quarta-feira, 8 de maio de 2013

A redudância está na falta de vergonha e coerência

Por Rafael Jácome



   Outro dia uma amiga me escreveu dizendo que o título de um dos meus escritos estava redundante, quando eu perguntava: “É justo ser injusto na Justiça?” Respondi que redundante era a falta de vergonha e coerência de alguns que deveriam preservar a verdade e a justiça, mas cometiam atos plenos de iniquidade. 

  São exatamente estas pessoas que com suas capas encobrem a honra e a dignidade e com suas soberbas pessoais, se vendem em detrimento do cumprimento da honradez e dignidade do ser humano. Finalizando a resposta a minha amiga, concluí: “Estamos cansados de tanta corrupção e desmando em nossa Justiça e daqueles que a fazem.”

Em alguns dicionários encontramos o seguinte conceito de justiça: é a virtude moral que inspira o respeito aos direitos de outrem e que faz dar a cada um o que lhe pertence.  

   O que leva, então, juízes, desembargadores, advogados, ministros e demais pessoas ligadas ao Regime Jurídico Constitucional, a lutar por seus interesses próprios ou de grupos a cabo da verdade? Sabemos também que no meio deste joio, existem verdadeiros baluartes que assim como Abraão guardam o caminho do Senhor a fim de que pratiquem a justiça e o juízo (Gn 18.19).

   Não é a toa que encontramos na Bíblia um enorme acervo de citações, preservando a sua grandeza e magnitude. No Salmo 23 o salmista pede para que seja guiado pelas veredas da justiça; no Salmo 85.10 poeticamente cita que a justiça e a paz se beijaram; em Pv 11.18 afirma quem semeia justiça terá recompensa; Isaías categoricamente declarou que a justiça era o cinto dos seus lombos; Jó, em seu livro, testemunha que se cobriu de justiça e esta lhe servia de veste, (Jó 29.14)... Enfim, são muitos exemplos da magnitude da justiça e de testemunhos de homens honrados e justos.

   Portanto, o problema não está na lei, mas naqueles que devem preservá-la. Podemos continuar aceitando os seus erros? Aonde pode haver sociedade entre a iniquidade e a Justiça? (2 Co 6.14)  

É em paz que se semeia o fruto da  justiça,(Tg 3.18). Mortos aos pecados, vivamos para a  justiça , (1 Pe 2.24).

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