quarta-feira, 21 de abril de 2010

O PERCURSO HISTÓRICO DA IGREJA

Irmão Rafael Jácome

        A Igreja vem sofrendo mutações desde o início das comunidades dos primeiros cristãos. Ela além de ser usada para propagar o nome de Jesus Cristo, muitas vezes foi utilizada para os interesses, já naquela época, dos falsos profetas. Em outro artigo aqui publicado, citei como eram recebidos os profetas do Senhor e quais eram os procedimentos dos mesmos nas comunidades. Durante todo o percurso histórico da Igreja, ocorreram diversas formas de lutas internas, apadrinhamentos, busca incessante de poder e, principalmente, fonte de grandes negócios.

        O pastor americano Richard C. Halverson (1916-1995) certa vez comentou sobre a situação da realidade da Igreja no mundo com esta frase, Disse: “No início, a igreja era um grupo de homens centrados no Cristo vivo. Então, a igreja chegou à Grécia e tornou-se uma filosofia. Depois, chegou à Roma e tornou-se uma instituição. Em seguida, à Europa e tornou-se uma cultura. E, finalmente, chegou à América e tornou-se um negócio”.

        Em seu tempo Jesus Cristo foi enérgico com os mercadores que negociavam no Templo. Sua postura foi incisiva e pragmática: "15 Chegaram a Jerusalém. E entrando no Templo, ele começou a expulsar os vendedores e os compradores que lá estavam: virou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, 16 e não permitia que ninguém carregasse objetos através do Templo. 17 E ensinava-lhes, dizendo: 'Não está escrito: Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos? Vós, porém, fizestes dela um covil de ladrões!' 18 Os chefes dos sacerdotes e os escribas ouviram isso e procuravam como o matariam; eles o temiam, pois toda a multidão estava maravilhada com o seu ensinamento. 19 Ao entardecer, ele se dirigiu para fora da cidade". (Mc 11, 15-19)

        Jesus Cristo, movido pelo zelo da casa de Seu Pai (Jo 2, 17), não pôde suportar tão deplorável espetáculo e com santa indignação arrojou-os todos dali. Com esta atuação quis inculcar qual havia de ser o respeito e compostura que se devia ao Templo pelo seu caráter sagrado. O que temos observado é o abandono da casa do Senhor e a sua troca por interesses pessoais ou de pequenos grupos. DEUS NÃO É MERCADORIA.

DEUS É FIEL!                                                                      Rafael Jácome

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