sábado, 30 de abril de 2011

A TRANSFORMAÇÃO DO SISTEMA SÓCIOEDUCATIVO DA FUNDAC/RN

Consultor Rafael Jácome


Após um longo período de abandono por parte dos antigos gestores e da  ausência de normas técnicas e administrativas que contribuíram para a falência do sistema sócioeducativo, conforme entendimento do poder judiciário em suas declarações na mídia, tenho perdido noites de sonos em busca de propostas para minimizar a situação precária da Fundac/RN.  Na verdade a sociedade não discute a problemática social e contexto no qual se desenvolve o adolescente em conflito com a lei no estado e não percebe a necessidade de respostas reais a tudo que o conduziu ao ato infracional. Paralelo a tudo isto, encontramos a fragilidade de um sistema com dificuldades de estabelecer modelos de gestões políticas pedagógicas que viabilizem os Centros de Atendimento sócioeducativo de Adolescentes.
É preciso ocorrer uma transformação!  Mas, lembro que Jung afirmava:  “Não se pode transformar aquilo que não quer ser transformado” e um dos grandes problemas que enfrentamos é o desinteresse de muitos entes envolvidos em solucionar a realidade. Percebe-se que o ponto inicial da transformação, não passa pelo crivo da compreensão crítica da história e das relações interculturais, interpessoais, interfamiliares e suas contradições e práticas dinâmicas.
As mudanças não acontecem com medidas assistencialistas, cópias de modelos de outros estados ou locais, transmissoras ou de métodos tipo bancário, mas da vivência da atividade, no despertar do verdadeiro papel social do fazer educativo, transformando crianças e adolescentes em sujeitos de direitos, fazendo da pessoa em condição peculiar de desenvolvimento humano e dando prioridade absoluta aos seus direitos. Assim podemos concretizar o que cita Alfred North: “A ARTE DE PROGREDIR CONSISTE EM PRESERVAR A ORDEM EM MEIO DE TRANSFORMAÇÃO E PRESERVAR A TRANSFORMAÇÃO NO MEIO DA ORDEM”.

 DEUS É FIEL!             Prof. Rafael Jácome

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