insensível com tudo que é necessário para a salvação.

        A Graça, dom gratuito de Deus, não exerce coação sobre o homem. Solicita-o. Quanto mais ele atender as inspirações do Espírito Santo, tanto mais livre se torna. “Onde está o Espírito do Senhor, aí está à liberdade” (2 Co. 3,17)

DEUS É FIEL!                                                                     Rafael Jácome

domingo, 11 de abril de 2010

PASTOR MANASSÉS UM BALUARTE DE DEUS NO TIMOR LESTE

Irmão Rafael Jácome


        Nesta sexta-feira (10) recebemos a visita do Pastor Marcos Barbosa da cidade de Bragança Paulista e um dos responsáveis pelo envio de obreiros evangélicos para países muçulmanos. Durante sua palavra ele declarou que veio a Natal para pagar uma promessa feita ao Pastor Manassés Soares Dias para agradecer a Igreja Assembléia de Deus do Rio Grande do Norte por tê-lo enviado como missionário ao Timor Leste.

        Em sua breve palavra ele confessou que devido a gravidez de risco de sua nora que teve de vir para o Brasil para as devidas observações para um parto seguro, escutou pela primeira vez os comentários das “proezas” do Pastor Manassés.

        Impressionado com o depoimento da nora, o Pastor Marcos começou a ter curiosidade em conhecer de perto o trabalho do missionário: “Eu a escutava e ficava pensando: será que tudo é verdade? As pessoas às vezes aumentam os detalhes. Preciso conhecer de perto” Pensava para si. Mas, surgiu uma oportunidade de visita a Indonésia, ele aproveitou para fazer uma visita ao seu filho e conhecer o pastor “famoso” no Timor Leste.

        Tentando ser claro e preciso no seu depoimento o Pastor Marcos contextualizou a realidade daquele país:

        Timor Leste (oficialmente República Democrática de Timor-Leste) é um dos países mais jovens do mundo, Sua capital é Dili, situada na costa norte. Conhecido por Timor Português, devido sua condição de colónia portuguesa até 1975, altura em que se tornou independente, tendo sido invadido pela Indonésia três dias depois. Permaneceu considerado oficialmente pelas Organizações das Nações Unidas como território português por descolonizar até 1999. Mas para a Indonésia era considerada como uma das suas provincias. Somente no ano de 1999 através de um plebiscito, os Timorenses optaram pela independência em referendo organizado pela ONU..

        Durante a ocupação da Indonésia ocorreu um grande massacre da população deste país. Estima-se em mais de 200.000 pessoas. Número expressivo levando em conta a população aproximada de 1 milhão e 100mil habitantes. Centenas de aldeias foram destruídas pelos bombardeios do exército da Indonésia. Sem exército, este país vivenciou uma enorme convulsão social, Em setembro de 1999 a ONU decidiu criar uma força internacional para intervir na região. O país estava totalmente incendiado e devastado. Grande parte da infra-estrutura de Timor-Leste havia sido destruída.

        O povo conviveu por mais de 30 anos de opressão e violência mas, cresceu no ímpeto da busca de liberdade. A heterogeneidade etnico-cultural é prontamente encontrada nas diversidades de seus dialetos, apesar do tétum e o português serem as línguas oficias do país, enquanto o indonésio e a língua inglesa são consideradas línguas de trabalho pela atual constituição de Timor-Leste. Geograficamente está situada no contexto dos países do sudeste asiático.

        Neste contexto os evangélicos eram fortemente perseguidos, principalmente devido a influência dos católicos romanos. As igrejas abandonadas, os pastores acuados, outros afastados e dispersados.

        Dentro deste cenário surgiu o Pastor Manassés. Enviado pela Assembléia de Deus do Rio Grande do Norte, através do seu Presidente Pastor Raimundo João de Santana, sua missão era propagar o nome do Senhor Jesus. Tarefa árdua e difícil!

        Durante o seu primeiro ano em Timor Leste ele pregou apenas para os seus familiares e enfrentou grandes perseguições espirituais por parte dos católicos. Sem medo de enfrentar estas dificuldades propôs realizar uma Cruzada, buscou apoio de outros pastores das diversas denominações e nenhum topou a idéia. No entanto, em torno a ele surgiram 25 pessoas que participaram desta Primeira Cruzada e aceitaram Jesus durante o evento. Foram as primeiras almas para jesus.

