terça-feira, 16 de abril de 2013

XENOLALIA

Por Rafael Jácome
Fonte: Extraído do Dicionário do Movimento Pentecostal

(gr. xeno = estrangeiro, estranho + gr. lalein = falar)
 
  Habilidade para falar um idioma que o indíviduo ainda não aprendeu. É similar, mas não o mesmo que xenografia.

   No início do Movimento Pentecostal nos EUA, na virada do século 20, o interesse generalizado pelo batismo e dons do Espírito Santo convenceu alguns de que Deus concederia o dom de línguas a fim de equipá-los com idiomas humanos identificáveis ( xenolalia ), para pregarem o evangelho noutros países, agilizando, assim, o evangelismo missionário.

  Já em 1895, o autor e líder do Movimento da Santidade, W. B. Godbey, disse que o "dom de línguas" era "destinado a desempenhar um papel de destaque na evangelização do mundo pagão, e no cumprimento profético glorioso dos últimos dias. Todos os missionários nos países pagãos deviam buscar e esperar esse dom, que os capacitaria a pregar fluentemente no vernáculo. Eles, porém, não deveriam descurar em esforços." Esta esperança era compartilhada por muitos outros.

   Outro defensor desse emprego missionário do dom de línguas era Frank W. Sandford*, fundador da Escola Bíblica O Espírito Santo e Nós, em Shiloh, Estado do Maine, em 1895. Através dos seus esforços didáticos e missionários (publicados em Tongues of Fire ), Sandford também esperava que o mundo fosse evangelizado rapidamente. Não somente orava para receber o dom de "poder e eloqüência" para o evangelismo, como também induzia os outros a fazerem-no.

   Entre os que esperavam que receberiam o poder do Espírito para evangelizar rapidamente o mundo, estava o pregador da Santidade em Kansas, Charles Fox Parham*, e seus seguidores. Convicto pelos seus próprios estudos de Atos dos Apóstolos e influenciado por Benjamin Hardin Irwin* e Frank W. Sandford, Parham relatou um avivamento notável na Escola Bíblica Betel, em Topeka, Kansas, em janeiro de 1901, com o batismo no Espírito Santo de Agnes Ozman*. A maioria dos alunos, bem como o próprio Parham, regozijaram-se por terem sido batizados no Espírito e falaram noutras línguas.

    No decurso dos anos, depois de 1906, cada vez mais pentecostais passaram a reconhecer que, na maioria das ocorrências das línguas estranhas, os crentes realmente estavam orando em línguas inidentificáveis mais do que em idiomas identificáveis (i.é., glossolalia mais do que xenolalia ). Embora Parham mantivesse sua opinião a respeito da finalidade das línguas na pregação no estrangeiro, cada vez mais pentecostais chegaram à conclusão de que as línguas representavam a oração no Espírito, a intercessão e o louvor.

 
Fontes:

Xenolalia. Disponível em http://en.wikipedia.org/wiki/Xenolalia acesso em 28/07/2006; HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: uma perspectiva Pentecostal . Rio de Janeiro: CPAD, 1a edição, 1996, pp. 11-41.

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