sábado, 1 de dezembro de 2012

O PERDÃO



          Esta semana foi marcada pelo lançamento do livro de João Faustino, cujo título é “Eu Perdoo”. Muitos dos políticos da terra estiveram presentes, eu não pude ir. Retrata sua experiência durante os anos de vida e, principalmente dos episódios dos escândalos que seu nome esteve envolvido. No entanto, o meu amigo Waltermir Oliveira me escreveu contextualizando, na ótica cristã o sentido do PERDÃO. Ele ressalta: “...o amor, nos conclama ao perdão: atitude humana de compreender a falha ou a agressividade do semelhante, pelo entendimento da própria falibilidade. Uma ação profilática. Todos nós somos seres únicos, teotrópicos, voltados para a vocação divina, mas, o livre-arbítrio nos leva ao desamor, o ódio, o ressentimento e a mágoa, a um mal-estar orgânico, uma rejeição ao ofensor ante a sua presença. Essas emoções negativas afetam a saúde, por isso existe um ramo de estudo chamado de psiconeuroimunologia (nervoso-imune-endócrino)... Diante das emoções negativas estamos sujeitos a condição de “Fuga e Luta” ou “Reação de Cannon”, ou seja, frente a uma situação conflituosa emocional seu organismo está sujeito: Aumento da pressão arterial; Taquicardia; Taquipinéia; Hiperglicemia; Aumento dos hormônios do estresse; Alteração do fluxo sanguíneo.”

 
    Citando o evangelho, ele ressalta a passagem de Pedro quando perguntou a Jesus: “Senhor, quantas vezes poderá pecar o meu irmão contra mim, para que eu lhe perdoe? Será até sete vezes? Em resposta ouviu: não te digo sete vezes, Pedro, mas que até setenta vezes sete?” E na oração do Pai Nosso, dizemos: “... perdoai as nossas ofensas assim como perdoamos a quem nos têm ofendido.”

         
     Mas existem obstáculos para o perdão: egoísmo e orgulho, atavismo (preso a características dos parentes) e instintividade (agir por instinto e compensações mórbidas (doentia). Também existem exercícios para o perdão: Auto-perdão; Auto-exame; Tomar o ofensor como ignorante; Entender o ofensor como enfermo; Como instrumento de prova; Considerar a impessoalidade da ofensa. Devemos também compreender a síntese da obra do mestre de Nazaré: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.”

  
        Por fim, o amigo Watemir conclui: “Outro conselho: Orai pelos que os perseguem e caluniam.” Citando Cajazeiras, 2005, ele ressalta: As tentativas iniciais é tão difícil que se ora de dentes trincados.”  Esta orientação é simplesmente “oferecer a outra face.”
    Não esqueçamos que passando por toda degradação e humilhação até a crucificação, Jesus em seus últimos momentos disse: “Pai! Perdoai-vos eles não sabem o que fazem.”
 
Caro Waltemir, agradeço por sua participação e que Deus continue lhe abençoando.

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