sexta-feira, 11 de junho de 2010

A IDENTIDADE DO ASSEMBLEIANO

Irmão Rafael Jácome



        Costumo ouvir os irmãos mais velhos na fé, comentarem sobre o passado histórico dos assembleianos nos primórdios da igreja. Comumente eram apelidados de protestantes, “canela de fogo”, “glória”, “povo barulhento”, “bíblia”, ... Em suma, eram vários os seus sinônimos. Tudo devido as suas características comportamentais diante da sociedade e no compromisso com Deus. O conjunto dessas definições caracterizava a sua IDENTIDADE. Mas, será que essas características ainda persistem?

        O termo protestante identificava ser contra o pecado e suas estruturas no mundo. O Crente para os ímpios eram criaturas que “estavam no mundo”, mas não eram do mundo – não tinham parte com as coisas mundanas. Isto fazia com que fossem perseguidos por prefeitos, juízes de direito, padres, delegados, e por todos que não aceitavam as igrejas evangélicas.

        Chamados de “canela de fogo” devido aos cultos marcados pela presença de Deus. Quando alguém era convidado para participar de algum deles, saiam convertidos com o fogo do Espírito Santo e anunciando o Evangelho para toda a cidade. Percebiam que os crentes ali iam para adorar plenamente ao Trono de Deus.

        O povo pentecostal assembleiano glorificava o Senhor dia e noite, o apelido “glória” retratava a alegria quando o crente estava cheio do Espírito Santo e havia o derramamento da graça de Deus. A felicidade era tanta que o transformava em “povo barulhento”, pois perfeita e completa era a presença do Senhor quando estavam unidos em Cristo.

MAS, ESTAS IDENTIDADES ESTÃO PRESENTES NOS CRENTES ATUAIS? EXISTE O COMPROMISSO DE LEVÁ-LAS EM TODOS OS LUGARES?

        A identidade do crente, lavado pelo sangue de Cristo, é conhecida por sua aparência, porém muito mais por seu comportamento, que tem fruto, que está no Altar pedindo a Jesus para que Ele esteja nele e ele em Jesus. Em Efésio 4.3 encontramos que é preciso guardar a unidade de espírito no vínculo da paz. A identidade aparece quando o crente abre sua boca e fala de Jesus.

        A identidade do crente atual deve ser a mesma dos tempos passados. Os princípios são os mesmos e a oração e a vigilância devem prevalecer diante de todas as circunstâncias: não andar com todos e compartilhar “modismos”, proteger-se do mal e saber escolher as companhias, entre outras coisas. Em Neemias 4.13 o Senhor tem um objetivo para cada crente e uma mensagem para todos: Ele os constituiu com a identidade de uma igreja que está caminhando para os Céus. O crente foi convocado para fazer a diferença e não perder a identidade.

        O CRENTE PRECISA DA UNIDADE PARA COMBATER O MUNDO. Deus envolveu o crente em uma camada de simplicidade que o protege, caso venha a perdê-la, será igual aos outros. Portanto, deve permanecer fiel a sua identidade, próximo a doutrina da Palavra de Deus, cultuando e adorando a Deus, marcando o encontro com o Senhor.

DEUS É FIEL!                             Rafael Jácome

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