        Cerca de 80 pastores de outras religiões lhe deram as costas, zombavam e não acreditavam no seu trabalho. “Fui afrontado e riram de mim quando disse que fui enviado por Deus para implantar um projeto de salvação no país. Minha esposa e eu nos sentimos sozinhos, mas um dia ouvi a voz de Deus em meu coração perguntando se eu estaria disposto a pagar o preço para mudar a história daquela nação. Não tivemos dúvida e aceitamos o desafio.” Conta o pastor em seu depoimento.

        Antes de retornar ao Brasil o cenário havia se transformado. A presença de Deus era sentida em todas as atividades, e, em uma das cruzadas por ele realizada, numa das regiões mais violenta do país, Jesus derramou um poder sobrenatural com a conversão de cinco pessoas, as quais duas muçulmanas. O amor do Pai Eterno fortaleceu a sua igreja e todos podiam ver as maravilhas do Senhor, conforme conclui o Pastor Manassés:

        “Jesus está salvando, curando e batizando com o Espírito Santo na Ásia. Antes eu pregava para quatro pessoas (a mulher e os três filhos), mas o Senhor me fez levar a Palavra para setecentas, durante uma Cruzada. Neste dia quase trinta pessoas foram batizadas.”

        Portanto, agradeço a Deus, ao Pastor Manassés e a esta grandiosa Igreja pelos serviços prestados naquele país. Que Deus continue abençoando e fazendo novos missionários.

        Com estas palavras de agradecimento o Pastor Marcos despediu-se da Igreja, conclamando o chamado para que surjam missionários para os países muçulmanos.

DEUS É FIEL!                                                   Rafael Jácome



sexta-feira, 9 de abril de 2010

A JANELA DA VIDA

Irmão Rafael Jácome


A JANELA DA VIDA



UMA JANELA VELHA

ABRE-SE NO HORIZONTE

DE UM CÉU SERENO,

MUITO DISCRETO.



A LUA É TRANSCEDENTE,

HARMONIOSA COMO TODAS AS CRIATURAS.

DE LONGE SE VER UM TEMPLO,

O POVO FALA DE ESPERANÇA



SILÊNCIO... É REVOLUCIONÁRIO!



HORRÍVEIS SÃO OS RUMORES

DE INJUSTIÇAS,

OPRIMENTE A ESCRAVIDÃO

DA SOCIEDADE DE CONSUMO,

QUE SE ESCUTA DA JANELA VIZINHA.



UM MENINO MORRE DE FOME,

PLANTOS EM PLENA NOITE.



A LUZ SE ACENDE...

DEVO FAZER ALGUMA COISA!

GRITOU A JANELA.



ASSIM, LUTOU E TOMOU PARA SI

AS DORES DA HUMANIDADE.



RAFAEL JÁCOME

A JANELA DA ILUSÃO

Irmão Rafael Jácome



A JANELA DA ILUSÃO






UMA VELHA JANELA


ABRE-SE NO HORIZONTE


DE UM CÉU CLARO


COM MUITAS ESTRELAS.






A LUA É CHEIA


E BELA COMO AS LUZES


DA CIDADE.






A DIREITA DA PRAÇA,


O TRADICIONAL BAR.


E OS JOVENS CAMINHAM


SEM DIREÇÃO,






SILÊNCIO... É ALUCINANTE!


HORRÍVEIS OS SONS DOS CARROS,


ALIENANTES OS PROGRAMAS DA TV


DA JANELA VIZINHA.






A GAROTA QUE DESCE


DO SEU CARRÃO


FESTEJA COM ALEGRIA


À NOITE.






TOCA A MÚSICA,,, AH, QUE ALEGRIA!


GRITA A JANELA.






ASSIM SE JOGA


FASCINADA PELO MUNDO.






RAFAEL JÁCOME

A JANELA DO MEDO

Irmão Rafael Jácome

A JANELA DO MEDO



Uma velha janela


Abre-se no horizonte


Na escuridão do campo.


