terça-feira, 25 de maio de 2010

OS ANJOS DE DEUS

Irmão Rafael Jácome


“Os anjos já não são tão anjos assim. Deixaram de ser invisíveis, sem sexo e sem costas. Agora eles se mostram mais humanos, mundanos e sedentos de desejo, capazes até de se apaixonar perdidamente por quem deveriam proteger. Não chegam a ser demoníacos, mas revelam-se malvados e carnais.” (REVISTA ISTO É – 21/04/2010)

        Confesso que desde quando li este artigo da Revista Isto É me veio à vontade de escrever algo sobre o assunto. É impressionante como as indústrias cinematográficas e gráficas gostam de manipular as pessoas. O público-objetivo agora são os adolescentes com a nova onda de livros que apresentam anjos como heróis nos Estados Unidos. Com a edição de vários títulos inéditos, o tema causa frisson e chama a atenção da garotada devido ao envolvimento e das batalhas amorosas dos anjos.

         Mas na verdade o que são os anjos?

        A Bíblia fala da manifestação dos anjos tanto no Antigo, quanto no Novo Testamentos. São inúmeros os textos do Antigo Testamento que comprovam a realidade dos anjos. As suas origens não são indicadas, pode ser que tenham sido criados imediatamente após a criação dos céus e antes da terra e não desde a eternidade. Eles foram criados para darem glória, honra e ações de graça a Deus e embora não seja citado, acredita-se que a quantidade de anjos é muito grande, é única e incontável. Entretanto, não procriam e foram criados de uma vez pelo poder da Palavra de Deus (Sl 148.2-5).

        Na sua criação não existiam distinções entre bons e maus. Foram criados no mesmo nível de justiça, bondade e santidade (2Pe 2,4; Jd 6). Como seres morais de livre-arbítrio, através de Lúcifer, a Bíblia fala acerca dos anjos que pecaram contra o Criador e não guardaram a sua dignidade, enquanto aos que permaneceram fiéis a Deus, Ele os exaltou e os confirmou em sua posição celestial e para sempre estarão na sua presença, contemplando e executando a vontade do Criador. Esses são chamados de “santos anjos”, contemplam a face de Deus, tem vida imortal e sua atividade mais elevada é a adoração a Deus.

        Jesus afirma que os anjos não se casam (Mt 22.30; Mc 12.25) e não há nada na bíblia que diga que anjos têm poderes sexuais, ou que possam se reproduzir, ou que possuam sexo. Seus nomes masculinos, não se refere em nenhum momento à uma ordem de sexualidade humana (macho ou fêmea). São descritos espíritos, porque diferentes dos homens não estão limitados às condições naturais e físicas. Aparecem e desaparecem, e movimentam-se com uma rapidez imperceptível sem usar meios naturais. Apesar de serem espíritos, têm o poder de assumir a forma de corpos humanos a fim de tornar visível sua presença aos sentidos do homem (Gn 19 1-3).

        Os anjos não são oniscientes, isto é, não sabem tudo; são seres inteligentes, poderosos, mas não fazem coisas peculiares à Divindade: criar, agir sem os meios, ou sondar o coração do homem. Eles podem influenciar a mente humana como uma criatura pode influenciar outra; tomam decisões e tem capacidade de escolha; possuem habitação; são seres superiores em poder e força aos homens, contudo, jamais aceitam adoração e são inferiores a Jesus Cristo: anjos são súditos, Cristo é o Senhor.

        No imaginário humano das histórias os anjos aparecem com asas e outros sem asas, às vezes têm o formato humano. Tomás de Aquino afirmou que eles são “espíritos puros”, não compostos de matéria, mas composto de essência e existência, de ação e de potencialidade. No livro do Apocalipse cita que os cristãos não devem exaltá-los (Ap 22. 8-9); os que fazem, perdem a sua recompensa futura (Cl 2.18).

DEUS É FIEL!                          Rafael Jácome

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