sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

NASCIDA DO PÓ, RETORNADA AO PÓ.

Irmão Rafael Jácome


             Nas minhas aulas de história geral da antiguidade os meus alunos não se empolgavam muito sobre a civilização mesopotâmica, apesar do seu grande legado histórico. Alegavam que tinham dificuldades para pesquisas e material áudio-visual. Depois de muito tempo, nas aulas de teologia eu entendi o motivo: diferentemente dos egípcios que utilizavam de pedras e rochas para a construção do seu legado, os mesopotâmicos que habitavam em planícies usavam sempre o tijolo de barro. Na bíblia encontramos o trecho que indica: “ E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra, e o betume, por cal.” (Gn 11.3). A mesopotâmia era a região “entre rios”: o Tigre e o Eufrates.

          Sabemos que o barro nem sempre é durável, portanto suas casas, palácios e fortalezas, templos e zigurates, cartas, documentos, leis e poemas épicos,receitas de medicamentos, contratos comerciais, sua vasta literatura científica, teológica e estética, foram feitos de barro e com o tempo, principalmente após sua decadência, quase tudo foi feito pó.

         Mas, deixemos de lado o pó e vamos lembrar um pouco da história deste povo. Encontramos que os primeiros povos a habitarem a região foram os elamitas no fim do século V a. C, depois a zona sul do Sinear foi ocupada pelos sumérios, inventores da escrita cuneiforme e com eles surgem as cidades estados governadas por reis-sacerdotes (patesis), onde destacamos: Ur, Uruc, Lagash, Nipur. Foram eles que iniciaram as primitivas construções, originadas com a Torre de Babel. Da cidade de Ur surgiu Abrão, o pai dos judeus. Com a vinda dos acádios, ocorre à fundação de Babilônia, que através do rei Sargão dominou toda a mesopotâmia, O rei Dungi – “rei das quatro regiões da terra” compilou as leis que sistematiza o direito sumeriano, que seria a fonte para o “Código de Hamurabi”.

          Foi invadida pelos acádios semitas que adotaram a lingua e cultura da Suméria. No tempo de Abraão, tanto a religião como vida social eram misto destes dois povos. Por volta do ano 2.000 a.C os amoritas conquistaram essa civilização acádio-suméria e fizeram de Babilônia sua capital. Quinhentos anos depois, os assírios conquistaram esta região. A cidade de Babilônia tornou-se desde o primórdio de sua construção uma cidade divina, uma imagem do Céu, uma habitação para os seus vários deuses. Do legado cultural desta civilização encontramos dois poemas épicos de grande importância: O Mito da Criação e A Epopéia de Gilgamesh.

SOBRE ESTES DOIS TEXTOS, COMPARANDO-OS COM OS TEXTOS BÍBLICOS, ESCREVEREMOS NOS PRÓXIMOS DIAS. ACOMPANHE NO NOSSO BLOG


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