domingo, 22 de julho de 2012

O DILÚVIO - O PROBLEMA LITERÁRIO 3

Por Rafael Jácome

A QUESTÃO DA ENTRADA DOS ANIMAIS NA ARCA


Quanto ao relato dos animais também são encontradas duas formas de enumerações em suas entradas na arca: os vv. 6.19-20; 7.15-16 falam simplesmente de um casal de cada espécie. Ao passo que o v 7.2 distingue animais puros e impuros, mandando que daqueles Noé tome sete casais, destes um casal apenas. Tal distinção nos tempos de Noé é anacrônica. Não parece ter estado nas concepções do Patriarca. Os livros sagrados explicam-na e promulgam-na pela primeira vez na legislação que Moisés, bem mais tarde, deu ao povo de Israel (cf. Lv 11. Dt 14. 3-20). Vejamos:

1) “E de tudo o que vive, de toda carne, dois de cada espécie meterás na arca, para os conservares vivos contigo; macho e fêmea serão. Das aves conforme a sua espécie, dos animais conforme a sua espécie, de todo réptil da terra conforme a sua espécie, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida.” (Gn 6.19-20);
2) “De todo animal limpo tomarás para ti sete e sete: o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois: o macho e sua fêmea.” (Gn 7.2)

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