sábado, 6 de abril de 2013

A educação familiar na formação da sexualidade

Por Rafael Jácome
Fonte: Artigo extraído do Centro de Estudos Anglicanos
Autor: Izidoro Mazzarolo

1. A educação familiar na formação da sexualidade
  f. Mazzarolo, I. Paulo de Tarso, tópicos de antropologia bíblica. Porto Alegre: EST, 1977, p. 65-66.

     A educação familiar é o elemento primário na formação de uma sociedade. É na esfera familiar que se encontram os resquícios de uma moral doméstica. Esta configura uma compreensão da pessoa, homem ou mulher, no seu comportamento social. A paidéia (educação) grega procurava integrar os indivíduos numa forma comum de compreensão e visão de família, sociedade e mundo. Numa afirmação de Diógenes, a educação é graça para o jovem, consolo para o ancião, abundância para o pobre e ornamento para o rico (Diógenes, Laertius, vi, 68)
      Para muitos mestres antigos era preferível ser cego do que não ser educado ou poder frequentar uma academia. Na dimensão helenística do pensamento, a educação conduz à virtude, e esta torna-se uma arma que jamais pode ser abandonada ou perdida (Diógenes, Laertius, vi,12-13)
 
     As sociedades antigas, especialmente as ocidentais, pregavam uma moral familiar monogâmica. No entanto, quer na Grécia antiga e mesmo na tradição judaica, eram conhecidos os costumes de um homem ter uma mulher oficial e muitas concubinas, as quais moravam sob o mesmo teto e tinham os mesmos direitos que a mulher oficial. Os filhos desta conviviam com os filhos das concubinas sem diferenças, com a única restrição de que, salvo exceções, os filhos das concubinas não herdavam bens diretos.
     O adultério pesava sempre sobre a mulher, uma vez que para o homem esta prática era um certo direito.

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