terça-feira, 6 de abril de 2010

O SURGIMENTO DO COMÉRCIO NAS CIDADES FEUDAIS

CONSULTOR: Professor Rafael Jácome

ANTECEDENTES HISTÓRICOS

        No início da Idade Média a vida econômica decorria sem muita utilização de capital. Como existiam poucas formas de negócios e os ricos não podiam aplicar as fortunas. A igreja tinha seus cofres repletos de ouro e prata e os nobres não tinham aonde investir. Todo o capital era estático, inativo e improdutivo.

        A vida econômica desta época girava em torno dos feudos. Cada um deles era autosuficiente, os servos e seus familiares cultivavam seus próprios alimentos e fabricavam através dos seus servos ou artesões seus utensílios de acordo com suas necessidades. Como não havia excedente, o intercâmbio de mercadorias era realizado em torno de um mosteiro ou castelo ou numa cidade vizinha.

        Existe uma condição exata para haver o comércio: quando existe procura e incentivo de produção. Naquele momento isto não existia e tudo era controlado pelos bispos e nobres. O mercado semanal sempre foi local e não havia grande excedente. Para dificultar ainda mais, as estradas eram em péssimas condições, enlameadas, estreitas e inadequadas as viagens, além das ações constantes de salteadores e da cobrança de pedágios. Contudo, o dinheiro era escasso e variava conforme o local. Tudo isto retardava o crescimento comercial.

        Com o advento das Cruzadas iniciou-se o crescimento do comércio: os cruzados necessitavam de mantimentos e os mercadores os forneciam. Traziam das suas viagens ao oriente roupas e alimentos que conheciam em outras terras, paralelamente acontecia o aumento da população e a igreja participava de forma efetiva com o propósito de difundir o evangelho. As peregrinações para a Terra Santa (sec. VIII ao XI)deu um novo impulso ao desenvolvimento comercial.

        Além do interesse factual da igreja em conversão de outros povos ao cristianismo, o seu maior objetivo era estender o poder de Roma até o Império Bizantino e conter os avanços dos muçulmanos. Os nobres e os cavaleiros logo viram nisto uma grande oportunidade de adquiri terras e fortunas, e, as principais cidades comerciais italianas: Veneza, Gênova e Pisa, tinham o interesse da rota comercial. Pronto, foi criado o cenário ideal para o crescimento do comércio.

        Tudo em conformidade havia a necessidade de criar locais para negociar as mercadorias, pois os mercados eram pequenos e existia apenas produtos locais, maior parte agrícolas. Surgiram as feiras: “A feira era o centro distribuidor onde os grandes mercadores, que se diferenciavam dos pequenos revendedores errantes e artesãos locais, compravam e vendiam as mercadorias estrangeiras procedentes do Oriente e Ocidente, Norte e Sul”. (Leo Huberman: História da Riqueza do Homem ).

        O surgimento das feiras foi importante para a consolidação do comércio. A partir delas as mercadorias eram negociadas por atacado e tornaram-se o centro distribuidor de produtos; proporcionavam riquezas aos senhores, eram organizadas e haviam suas próprias estruturas: guardas, policiais e tribunais; introduziram a economia de dinheiro.

        Desta forma, reformou-se a antiga economia natural com a retirado do sistema de escambo e introduziu-se a economia de dinheiro.

A PAZ DO SENHOR!                                                          Rafael Jácome

2 comentários:

Anônimo disse...

isto pode me ajudar bastante nos trabalhos obrigado
tente colocar um resuno de tudo isto

karen kristina disse...

nossa tudo que preciso esta aqui mas é muuita coisa pra copiar vou ver se consigo resumir sem perder a qualidade do texto.
obrigado.