Não se ver lua,


Mas as luzes da cidade


Sim.






No final da colina


Um casebre estranho


E um cão preto


Vaga na casa


abandonada.






Silêncio...


É impressionante!


Horríveis são os rumores


Misturados das cigarras


Com o filme western


Da janela vizinha.






O gato branco


Desce a velha escada,


Constrastando com o


Escuro da noite.


Assobia o vento...
 
Bah, que horrível!







É tudo triste


Nesta noite!


Reclama a janela.






Assim se fecha


Com medo do mundo.


RAFAEL JÁCOME

terça-feira, 6 de abril de 2010

O CRESCIMENTO DAS CIDADES FEUDAIS

CONSULTOR: Professor Rafael Jácome

        Diferentemente do contexto das URBIS romanas onde existiam diversas cidades com uma população superior aos 50.000 habitantes e até mesmo, localidades como Roma, Éfeso, Alexandria e Cartago com mais de 350.000 habitantes, as cidades européias da Idade Média eram geralmente muito menores, não possuíndo mais do que 1 km². A população também era muito pequena. Na média, uma cidade medieval típica tinha entre 250 a 500 moradores..

        Com as invasões dos bárbaras ocorreu o colapso comercial e reduziu-se a produtividade agrícola. O medo tomou conta do ocidente e fez com que a maior parte da população urbana do Império Romano do Ocidente migrasse para o campo, em busca dos feudos que ofereciam proteção. A população de Roma caiu de um milhão para meros 40 mil habitantes no final do século V. Neste período criou-se construções de muralhas em torno de cidades já existentes ou novas aglomerações em si. A maioria da população urbana europeia viveu dentro de muralhas até o século XV.

        Com a expansão comercial ocorrida no período feudal aconteceu o crescimento das cidades, e trouxe também conflitos entre os costumes feudais, principalmente pelas influências da igreja, dos senhores, nobres e reis que não queriam perder o poder. Eram os proprietários de terras, viviam dos trabalhos dos servos e atendiam as suas necessidades.

        Devido à dinamicidade do comércio era praticamente impossível não romper com estas estruturas fechadas e estáticas. Viver em cidades era diferente de viver em feudos, portanto, era necessário destituir o costume feudal e criar novos padrões.

        Com o objetivo de enfrentar as dificuldades da época, os mercadores formaram as “Corporações” ou “Ligas”, a fim de conquistar para suas cidades a liberdade necessária à expansão contínua. A população também se organizou e lutou pela liberdade da terra e muitas conquistas foram atingidas, como a criação dos próprios tribunais nas cidades, criando suas próprias leis, a modificação nas tarifas de impostos e a libertação das interferências das suas conquistas.

        Mas tudo acontecia aos poucos, aonde os senhores feudais vendiam parte de seus direitos aos cidadãos, até a cidade ter sua independência. Era impossível frear este fenômeno. Entretanto crescia a influência da Associação de Mercadores que exerciam forte monopólio do comércio atacado nas cidades, mantiam os estrangeiros fora de domínios de comércio de sua província e obrigavam os associados a respeitarem suas normas.

        No livro História da Riqueza do Homem de Leo Huberman atesta que as associações eram tão poderosas que contavam com mais de 100 cidades associadas. As principais funções eram: estabelecer tratados comerciais, proteger contra ataques de salteadores através dos seus navios de guerra e manter suas assembléias de governo, que elaboravam suas próprias leis.

        Estas mudanças trouxeram um novo grupo social, a classe média, vivendo de forma nova, de compra e venda. Eles detinham a posse do dinheiro, uma nova fonte de riqueza. Porém, ainda assim a maioria da população das cidades viviam na pobreza, trabalhando muito e ganhando pouco, morando em casas super-lotadas e em péssimas condições sanitárias.

A PAZ DO SENHOR!                                                              Rafael Jácome

O SURGIMENTO DO COMÉRCIO NAS CIDADES FEUDAIS

CONSULTOR: Professor Rafael Jácome

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

        No início da Idade Média a vida econômica decorria sem muita utilização de capital. Como existiam poucas formas de negócios e os ricos não podiam aplicar as fortunas. A igreja tinha seus cofres repletos de ouro e prata e os nobres não tinham aonde investir. Todo o capital era estático, inativo e improdutivo.

