domingo, 14 de abril de 2013

ÉTICA SEXUAL

Por Rafael Jácome
Fonte: Extraído do Dicionário Teológico de Andrade


[Do gr.  etiké ; do lat.  sectus , separação]

    Conjunto de princípios que normatiza o relacionamento sexual do ser humano. Objetivo: preservar a família e impedir a degenerescência moral da raça humana. Não foram poucos os pensadores que discorreram sobre a ética sexual. Haja vista Aristóteles. Em sua Política, defende a pureza familiar como forma de se garantir o desenvolvimento e a harmonia sociais. Punha-se, assim, contra a República de Platão que, ao defender a criação de uma sociedade igualitária, propunha a instituição da comunidade das mulheres. Isto é: teriam os homens iguais direitos conjugais sobre todas as mulheres. Mas é nas Sagradas Escrituras que encontramos a ética sexual mais elevada. Várias passagens são dedicadas ao assunto (Lv 18; Mt 19.1-19; 1 Co 7). Eis uma síntese da ética sexual defendida pelos profetas e apóstolos: condenação do adultério, da fornicação, do homossexualismo, da zoofilia e de outros desvios sexuais; proibição de certas uniões envolvendo parentes próximos; recomendação para que se evite a junção carnal durante o período menstrual da mulher; e, a exaltação da castidade que, no âmbito bíblico, não significa apenas a virgindade, mas o uso ético e puro do sexo. Embora o Antigo Testamento tolerasse, até determinado ponto a poligamia, teria esta de obedecer a determinadas regras: não se podia esposar duas irmãs, ou mãe e filha conjuntamente. Implicitamente, os autores sagrados dão-nos a entender que o homem não podia levar à cama mais que uma esposa. No Antigo Testamento, havia poligamia e não orgia. A poligamia começou a desaparecer de Israel a partir do exílio babilônico em 586 a.C. O ideal divino é o casamento monogâmico.

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