terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Josef ben Matias - O Flávio Josefo

Por Rafael Jácome
 
      Estudar a história do povo de Israel necessariamente tem que falar numa das suas grandes personagens históricas: Josef ben Matias. No ano de 67 A.D., o Imperador Nero mandou à Palestina o General Tito Flávio Vespasiano para liquidar a revolta da população judia, que durava há anos. Vespasiano, após sua vitória, levou consigo um jovem inteligente, letrado, que pertencia à escola patriótica-ortodoxa dos fariseus e de quem se dizia que era o inspirador e comandante chefe dos insubmissos na Galiléia,  era Josef ben Matias.
    Josef ben Matias conquistou a amizade de Vespasiano, o que lhe salvou de ser crucificado ou mandado para a arena do circo, por se tratar de um rebelde ao governo de Roma, mas ganhou muita regalia durante toda a campanha da Palestina. Dizem que toda essa gratidão deu-se porque Josef afirmara que o general, um tanto ambicioso, em breve tornar-se-ia Imperador de Roma. Tal fato não precisava ser profetizado, tendo em vista que o sucessor de Nero seria aquele que dispusesse das legiões mais poderosas, e estas estavam sob o comando de Vespasiano.
     Dois anos depois do seu retorno para Roma, já coroado Imperador, Vespasiano trouxe Josef ben Matias e concedeu-lhe a cidadania romana e nomeou-o historiador oficial do Império. O ex fariseu passa a residir na metrópole de Roma, escreveu vários livros e, entre eles escreveu a história do povo judeu, da qual diversos trechos foram incluídos no Livro dos Macabeus. O esperto companheiro mudou de nome e adotou o pseudônimo Flávio Josefo, e seu livro, é até hoje ao lado do Velho Testamento, uma das mais valiosas fontes de estudos do povo de Israel.
     Flávio Josefo foi o primeiro a combater no mundo ocidental o anti semitismo, pois o filósofo Apion, anti semita, diretor da escola gramatical em Alexandria, duvidava da antiguidade da cultura hebraica e denegria os judeus perante o imperador, com seus relatos de misturas de lendas, mal entendidos, meias verdades e quase mentiras sobre o povo hebreu. Flávio combateu-o e ele mesmo escreveu a história do sua nação.

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