        A vida econômica desta época girava em torno dos feudos. Cada um deles era autosuficiente, os servos e seus familiares cultivavam seus próprios alimentos e fabricavam através dos seus servos ou artesões seus utensílios de acordo com suas necessidades. Como não havia excedente, o intercâmbio de mercadorias era realizado em torno de um mosteiro ou castelo ou numa cidade vizinha.

        Existe uma condição exata para haver o comércio: quando existe procura e incentivo de produção. Naquele momento isto não existia e tudo era controlado pelos bispos e nobres. O mercado semanal sempre foi local e não havia grande excedente. Para dificultar ainda mais, as estradas eram em péssimas condições, enlameadas, estreitas e inadequadas as viagens, além das ações constantes de salteadores e da cobrança de pedágios. Contudo, o dinheiro era escasso e variava conforme o local. Tudo isto retardava o crescimento comercial.

        Com o advento das Cruzadas iniciou-se o crescimento do comércio: os cruzados necessitavam de mantimentos e os mercadores os forneciam. Traziam das suas viagens ao oriente roupas e alimentos que conheciam em outras terras, paralelamente acontecia o aumento da população e a igreja participava de forma efetiva com o propósito de difundir o evangelho. As peregrinações para a Terra Santa (sec. VIII ao XI)deu um novo impulso ao desenvolvimento comercial.

        Além do interesse factual da igreja em conversão de outros povos ao cristianismo, o seu maior objetivo era estender o poder de Roma até o Império Bizantino e conter os avanços dos muçulmanos. Os nobres e os cavaleiros logo viram nisto uma grande oportunidade de adquiri terras e fortunas, e, as principais cidades comerciais italianas: Veneza, Gênova e Pisa, tinham o interesse da rota comercial. Pronto, foi criado o cenário ideal para o crescimento do comércio.

        Tudo em conformidade havia a necessidade de criar locais para negociar as mercadorias, pois os mercados eram pequenos e existia apenas produtos locais, maior parte agrícolas. Surgiram as feiras: “A feira era o centro distribuidor onde os grandes mercadores, que se diferenciavam dos pequenos revendedores errantes e artesãos locais, compravam e vendiam as mercadorias estrangeiras procedentes do Oriente e Ocidente, Norte e Sul”. (Leo Huberman: História da Riqueza do Homem ).

        O surgimento das feiras foi importante para a consolidação do comércio. A partir delas as mercadorias eram negociadas por atacado e tornaram-se o centro distribuidor de produtos; proporcionavam riquezas aos senhores, eram organizadas e haviam suas próprias estruturas: guardas, policiais e tribunais; introduziram a economia de dinheiro.

        Desta forma, reformou-se a antiga economia natural com a retirado do sistema de escambo e introduziu-se a economia de dinheiro.

A PAZ DO SENHOR!                                                          Rafael Jácome

MOISÉS DE PATU

Irmão Rafael Jácome


MOISÉS DE PATU

POEMA ÉPICO SOBRE PERSONAGENS E LUGARES REAIS E NÃO.

Ei, Companheiro Alex!

Bom dia, Irmão Fernando!

Acorda, Amigo João!

Desce do beliche, Compadre Júlio,

Enquanto Demis e Rui preparam o nosso café!



Porém, bom dia a todos:



Companheiro,

Irmão,

Amigo,

Compadre...



É hora de acordar:

Nosso desagrado,

Os nossos sonhos nos têm divididos

Aqui nesta Terra,

Onde a realidade pode ser mais bela

Que qualquer sonho,

Onde a vida é: “Arte do Encontro”!



- HISTÓRIA DA SALVAÇÃO –



Abraão

Arrancou suas raízes

De agricultor,

Chamado pela força

De um Deus desconhecido,

Que entrou com violência

Na sua história

Que agora é também

Nossa história.



