sábado, 3 de abril de 2010

OS PROFETAS E AS COMUNIDADES DOS PRIMEIROS CRISTÃOS

Irmão Rafael Jácome

        Os primeiros cristãos sabiam da importância da vida em comunidade e o quanto era importante estarem unidos para protegerem-se dos falsos profetas. Já naquela época eram comuns as visitas de estranhos as comunidades anunciando a “Boa Nova” e os apóstolos se esforçavam para alertar-lhes dos perigos dos seus ensinamentos. Existiam diversas recomendações de como procederem para acolher os profetas.

        Eram acolhidos aqueles que ensinassem conforme o princípio do Evangelho, estabelecendo a justiça e o conhecimento do Senhor. Todo apóstolo e profeta eram recebidos como o Senhor, e não levavam nada a não ser o pão necessário para chegar ao lugar onde iam parar. Quando alguém pedia dinheiro era considerado um falso profeta.

        Existia o respeito pelas figuras dos profetas: Não devia colocar em prova nem julgar um profeta que falava tudo sob inspiração, era imperdoável, mas nem todos que falavam inspirados eram considerados, a não ser que vivessem como o Senhor. Isto caracterizava o discernimento entre o falso e o verdadeiro profeta, pois o que ensinava a verdade, mas não praticava o que ensinava era mentiroso. Entretanto, aqueles que agiam pelo mistério terreno da Igreja, deviam ser julgados por Deus. Caso aparecesse algum profeta sob inspiração e pedisse: “Daí-me dinheiro” ou coisa parecida, não o deviam escutar, exceto se tal propósito fosse para ser dado a algum necessitado, e, ninguém poderia julgar.

        Os primeiros cristãos tinham tudo em comum e dividiam os seus bens conforme suas necessidades. Eram hospitaleiros e cordiais, mas tinham os seus preceitos. Ao receber um hóspede a práxis era tê-lo por dois ou três dias, caso quisesse permanecer na comunidade, teria que trabalhar para se sustentar. Quando o hóspede não tinha profissão, procedia-se de acordo com a prudência e não contribuíam com a ociosidade. Quando era quebrada esta norma, tratava-se de um comerciante de Cristo.

Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores. Pelos seus frutos [10] os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos? Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos. Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo. Pelos seus frutos os conhecereis. (Mateus, 7:15-20)







A PAZ DO SENHOR!                                                                   Rafael Jácome

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