terça-feira, 11 de maio de 2010

O CRESCIMENTO URBANO EM NATAL

Consultor: Prof. Rafael Jácome



        O crescimento urbano registrado no Rio Grande do Norte nas últimas décadas concentrou-se na Região Metropolitana de Natal, principalmente na capital, que concentra aproximadamente 25% da população do estado.

        Natal, a exemplo de outros centros urbanos do país, não estava preparada para receber esse elevado contingente populacional que, em virtude de seu baixo poder aquisitivo, só teve como opções de moradia favelas e vilas. Este processo iniciou-se na década de 60, com as favelas de Brasília Teimosa e Mãe Luiza. No final da década de 70, sob a política nacional habitacional vigente, surgem conjuntos habitacionais na periferia de Natal, intensificando-se nos anos 80, principalmente na região norte da cidade.

        “O processo de implantação de conjuntos habitacionais, na periferia de Natal, gerou enormes vazios urbanos, provocando a descontinuidade do traçado urbano. Isso favoreceu, consequentemente, a valorização da terra, gerando elevados custos na implantação dos serviços de infra-estrutura e estimulando o processo de especulação imobiliária e, por conseguinte, conduzindo a uma situação intra-urbana desfavorável, na qual ocorre a exclusão social, induzindo a população menos favorecida economicamente a palatinamente morar em vilas e favela”. (Natal, 2015, 1999)

        Este contexto agravou o quadro de exclusão social, constatando-se que neste mesmo período acentuou-se o processo de favelização da cidade. A existência de política habitacional(ineficiente) não impediu a proliferação de assentamentos populacionais de baixa renda na capital.

        De acordo com dados da SEMURB (2003), existiam em 2001, 70 assentamentos subnormais em Natal, abrigando uma população de 55.122 habitantes em 14.458 habitações, com densidade domiciliar de 4,5 pessoas. Índice maior que a média da própria Natal. Nas régiões norte e oeste estão concentrados o maior número desses assentamentos: são 48 com 49.499 habitantes.

        A Secretaria Municipal do Trabalho e Assistência Social aponta a existência de mais de 8,9% da população vivendo em situação precária de moradia nas favelas.Cabem portanto, estratégias de políticas urbanas que combatam a deficiência habitacional e implante projetos de geração de emprego e renda para seus moradores.

DEUS É FIEL!                                   Rafael Jácome

Um comentário:

Anônimo disse...

Ok ! Menino, Parabens !
Lembre-se agenda da FUNG