- PATU –



Escutas como grita

Da terra

O Sangue

E os suores roubados;

Nesta terra verde e amarela

Evangelizada

Com o Crucifixo e com a Espada:



Crucifixo: Deus dos escravos libertados

Espada: Instrumento dos potentes.



De hoje em adiante

Estarás sempre

Com o Crucifixo...

Pegarás um dia a espada?



A chamada é clara

Somente o abandono

Do verbo encanardo

Pode harmonizar

Pode redimir

Pode ser pedra de construção...



Alguém entende!

“O meu lugar

É um novo recomeçar

Da história.

Não se faz violência em vão

Ao corpo da vida!"



- AGORA – (A PROPÓSITO DOS SONHOS)



Amigo:

Não te cansas

Peço-te,

De sonhar o sonho

De Jesus Cristo Libertador:

Os sonhos guiam a história,

Se o sonhador

Sabe guardá-los no Céu

E solidificá-los alimento,

Fraternidade,

Relacionamento.



Recordas onde colocastes

As tuas raízes ali,

No Reino,

Onde também

O teu Patu,

Igual e diferente

De como o conhecestes

Transfigurado

Pelo nosso Libertador

Que já o fermentou para si.



Não deixe

De caminhares

Já que sabes

Que ali, no Reino,

Nunca nada será

Perdido.



E que nenhuma Utopia

Alcance-te.

AMÉM

DEUS É FIEL!                                                     Rafael Jácome

A SABEDORIA DO SABER OUVIR

Consultor: Rafael Jácome

        Certa vez estávamos reunidos em Ponta Negra (2000), esta praia maravilhosa, discutindo sobre a nossa empresa fictícia do Curso para Diretores de Laboratórios de Empresas Associativas, patrocinado pela Organização das Nações Unidas Para a Agricultura e Alimentação – ONU/FAO/PRONAGER. Éramos técnicos de vários estados do Brasil, especialistas em diversas áreas e claro, bastantes autosuficientes. Diante do contexto escrevi esta crônica, reportando nossos conflitos:
 1

        Estávamos todos sentados na varanda vendo as ondas e curtindo a brisa da praia de Ponta Negra. Era boquinha da noite, as atividades já tinham sido concluídas, quando de repente, caros associados, entre um colóquio e outro veio à tona as nossas Assembléias Gerais. Por pura coincidência naquele exato momento, talvez até como uma lembrança da natureza, uma onda quebra no mar e causa um enorme barulho.

        Foi um alerta, caros associados, para nos colocar no caminho do diálogo? Sim. Outrora nossas assembléias estão repletas de conflitos, chegam até levantar a suposição que a descarga emocional atinge pontos de ibope. Mas por que será que tudo isto ocorre?

        Não queremos emitir nenhuma opinião, no entanto, malgrado a impertinência de alguns sócios, é preferível nem comentar e continuarmos a contemplar a beleza das jangadas neste mar lindo. Mas, caros associados, nós queremos o melhor para a nossa empresa, então não é justo calarmos, até porque o silêncio neste instante é a arma dos covardes. Então permitam abordar este assunto, pois diante de tantas palavras às vezes mau ditas, provocam desencontros emocionais, que chocam e causam transtornos na qualidade de gerenciamento da empresa e entre os sócios.

        Precisamos talvez, caros associados, aprender um pouco mais com pessoas que pouco falam e não brigam pelo direito de voz, assim como a nossa sócia Emanuella – Assistente Social, que muitos a conhecem apenas por sua simplicidade e beleza, mas que inexplicavelmente e de supetão, ali naquele “marzão” contemplou:

        ”O homem criou muitas coisas, mas ainda não aprendeu a conviver entre si. A verdadeira sabedoria está mais em ouvir do que em falar. Sei que cada cabeça é um mundo, mas parecemos crianças; sei também que estou nesta fase de adaptação, mas não quero ter o comportamento da figura individualista, mas sei que temos a capacidade de facilitar o nosso convívio.”

        Boquiabertos permanecemos em silêncio. Silêncio que neste instante não era mais a arma dos covardes, mas daqueles que sonham por dias melhores. No entanto, caros associados chegou à hora de aprendermos a respeitar uns aos outros, de saber escutar o próximo, respeitando as suas colocações e votando-as caso necessário. “Ninguém é dono da razão” diz o dito popular, então por que passar por cima de todos para impor nossas idéias?

