domingo, 19 de maio de 2013

A Aliança de Deus com Noé

Por Rafael Jácome
Fonte: Extraído da Interne



  Gênesis 8 e 9. Com medo de que Deus inundasse a terra todos os anos, a fim de exterminar a raça dos homens, Noé ofereceu-lhe vítimas, rogando que nada mudasse na ordem estabelecida anteriormente e que Ele não usasse de tal rigor, fazendo perecer todas as criaturas vivas, mas se contentasse por ter casti­gado os maus, como os seus crimes mereciam, e por ter poupado os inocentes, aos quais Ele quisera salvar a vida. Pois, de outro modo, eles seriam ainda mais infelizes do que os que haviam sido sepultados nas águas, tendo visto com tremor tão estranha desolação e tendo dela sido preservados apenas para perecer mais tarde, de maneira semelhante. Assim, rogava que Deus aceitasse o seu sa­crifício e não mais olhasse para a terra com cólera, de jnodo que ele e seus descendentes pudessem cultivá-la sem medo, construir cidades, desfrutar de to­dos os bens que possuíam antes do dilúvio e passar uma vida tão longa quanto feliz, como a de seus antepassados.
Como Noé era homem justo, Deus atendeu à sua oração e concedeu-lhe o que pedia, dizendo-lhe que não fora o patriarca a causa dos que se haviam perdido no dilúvio; que eles só podiam acusar a si mesmos pelo castigo rece­bido; que, se tivesse querido perdê-los, não os teria feito nascer, sendo mais fácil não dar a vida do que a tirar após tê-la concedido; que eles deviam, portanto, atribuir os castigos aos seus próprios crimes; que, em consideração à sua oração, não lhes seria mais tão severo no futuro; e que, quando viessem tempestades e furacões extraordinários, nem ele nem seus descendentes de­veriam pensar num outro dilúvio, pois Ele não mais permitiria que as águas inundassem a terra. Contudo proibia a ele e aos seus manchar as mãos no sangue, e ordenava-lhes que castigassem severamente os homicidas, e os fa­zia senhores absolutos dos animais, para dispor deles como quisessem, exceto de seu sangue, do qual não podiam usar como do resto, porque no sangue está a vida. "E meu arco", acrescentou, "que vereis no céu, será o sinal e a garantia da promessa que vos faço". Isso disse Deus a Noé. E ao arco que apareceu no céu, chamaram arco de Deus.

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