sábado, 11 de maio de 2013

Os novos ídolos, a mentira, a miséria e a opressão.

Por Rafael Jácome


            Os novos ídolos fabricam a ilusão da mentira, onde manipulam os valores e pretendem manipular as pessoas. O maior canal de propagação de suas idéias, são os meios de comunicação social que, em geral, representam grupos poderosos e oferece como valores o consumismo, o luxo, a busca desenfreada do prazer, a ambição pelas riquezas e apelo poder. Há uma verdadeira inversão dos valores, criando as condições para manipular o valor mais fundamental existente: o valor da vida do ser humano, que deve ser respeitado, desde sua concepção até sua morte, sem acepção de pessoas, independentemente de sua condição pessoal, social, ou econômica. Dessa forma, as situações de injustiça acabarão sendo consideradas normais na consciência da sociedade.
            Outro aspecto que os novos ídolos fabricam é o do ocultamento das causas da miséria e opressão. Buscam-se justificativas para a manutenção do poder de determinados grupos e do seu status quo, com a criação de teorias que materializam por meio de preconceitos ou falsidades. Desviam o foco das pessoas e passam a usar as imagens da TV, da internet e do avanço tecnológico. É esta a função do mercado utilizado por quem detém o poder: “para se ocultar essa miséria, sinal de morte, apresentam-se essas multidões como vítimas necessárias para a produção de riquezas, garantia da vida de alguns. Por esse processo, que pode ser considerado uma divinização da morte, cria-se um ídolo mantido com o sangue de muitos para a “redenção” de poucos... A lei do valor aparece como a única lei válida. Deste modo, substitui-se a lei natural. Esta lei natural identificada com a Lei do Valor só conhece a vida do capital no mercado, ao qual há que sacrificar toda vida humana em caso de necessidade. Esta imposição inflexível das leis é característica dos sistemas sacrificiais idolátricos"

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