sábado, 11 de maio de 2013

Viciado, não em álcool, mas em trabalho

Por Rafael Jácome


 Tenho vários amigos viciados em trabalhar quase que 24 horas por dia. Fico surpreso quando os vejo em algum momento de lazer e entretenimento. Um outro dia, um deles que é que um bem sucedido empresário, orgulhosamente me falou: "era um dia de sábado, cheguei em casa sem comunicar a minha esposa, quando minha filha me viu, perguntou se eu havia sido despedido do trabalho". Ele simplesmente não tinha tempo para sua família. 
 É provável que você já tenha ouvido o termo "workaholic".É uma expressão americana que teve origem na palavra alcoholic (alcoólatra). Serve para denotar uma pessoa viciada, não em álcool, mas em trabalho. As pessoas viciadas em trabalho sempre existiram, no entanto, esta última década acentuou sua existência motivada pela alta competição, necessidade (talvez mais adequado seria dizer obsessão) por dinheiro, vaidade, sobrevivência ou ainda alguma necessidade pessoal de provar algo a alguém ou a si mesmo. 
Veja como podemos caracterizar o "workaholic":
1. Trabalha mais que onze horas;
2. Almoça trabalhando;
3. Não tira férias de trinta dias há três anos;
4. Eternamente insatisfeito;
5. Acha que trabalha mais que os outros;
6. Fala ao telefone mais de uma hora por dia (13% do dia); e
7. Avalia as pessoas pelo seu aspecto profissional e, depois, pelo pessoal

Em consequência destas características acima, podemos antever alguns sintomas geralmente diagnosticados:
1. Ambiente tenso no lar;
2. Sensação de fracasso pessoal;
3. Dificuldades financeiras;
4. Exigência de um padrão de vida sempre superior, ou melhor. 

Nenhum comentário: