segunda-feira, 13 de maio de 2013

Na informalidade o sentimento é de perseguição por pessoas exploradoras da miséria alheia

Por Rafael Jácome Andando pelo bairro do Alecrim percebemos a grandeza da economia informal e do seu potencial em atingir todo tipo de atividade. Da mesma forma ocorre nos subúrbios, nas periferias e favelas da cidade. Com uma gama muito grande de produção de bens e serviços. Encontramos de tudo: alfaiate, costureira, marceneiro, pedreiro, eletricista, bombeiro, barracas, pequeno comércio, botecos, taxistas, carros de fretes, pensionatos, ... Temos ainda um grande leque de profissionais nas áreas de oficinas mecânicas de auto e motos, bicicletas, doceiras, manicures, salgadeiras, cozinheiras, copeiras, garçons,... Ah, ia esquecendo os guardadores de carros, os famosos "flanelinhas" e novos tipos de barraqueiros e camelôs que já empregam outras pessoas. Comecei perguntando a alguns destas pessoas como foi que eles iniciaram em suas atividades. Muitos começaram como bico, depois descobriram que era um bom negócio e passaram a "investir" nele. Muitos que continuam nas suas atividades nem sempre registram o negócio e tiram alvará. Mas, afirmam que tenhem uma vida independente, sem a preocupação de um emprego formal. Não é fácil tirar alguma informação destes grupos e dificilmente falam abertamente de suas atividades, em torno da qual muitos das suas famílias sobrevivem desta informalidade e que se dedicam a construir ou a conservar até o limite das disponibilidades e do espaço, em geral muito pequenas. A maior lamentação é a forma como são tratados pelas autoridades executivas. O sentimento é de perseguição por pessoas aproveitadoras e exploradoras da miséria alheia. Quem quiser conhecer melhor basta ir no Alecrim ou na Cidade Alta, bairros comumente conhecidos pela grande quantidade de camelôs nas suas calçadas.

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