terça-feira, 21 de maio de 2013

Pedra Fundamental

Por Rafael Jácome
Fonte: Dicionário do Movimento Pentecostal


O lançamento da pedra fundamental de uma obra para uso da igreja tornou-se um costume altamente significativo entre as igrejas pentecostais. É uma oportunidade para os crentes cultuarem a Deus e serem motivados a se interessarem pela construção. Os crentes acreditam que é também um momento de exercitar a fé nas promessas de Deus, e tudo junto é um vivo testemunho do progresso da igreja.

 O ato em si não tem um programa minucioso, mas é levado a efeito com muita alegria, expressa em hinos, testemunhos e mensagens rápidas. O ponto alto é o momento em que é colocada solenemente, em um buraco aberto no chão do terreno, uma pedra previamente preparada, a pedra fundamental. Há o costume de colocar também uma Bíblia, mas isto é condenado por muitos crentes, por entenderem que a Palavra de Deus não é para ser “enterrada”, mas anunciada. O ato é um símbolo do início da construção, e a Palavra de Deus é a verdade que deve ser proclamada. “Uma Bíblia na mão de uma pessoa fará mais efeito do que ‘enterrada’ numa obra”, afirmam.

 A cerimônia de lançamento da pedra fundamental, em 6 de outubro de 1968, de um novo templo para a Assembléia de Deus de Antonina (PR), publicada na revista  A Seara , em agosto de 1969, p. 16, é um exemplo típico deste ato solene entre as igrejas pentecostais:

 O acontecimento em apreço teve início pela manhã com um grande culto no templo atual. Não podíamos deixar de citar que nesse culto já contávamos com a participação de várias caravanas. À tarde uma grande multidão reuniu-se no amplo terreno para comemorar o ato solene. A movimentação popular nas primeiras horas da tarde fazia antever o derramamento de grandes bênçãos para o povo de Deus.
 Depois de ouvirmos belos hinos e inspiradas mensagens da Palavra de Deus, foi feito o simbólico lançamento da Pedra Fundamental do futuro grande templo pelos pastores Carlos Mazza e Raimundo Silva.

 Quando classificamos o novo templo de grande, esclarecemos que ele acomodará 3.500 pessoas, aproximadamente; recordamos também, nesta data, que esse acontecimento era o resultado da intervenção divina para com o povo antoninense, pois muitos problemas e dificuldades tinham surgido; mas, “grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres”.

 À noite as festividades prosseguiram com êxito. Os crentes e convidados se reuniram no templo-sede às 19 horas, para um culto de louvores e agradecimentos pelas bênçãos alcançadas.
 No epílogo do culto, atendendo ao convite, nove almas renderam-se aos pés do Senhor.
 O ponto alto das festividades foi a operação do Espírito Santo.

 Fonte:  OLIVEIRA, Temóteo Ramos.  Manual de Cerimônias . Rio de Janeiro: CPAD, 1990, 4a edição, pp. 94-96.

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