DEUS É FIEL!                                                             Rafael Jácome

O SENTIDO DA VIDA

Irmão Rafael Jácome

        O homem nunca conseguirá ser livre no isolamento, tornar-se uma ilha. Ele precisa do contato com outras pessoas, adquirir valores e participar do convívio recíproco de suas vidas. Necessita interagir com o mundo e ter uma visão completa da realidade do seu meio.

        Entretanto é bom lembrar que o valor material jamais o levará a uma plena realização. Muitas vezes encontramos pessoas onde muitas realidades dão brilho e alegria à vida, como a independência econômica, os filhos, a fama, os prazeres,... Todavia, o verdadeiro sentido da vida só é descoberto quando o homem teme a Deus.

        Não se trata de ter medo, mas de reconhecer de que só Deus é absoluto, só a Ele o homem deve adorar. Qualquer outra realidade é relativa, e só adquire sentido verdadeiramente dentro das relações humanas.

        Por mais que a sociedade queira nos impor sua ideologia dominante, devemos seguir o exemplo de Cristo quando nos deixou os dois maiores mandamentos: “Amarás o Senhor teu Deus de todo coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito e de todas as tuas forças. Eis aqui o segundo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não existe mais importante do que esses dois” (Mc 12.28-31).

A PAZ DO SENHOR!                                                Rafael Jácome

CAMINHO PARA A LIBERTAÇÃO DA AMÉRICA LATINA

Irmão Rafael Jácome

        O caminho histórico da América Latina é caracterizado por diversas contradições: nada é totalmente estável. Um continente onde se encontra miséria, fome e injustiças que desrespeitam os direitos fundamentais do seu povo.

        Desde os primórdios do contato da população nativa com a cultura ocidental, se criou laços culturais baseados num complexo de opressões por parte dos países ocidentais, que levou a uma colonização cruel e corrupta. Produziu um efeito caótico nas economias das colônias, onde as suas riquezas eram levadas para as metrópoles, e também gerou uma grande discriminação social e racial contra os índios e os negros africanos.

        Sabemos que a cultura é um processo de libertação do homem. As angustias produzidas pelo abuso de poder, típicas nas histórias dos regimes de força e repressões sistemáticas através de torturas, exílios, de “desaparecidos” e de violências, maculam a vida do latino americano. A sua libertação é o maior contributo que o seu povo pode dá para a história. É acreditar no homem, crendo que fará emergir cada pessoa humana da obscuridade e do anonimato.

        O homem latino americano é caracterizado por seu acolhimento, simplicidade, pureza e pelo seu forte sentido comunitário. É acima de tudo uma pessoa que tem sede de justiça. E é neste contexto de discriminações e contradições sociais, culturais, políticas e econômicas, onde cada um é chamado para participar e construir sua história, livres de qualquer monopólio de Estados ou de grupos. Hoje é mais frequente o questionamento da causa de “Ricos cada vez mais ricos à custa de pobres cada vez mais pobres”.

        A fé em Deus é sua maior virtude. Jamais desanima e busca acima de tudo o caminho, a verdade e a vida, em Jesus Cristo Crucificado e Ressuscitado.

        É na ambigüidade deste continente entre a alegria e a dor, a glória e a falência, o progresso e a exploração, que cresceu o seu povo. Um continente rico de humanidade e cultura, de belezas naturais e espirituais, que agora são patrimônios universais. É jovem e com sede de justiça. Procura através da força de sua juventude e no esforço do seu povo uma resposta aos seus problemas.

        Com este sentimento de fé e de amor a Deus, busca um mundo unido por Jesus Cristo que vive em cada um que O aceita como único e suficiente Salvador. Uma luta incessante para atingir a libertação como separação das diversas escravidões e ídolos que o próprio homem fabrica. O apóstolo Paulo exalta: “Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim Nele andai, arraigados na fé, como aprendestes, e transbordado em ação de graças” (Cl 2.6-7).

A PAZ DO SENHOR!                                                      Rafael Jácome