sábado, 11 de maio de 2013

O pobre é o predileto de Deus

Por Rafael Jácome


Mas, nada disto muda se o homem não aceitar Jesus como o seu único e suficiente salvador. A luz dos estudos exegéticos e históricos, é sempre mais comum, na teologia, considerar que o amor de Deus se expressa na totalidade do mistério de Cristo: de sua vida terrestre, de sua mensagem sobre o Reino, de seu compromisso com os pobres, da eleição dos doze, de sua rejeição pelo povo judeu e de sua morte na cruz, de sua ressurreição e exaltação, e do envio do Espírito Santo. Jesus é o nosso caminho normativo, é objeto de nossa fé, lealdade e amor.
            Como vemos em Mt 25. 31- 45, Jesus se faz presente no pobre. Mas esta presença lhe custou à vida. No calvário, Ele está unido aos homens, não na glória e no poder, mas em sua situação de maior miséria e sofrimento. Ele espera que essa união se estenda por meio do serviço e da caridade, a todos os homens, sem acepção de pessoas, porém focando no pobre. O pobre é o predileto de Deus e Deus tem um amor especial pelo pobre. Jesus afirma que Nunca deixará de haver pobres na terra (Dt 15.11), mas convida a abrir a mão para o pobre na terra. Em Mc 14.7 encontramos que “os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes podeis fazer-lhes bem” ou ainda em Tg 2.5 “Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?”  O cristão pode encarar o pobre como um próximo ou como um objeto de estudo, mas pode-se encontrá-lo como um apelo, no qual ninguém pode se esquivar. É o menor abandonado, o condenado à morte, o doente incurável, a mulher violentada, o solitário e marginalizado, as vítimas de atentados e das guerras, os drogados, os sem tetos, as multidões esfaimadas da África, os excluídos sociais, ... O pobre está em toda parte! Sua presença é um convite ou uma recusa ao amor. É um mistério.

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