segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A Escolástica - Educação e Cultura na Idade Média

Por Rafael Jácome


     Para consolidar o seu vasto império, Carlos Magno buscava dar unidade interior, espiritual e, com isso, educar intelectual, moral e religiosamente os povos bárbaros que formavam o seu império. Para atingir o seu objetivo, o meio natural eram as escolas e o mais apto docente era o clero pelo seu caráter imanente de mestre do pove e pela cultura de que era dotado. As escolas já existiam antes de Carlos Magno, próximos aos mosteiros beneditinos, para a formação de futuros monges e também de alguns leigos mais cultos; outras escolas da época eram as episcopais e dependentes dos bispos, para a formação do clero secular e também de alguns leigos mais cultos.
 
     As escolas monásticas são de origem medieval, e são situadas fora das cidades; as episcopais, herdeiras das escolas catequéticas do cristianismo antigo, surgem nas cidades. Carlos Magno apoiou a todas elas. Fundou as chamadas escolas palatina, que se pode considerar a primeira universidade medieval e no decorrer do tempo, no âmbito das paróquias, surgiram as escolas paroquiais, onde os vigários e outros sacerdotes ensinavam os primeiros elementos do saber.
 
     Também por iniciativa de Carlos Magno, foi criado o programa escolástico de Alcuino (735 - 804), compreendia as sete artes liberais, repartidas o trivio - gramática, retórica e dialética -, e no quadrívio - aritmética, geometria, astronomia e música. Ao lado dessa instrução, ministrada por eclesiásticos e especialmente para eclesiásticos, houve na Idade Média uma educação militar, ministrada por militares e para militares. É a educação cavalheiresca, intimamente unida a vida feudal; a igreja, bem cedo, deu a essa educação uma orientação ética, religiosa e católica.

Bibliografia

História das Sociedades - Das Comunidades Primitivas às Sociedades Medievais - Aquino, Denize e Oscar;
História da Filosofia - Humberto Padovani

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