segunda-feira, 12 de abril de 2010

A GRAÇA DE DEUS TRANSFORMA O HOMEM

Irmão Rafael Jácome


        A justificação, a santidade, consiste na transformação total do homem, na sua vivência pessoal em plano natural e sobrenatural. A Graça de Deus, dom gratuíto, auxília o espírito como uma NOVA FONTE DE ENERGIA: “Porque pela Graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós, é dom de Deus.” (Ef. 2.8). Segundo Tomas Merton "Deus nunca faz as coisas pela metade. Não nos santifica pedaço por pedaço. Não nos faz santos superpondo uma existência extraordinárias sobre nossas vidas ordinárias."

        A Graça de Deus entra em união vital com a natureza. Paulo declara: "Contra a tua natureza foste enxertado em boa oliveira." (Ro 11.24). Cristo é a videira, nós os ramos. Devemos deixar transformarmos pela Graça. Deixando-a penetrar, nosso espírito consegue reprimir e canalizar as tendências passionais, chegando o homem a realizar-se plenamente no seu potencial humano.

        O primeiro passo exige um sacrifício heróico do homem: o abandono. A fé é entregar-se totalmente nas mãos de Deus. Sem isso não pode, o homem salvar-se. Quem não crê, será condenado. Quando não nos abandonamos a Deus surge o desespero - a "doença da morte". Negar a própria realidade, gera luta e ruptura interior e produz o desespero da vida, o tédio.

        A inquietação é outra consequência dissipada do espírito. Não aceitando a própria realidade, o homem procura abafar tudo com sensações e prazeres novos, atividade febril e divertimento em grandes escalas. Muitos em sua aversão as coisas de Deus, endurecem suas almas na malícia completa, no ódio contra tudo que é divino. Reflexo do desajustamento e do desespero da moral que reinam no mundo contemporâneo.

        A psicologia declara que as consequências desequilibrantes do requalque da consciência moral são mais funestas que as dos instintos. Enquanto que no recalque instintivo ser restringido ao domínio limitado e individual das perturbações neuropáticas, na outra (recalques morais) pode determinar não só psicoses graves, mas verdadeiras catástrofes sociais.

        Quando guiados pela fé, podemos compreender melhor o ódio neurótico dos que são aversos contra tudo o que lembra Deus e Cristo. Renegando a realidade em suas vidas, resta o vácuo, a angústia, a frustração. O pecador terá sempre o caráter de um indivíduo escravizado as paixões e os instintos. Suas características psico-somáticas serão sempre previsíveis, ou seja, presos e amarrados aos automatismos instintivos.

        Deus nos torna livres: "Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade." (2Co 3.17). "Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus." O comportamento do homem santo não é previsível. Vive o momento presente, sem se preocupar com o futuro. Confia na Palavra do Senhor: "Porque, naquela mesma hora, vos será ministrado o que haveis de dizer." (Mt 10.19)

        Os filhos de Deus são "dóceis a Deus": "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito."(Jo 3.8)

        Quem é dócil a Deus, é verdadeiramente livre. Tal liberdade dos filhos de Deus escapa às previsões e aos julgamentos humanos: "O homem espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido." (1Co 2.15)

Jesus é verdadeiramente o único e suficiente Salvador: “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.” (João 1.17).

Deus é Fiel!                                                       Rafael Jácome

Bibliografia

Bíblia de Estudos Plenitude - Sociedade Bíblica do Brasil , 2002;

Freud, Sigmundo - Resumo das Obras Completas - Ed. Atheneu, Rio de Janeiro/RJ, 1984;

Tefe, Valfredo - O Sentido da Vida, escritos - Salvador/BA

Harlow, F. Harry, Mcgaugh, l. james, Thompson, F. Richard, Psicologia, Ed. Brasiliense- São Paulo/SP - 1978

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