terça-feira, 14 de maio de 2013

A essência do êxtase

Por Rafael Jácome


[Do gr.  ékstasis ; do. lat.  extase ]

Estava dando uma palestra na Congregação da Assembléia de Deus em Cidade Nova 1 sobre as Religiões Orientais, quando eu falei que o estado de êxtase é uma das suas principais características. Diferentemente do que ocorre com os cristãos que em sua profundidade no relacionamento com  Deus, desfrutam de uma experiência única e diferenciada de arrebatamento.

Êxtase é o que podemos chamar de "arrebatamento íntimo; enlevo. Fenômeno observado em certas manifestações místicas,  que consiste em sentimento profundo e inexplicável, mesclado às vezes de certa angústia."

 A manifestação dos dons espirituais leva o homem ao êxtase? Em primeiro lugar, a espiritualidade, genuinamente bíblica, nada tem a ver com o misticismo observado outrora em alguns monastérios. A espiritualidade bíblica leva o homem a separar-se do mundo para dedicar-se a Deus. Nessa entrega, o crente é agraciado com dons ministeriais e espirituais para que se torne sobrenaturalmente eficaz no serviço cristão (At 1.8; Ef 4.8-11).

No Dicionário Teológico de Andrade encontramos que o "misticismo praticado em certos círculos, a pessoa tem os sentidos arrebatados; fica fora de si. Mas, na espiritualidade bíblica, a pessoa tem o completo domínio dos dons espirituais. Ou seja: "E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas" (1 Co 15.32). Jamais houve êxtase na experiência bíblica? No sentido meramente místico, não. No entanto, profetas e apóstolos tiveram os seus sentidos arrebatados pelo Espírito Santo, a fim de que recebessem revelações específicas.  Haja vista as visões de Ezequiel, Zacarias, Paulo e João. Tais experiências, frisamos, não lhes foram dadas por sua própria vontade; vieram-lhes pela manifesta soberania divina." 

Neles suas experiências tiveram os seus propósitos. Não foram o resultado de um processo arduamente exercitado; foram a atuação sobrenatural do Espírito Santo sobre esses homens.

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