sábado, 8 de junho de 2013

O TEMPO DAS PERIFERIAS

Por Rafael Jácome

O TEMPO DAS PERIFERIAS

            Desde a década 80 quando ainda morava na Itália eu dizia que o caminho das índias seria refeito, mas de forma inversa: os países periféricos seriam os grandes influenciadores da economia mundial. Lembro-me que em 1987 escrevi um texto ressaltando o crescimento qualitativo e quantitativo das suas economias. Recordo apenas do título: “DALLA PERIFERIA AL CENTRO, IL RICOMMINCIARE DELL’ECONOMIA MONDIALE”, infelizmente desapareceu dos meus arquivos. Mas,  a verdade é que já naquela época, percebia-se a fragmentação e contradições, sejam no âmbito econômico-financeiro, social, político, ambiental, moral, cultural,  no continente europeu e nos Estados Unidos. Não demorou muito, pois as potencias financeiras ocidentais fracassam em suas economias fragilizadas.
            Foram séculos de exploração, domínio, massacres, espoliação,... As nações periféricas, apelidadas de submundo, terceiro mundo, subdesenvolvidos, em desenvolvimento, “tigres”, e, agora, emergentes, viram suas riquezas sendo retiradas e saqueadas para os centros dominadores financeiros. Mas, chegou a hora da mudança da geografia mercadológica. O mundo europeu está estagnando-se, em sérios conflitos econômicos, desestabilidades sociais, desemprego e inércia produtiva.
            Enquanto o mercado financeiro oscila conforme as especulações dos interesses de grupos de investidores internacionais, economias como a brasileira e a chinesa, entre outras, tem demonstrado números sólidos, maduros, consistentes e estáveis, abrindo novas perspectivas de crescimento e avanço nas decisões mercadológicas.
            Como gosto sempre de ressaltar: “Eles já deram muito, agora chegou a nossa vez.” Cabe, no entanto, aguardar o processo final das históricas potencias mundiais ou suas recuperações, sem contradições e revanchismo, buscando um mundo mais igualitário e fraterno.            

             

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