terça-feira, 16 de abril de 2013

A Origem da Igreja - Final

Por Eurico Bergstoén
Fonte: Extraído da Teologia Sistemática de Bergston

Espírito Santo — o executor do projeto     
      Quando o Espírito Santo foi derramado no começo deste século, dando início ao movimento pentecostal, vivificou essa doutrina de maneira impulsionadora. A Palavra de  Deus sobre a igreja local se tornou viva e constituiu um modelo que devia ser obedecido. Igrejas se levantaram por todas as partes do mundo, edificadas conforme o modelo inicial.


 O plano divino distingue Igreja universal e igreja local
 A Igreja universal 

       A Igreja universal é um organismo espiritual, invisível ao olho humano, composta de todos os que, em todos os tempos e em todos os lugares, possuírem os nomes escritos no Livro da Vida. É “a universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus” (Hb 12.23). Os crentes do Antigo Testamento, que creram em Deus e foram aceitos por Ele através do sacrifício de cordeiros, após a morte e a ressurreição de Jesus foram postos em pé de igualdade com os crentes do Novo Testamento (cf. Rm 3.25,26). Eles tomarão parte na primeira ressurreição, quando Jesus vier nas nuvens. Jesus é o líder da Igreja universal. Não existem nela  ministérios ou cooperadores: Ele é tudo em todos. Aqueles que permanecem em Jesus dando frutos pertencem à Igreja universal. Se alguém não dá fruto, é cortado (cf.  Jo 15.4-6). Todas as igrejas locais no mundo pertencem à Igreja universal, mas é possível ser membro de uma igreja local, sem pertencer à Igreja universal.

 A igreja local


    
A igreja local é a forma neotestamentária da comunhão entre os crentes. É um órgão que Jesus fez levantar através da sua morte (cf. Jo 11.52; Ef 2.15,16). Ela é o  agrupamento de crentes regenerados e batizados em água, residentes em uma determinada comunidade, os quais, com o propósito de obedecer à Palavra de Deus, se  reúnem em um organismo espiritual para, sob a direção de um ministro de Deus, servir ao Senhor. Pela Palavra de Deus, sabemos que era possível saber se uma  pessoa pertencia ou não à igreja. A Bíblia fala de “alguns da igreja” (At 12.1) e dos que “saíram de nós” (1 Jo 2.19). Assim, torna-se manifesta tanto a retidão dos sinceros  (cf. 1 Co 11.19) como o desvario dos errados (cf. 2 Tm 3.9). Quando a Bíblia fala da disciplina na igreja, subentende-se que o disciplinado pertencia à mesma,  pois ninguém pode ser desligado de um local ao qual não pertencia (cf. Mt 18.17,18). Na igreja local, todos os membros são iguais em consideração, pois são irmãos (cf.  Mt 23.8-10). Não existe discriminação de raça nem de posição social: todos são varas na mesma videira (cf. Jo 15.5). A Bíblia fala sempre de uma só igreja local em  cada lugar: a igreja em Jerusalém (cf. At 8.1), em Antioquia (cf. At 13.1), em Corinto (cf. 1 Co 1.2), em Tessalônica (cf. 1 Ts 1.1) e em Éfeso (cf. Ap 2.1), por exemplo. A  igreja local também é referida na forma plural, quando se trata das igrejas existentes em determinada região. Assim, as igrejas na Galácia (cf. Gl 1.2), na Judéia, Galiléia  e Samaria (cf. At 9.31) e na Macedônia (cf. 2 Co 8.1).

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