sábado, 6 de abril de 2013

A Sexualidade a serviço de interesses

Por Rafael Jácome
Fonte: Artigo extraído do Centro de Estudos Anglicanos
Autor: Izidoro Mazzarolo

4. A sexualidade a serviço de interesses:

  Todas as culturas antigas incentivavam o casamento e condenam, paralelamente, o celibato e a esterilidade. O casamento servia para evitar aquilo que nenhuma aceitava: o lesbianismo e o homossexualismo, ainda que presentes em todas elas. O celibato masculino e mais ainda o feminino era mal visto, em virtude destes perigos. Para evitar que jovens indecisos retardassem sua opção pelo casamento, os gregos criavam as gymnopedias (danças nuas).
 
     Essas danças provocavam os jovens a assumirem o matrimônio na fase central de sua juventude. Pesavam sobre esses interesses os temores dos desvios da sexualidade. Se o não-casamento dos rapazes era perigoso por propiciar o surgimento de vícios, o celibato das moças era impensável. As guerras, as calamidades e as pestes dizimavam mais homens do que mulheres. Nisto, o ventre materno era visto como o receptáculo da continuidade da espécie, da descendência e do povo. Uma mulher que recusasse casar e ter filhos era considerada amaldiçoada por Deus. Na verdade, em sociedades androcêntricas, cabia à mulher os papéis de ser escrava do lar, de gerar filhos e de trabalhar.


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