sábado, 23 de março de 2013

A Paz Romana

Por Rafael Jácome

     O Imperador Augusto ficou famoso com a instauração da Paz Romana. No entanto, alguns historiadores afirmam que esta paz era mais pertinente para acabar com uma guerra civil romana e italiana e isto beneficiava o que havia sido destruído em suas províncias. Mas, em relação a outros domínios qual era a verdadeira postura do governante romano? Segundo o magnifico discurso de Tácito criado para seu sogro Gneu Júlio Agricola, governador da Bretanha entre 77 e 84 E.C. Cálgaco, um general bretão, descreve o Império Romano alguns momentos antes de ter um encontro com o seu poderosos exército.
 
Saqueadores do mundo, agora que a terra não é o bastante para as suas mãos devastadoras, eles exploram até o mar:se o inimigo possui riquezas, eles têm ganâncias; se ele é pobre, são ambiciosos; Oriente e Ocidente já os abarrotaram de riquezas; são o único povo da humanidade que contempla com a mesma concupiscência a fartura e a escassez. Pilham, matam, rouba, e chamam isso de império (imperium), trazem desolação e chamam isso de paz.  Os filhos e a família são, pela lei da natureza, os bens mais preiosos de um homem: eles são arrancados de nós para serem levados como escravos para terras distantes; as nossas mulheres e irmãs, mesmo quandoo escapam do desejo de um soldade, são violadas por pretensos amigos e hóspedes; nossas posses são tomadas sob a forma de tributos; nossas terras e colheitas, em requisições de suprimento; a nossa própria vida e nosso corpo são usados para derrubar florestas e pântanos, sob um coro de zombarias e pancadas. Os escravos que já nascem no cativeiro são vendidos de uma vez por todas e são alimentados por seus senhores. mas a Bretanha paga um preço diário pelo seu próprio cativeiro, e ainda alimenta os escravos.
          (Tácito, Agrícola, 30-31; Stuart, 18-19; Wengst, 52-53)   
 
     Assim como em outros grandes impérios a Itália e Roma aprenderam que um centro imperial pode "exportar a sua violência para outro lugar e dar a isso o nome de lei e de ordem, ou até mesmo de paz". (Crosson, Jonh Dominic, 77)

 

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