segunda-feira, 24 de maio de 2010

A QUESTÃO DO IRÃ E A VAGA NO CONSELHO DE SEGURANÇA

Consultor: Rafael Jácome


        O governo Lula pode ser taxado de muitas coisas, boas e ruins, mas uma das suas melhores escolhas é lutar por uma vaga no Conselho de Segurança na Organização das Nações Unidas – ONU. O fortalecimento da ONU é primordial para o estado de paz mundial e o respeito às liberdades das nações. Por seu histórico de país pacífico e de ter em sua Carta Magna que a exploração dos serviços e instalações nucleares de qualquer natureza em território nacional somente será admitida para fins pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional, o Brasil já é por natureza constitucional um país mediador em busca de solução pacífica dos conflitos entre os países.

        No recente acordo realizado entre o Brasil, Irã e Turquia, através da intermediação do governo brasileiro, ficou claro que é possível o país lutar por esse espaço. O Conselho de Segurança é o órgão mais importante da ONU e faz-se necessário democratizá-lo para implementar a eficiência e legitimidade das Nações Unidas. A sua imagem desde o episódio da Guerra do Iraque está abalada, por ter suas decisões desrespeitadas inicialmente pelos Estados Unidos, depois por alguns países europeus. Prevaleceram os interesses bélicos em contrapartida da soberania de uma nação e do seu potencial econômico petrolífero.

        Boa parte da imprensa brasileira tenta diminuir a intermediação do governo, em especial do presidente Lula, na questão do Irã. Hoje, na mídia nacional, foi desmoronada a posição do governo de Barack Obama, quando o mesmo antes do encontro, escreveu ao nosso presidente da importância do acordo entre o Brasil e o Irã. Por que ele mudou de opinião?

        As especulações em torno do que está por trás vão desde as pressões da indústria bélica, ao fato dos países desenvolvidos e possuidores da tecnologia nuclear impedir que países emergentes tenham acesso a mesma. O Brasil sabe e até experimenta aos poucos, o poder da transformação do uso desta energia. Para se ter uma idéia é possível integrar todo potencial energético das bacias amazônicas e do prata, unidas por suas centrais nucleares. É coisa grande, transformadora, inovadora e rentável.

        A história será a mesma do Iraque? O fato de o Irã aceitar o acordo proposto pelo Brasil é de grande importância para as nações que querem ter o direito de possuir novas tecnologias e a liberdade de expandir seus conhecimentos. Agora, pelo fato de ser um país de uma região marcada pelos conflitos bélicos, não significa necessariamente que irá produzir bombas atômicas. Precisamos está atento, pois nesta região quem manda são os grandes empresários estadunidenses, detentores do reino do petróleo e defensores dos seus interesses.

         O Brasil deve sim ocupar uma vaga no Conselho de Segurança e de imediato.

DEUS É FIEL!                                    Rafael Jácome

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