sexta-feira, 7 de junho de 2013

Depois nós, os que ficarmos vivos...

Por Rafael Jácome
Fonte: Eurico Bergsten


 Ao soar a trombeta de Deus, no mesmo instante em que a ressurreição dos mortos estiver acontecendo ocorrerá outro grande milagre com os que estiverem vivendo como verdadeiros cristãos. Eles não são do mundo, embora vivam no mundo (cf. Jo 17.14,17). Eles não somente esperam Jesus: têm também as suas lâmpadas acesas (cf. Mt 25.10; Lc 12.35,36). O que acontecerá?

Todos serão transformados. O corpo mortal, através da operação direta do Espírito Santo, será revestido do mesmo corpo glorioso que Jesus recebeu após a sua ressurreição (cf. Fp 3.20,21). Paulo possuía essa viva esperança. Ele escreveu a respeito do arrebatamento: “Nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (1 Co 15.51). Simultaneamente com a ressurreição dos mortos acontecerá a transformação dos vivos, quando o corruptível se transformará em incorruptível, e o que é mortal se revestirá de imortalidade (cf. 1 Co 15.53). Paulo desejava ser revestido, para que o mortal fosse absorvido (cf. 2 Co 5.4). Temos uma vaga demonstração disso quando o corpo mortal de Jesus foi transfigurado. A vida do espírito, que estava sujeita à matéria, ficou, por um momento, livre do seu domínio, e o corpo de Jesus resplandeceu (cf. Mt 17.2). Assim será no arrebatamento. Nós seremos semelhantes a Ele (cf. 1 Jo 3.2). Teremos alcançado o alvo para o qual Deus nos predestinou, isto é, desenvolver a imagem de seu Filho. Através da renovação contínua em nossa vida cristã, foi essa experiência mantida, mas sujeita à limitação humana. Quando Jesus vier, seremos inteiramente semelhantes em glória e em perfeição. Que dia glorioso!

Todos seremos arrebatados. No momento em que a transformação ocorrer, teremos vencido a matéria. Então, será o espírito que reinará sobre o corpo. Juntamente com os ressuscitados, subiremos ao encontro do Senhor nos ares (cf. 1 Ts 4.17). Aqui a morte nos mantém separados, mas lá estaremos reunidos para sempre à igreja de Cristo (cf. Cl 3.4). No Antigo Testamento encontramos dois exemplos do arrebatamento. Enoque, que andava com Deus e recebeu testemunho de que agradava a Deus, foi trasladado e não viu a morte (cf. Hb 11.5; Gn 5.21-25). Elias, o profeta do fogo, foi antecipadamente avisado e esperava a sua trasladação. Um dia, um redemoinho o levou, sem que morresse (cf. 2 Rs 2.9-11). Da mesma maneira acontecerá com o povo de Deus, no dia da vinda de Jesus. Ele virá e levará todos os que estiverem preparados! O arrebatamento significa que seremos tirados deste mundo, onde reina a imperfeição e o pecado, e levados para onde Jesus está. Aqui há muitas igrejas em muitos lugares, mas ali seremos a Igreja Universal: bilhões e bilhões de salvos, de todos os tempos, encherão as nuvens. Como as gotas de orvalho são arrebatadas e desaparecem no ar quando o Sol se levanta, assim será com as almas puras quando o Sol da Justiça aparecer (cf. Ml 4.2; Is 26.19).

Tudo isso acontecerá em um momento! Tanto a ressurreição como o arrebatamento, serão em um abrir e fechar de olhos, pelo poder de Deus (cf. Fp 3.21). Poder de Deus significa “extrair à força”, “arrancar repentinamente”, “em um movimento rápido, tirar para si”. Com esse mesmo sentido é o texto de Atos 23.10, onde lemos que Paulo foi tirado “do meio deles”. O povo de Deus será tirado rapidamente deste mundo de horror. Assim, é necessário que sempre estejamos preparados, pois no dia do Senhor não haverá oportunidade de reconciliação.

Quem será arrebatado na vinda de Jesus? A pergunta é séria, mas simples. Quem vai para o altar com o Noivo? A noiva, naturalmente! Quem é a noiva de Cristo? Paulo escreveu que tinha preparado a Igreja, para apresentá-lo como uma virgem a seu marido, a saber, Cristo, e queria adverti-la para que tomasse cuidado de não perder a sua simplicidade (cf. 2 Co 11.2,3). Essa noiva está vestida da justiça dos santos (cf. Ap 19.7,8). Sem vestes apropriadas, ninguém entra nas bodas do Cordeiro (cf. Mt 22.11). Quem possui essas vestes deve guardá-las, para que não sejam manchadas nem fiquem com rugas (cf. Ef 5.27), mas conservadas em santidade, “sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14). 

 A Noiva deve também esperar a Jesus com a sua lâmpada acesa, o que significa ter o Espírito Santo dominando sua vida. Quem assim não estiver não é de Cristo (cf. Rm 8.9). É pelo Espírito que temos vida, pois por Ele nascemos de novo e dEle recebemos testemunho de que somos filhos de Deus (cf. Rm 8.16). Para ajudar-nos a viver essa “vida com abundância” (cf. Jo 10.10), Ele nos deu a promessa do batismo com o Espírito Santo, pelo qual o Espírito opera em nós em plenitude. Busquemos essa gloriosa promessa (cf. At 2.18,39)! Jesus virá para levar para a glória os que são seus (cf. 1 Co 15.23).

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