sábado, 12 de junho de 2010

AS TRIBULAÇÕES NA VIDA DO CRENTE

Irmão Rafael Jácome


        Viver em sociedade implica em criar ou obedecer a normas nas quais as pessoas possam compartilhar suas experiências, respeitando os direitos comuns dos grupos. Tenho aprendido muito com as tribulações vividas nos últimos dias. Elas ajudam a enxergar um mundo mais real e verdadeiro e, sobretudo, que a porta de saída é a mesma da entrada. A forma como a saída é conduzida, é o que faz a diferença, principalmente se é caracterizada pela sensatez, honestidade e transparência nas ações.

        Muitas vezes nos encontramos em situações difíceis, adversas, constrangedoras e delicadas, que a própria pessoa não consegue enxergar uma saída. São momentos sublimes e de total abnegação ao seu entendimento. Contudo, é a melhor ocasião para a reflexão!

        Em Romanos 5.3-5 são deveras glorificante as tribulações, pois elas geram perseverança, que gera a experiência e que gera a esperança. Parece uma enorme contradição, mas é pura realidade: o cristão deve entender que tudo foi comprado pelo sangue de Cristo, estando nós ainda fracos, morreu Jesus a seu tempo pelos ímpios. (Rm 5.6) Os crentes passam pelas tribulações dando glória a Deus.

        Quando elas geram a perseverança, significa que não podemos abrir mão dos nossos sonhos e lutar por nossas vitórias, pois se Deus nos prometeu, é Nele em quem devemos confiar. Mas, para isto precisamos manter nossa identidade de cristão, ministros do Eterno Pai, na muita paciência, nas aflições, nas prisões, nos tumultos, na pureza, na ciência, no trabalho, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido. (2Co 6.4-6)

        Vivendo o momento presente o crente adquire a experiência. É ela que atribui a potencialidade do SIM do crente a Deus – ele tem uma história para contar do seu relacionamento com o Pai. É grandioso, precioso e inefável o fruto desse relacionamento, capaz de enxergar o NADA, mas de crer que a porta já está aberta. É inexplicável a luz da natureza humana, mas compreendida no ânimo sobrenatural.

        É também fruto dessa relação o amor de Deus que é derramado em nosso coração pelo Espírito santo que nos foi dado (Rm 5.5) e nos enche de esperança. O crente é justificado pela fé, pela qual tem entrada a esta graça e glorifica na esperança da glória de Deus. Assim como ocorreu com Abraão que “creu contra a esperança que seria feito pai de muitas nações, conforme o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência; E não duvidou da promessa de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus.” (Rm 4.18 e 20)

DEUS É FIEL!                                     Rafael Jácome

Um comentário:

regis disse...

Também creio que as tribulaçoes são uma forma de Deus trabalhar no nosso caráter Glória a Deus pelas lutas.