sábado, 11 de maio de 2013

Clodomir Santos e os graus de consciência dos grupos sociais

Por Rafael Jácome


    Clodomir Santos de Morais em sua Teoria da Organização  cita a existência dos graus de consciência dos grupos sociais: o grau de Consciência Ingênua, o grau de Consciência Crítica e o grau de Consciência Organizativa. Com a Consciência Ingênua os indivíduos dão-se conta de seus problemas ou de sua miséria, porém não chegam a identificar os fatores causantes. Atribuem ao fatalismo, chegam a imaginar que os pecados dos homens ou o destino de cada um determina sua miséria. Nestes casos, muitos dos grupos humanos buscam a solução de seus problemas na morte, na vida eterna ou na resignação sistemática. Eles, geralmente, estão inseridos na Economia Natural de produção de valores de uso; No segundo caso, a Consciência Crítica os indivíduos já identificam os fatores responsáveis por seus problemas, sua miséria, identificam a má distribuição dos recursos (terra, capital, etc). Ela nasce com a Economia Mercantil e alcança um amplo desenvolvimento com o próprio crescimento da Manufatura e da Indústria na fase inicial do Capitalismo. É em seu marco que aparecem as concepções de lutas de classes e da Revolução Proletária, cujas tentativas infrutíferas devem-se à carência de organização adequada; No terceiro caso, aparece a Consciência Organizativa onde se concebe a teoria e o planejamento sistemático da organização, que é gerada na existência social organizada, real e concreta, ou seja, na estrutura organizativa da empresa de produção de bens e/ou de serviços. O público-objetivo de sua Metodologia da Capacitação são as pessoas que estão as margens do processo produtivo, ou seja, os assim denominados “excluídos sociais”.

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