segunda-feira, 12 de abril de 2010

A GRAÇA, DOM GRATUITO DE DEUS, NA VIDA DO HOMEM LIBERTO EM CRISTO.

Irmão Rafael Jácome

        Durante toda a história da humanidade os filósofos cansaram para definir a vida. É difícil encerrar em definição abstrata o que é essencialmente movimento. Este dinamismo nos é dado para usufruirmos da essência do Criador e tudo foi criado por um dom gratuito de Deus: Ele nos deu a vida eterna. Passamos por um processo de crescimento físico e espiritual e que nos requer entender o poder da graça do Pai Eterno. Mas quais são os meios que contamos para levar a cabo a caminhada, qual a força que nos vai impelir, ou quais as energias que atuam no processo de nossa evolução?

        Faz-se necessário entender o que é VIDA. É o movimento incessante com que o ser vivo se desdobra continuamente para chegar a perfeição. O cristianismo apresenta como fonte de todas as demais tendências psíquicas o AMOR. É da sua natureza, tudo que é “bom” para o ser. É a força unitiva. O fruto do amor é a UNIÃO. (Jo 15. 11-13)

        A vida é uma força dinâmica que procura o próprio desdobramento e se processa em ritmo harmônico. Nela ocorre a conservação da própria identidade e intercâmbio com o meio ambiente. Porquanto, a liberdade só tem valor, quando concretizada como condição de uma vida real. Verdadeiramente livre é o homem que se realiza plenamente a si mesmo, com consciência e senso de responsabilidade. Qual é então o grau de consciência do homem em relação à liberdade?

        No processo evolutivo tanto mais livre é o homem, quanto mais plenamente se realiza, quanto mais decididamente se determina na direção de seu estado perfeito. Entretanto, a liberdade humana é relativa: incumbe sair da potencialidade, chegar a “ser”, a ser ele mesmo. Isto não significa que o indivíduo possa realizar tudo; ele pode realizar-se a si mesmo, alcançar sua perfeição individual, atualizando plenamente seu potencial. É preciso, entretanto entender que o potencial do homem é limitado. A natureza humana em geral a constituição individual e o próprio passado limita o homem. O primeiro ato “livre” é aceitar seu potencial limitado e usá-lo conscientemente.

        Neste contexto muitos cristãos afirmam que o homem é constituído do “livre arbítrio” e é ele que determina a liberdade do homem de sair da neutralidade e continuar amando. Mas é de fato uma ferramenta de libertação? Ele pode decidir por sua própria identidade em harmonia com o meio ambiente?

        LIVRE ARBÍTRIO: Quando a medicina fala da difícil cura do alcoolismo e da toxicomania, por exemplo, só faz confirmar a palavra de Jesus: “Quem comete o pecado, torna-se escravo do pecado” (Jo 8. 34) – O primeiro passo foi livre e conscientemente se procurou a desordem.

        O homem só se pode realizar como cristão aceitando Jesus como o único e suficiente Salvador. É Ele o caminho, a verdade e a vida. A humanidade não pode libertar-se de Jesus. Não pode ignorá-lo. Ele é a decisão. Querer negar a Jesus, é negar a si mesmo, é não querer a própria realidade. A vida em toda sua dinamicidade só tem sentido em Cristo, fora disso, fica apenas o tédio e o desespero. Não aceitando Jesus, o homem procura abafar tudo com sensações sempre novas, atividade febril e divertimento em sequência e se torna insensível com tudo que é necessário para a salvação.

        A Graça, dom gratuito de Deus, não exerce coação sobre o homem. Solicita-o. Quanto mais ele atender as inspirações do Espírito Santo, tanto mais livre se torna. “Onde está o Espírito do Senhor, aí está à liberdade” (2 Co. 3,17)

DEUS É FIEL!                                                                     Rafael Jácome

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