sexta-feira, 7 de junho de 2013

Os jovens como agentes revitalizantes

Por Rafael Jácome
Fonte: MANNHEIM

Não é muito difícil conjeturar quais as sociedades em que o prestígio cabe aos velhos e em que as forças revitalizantes da juventude não se integram em um movimento, permanecendo apenas como uma reserva latente. Acredito que as sociedades estáticas, que só se desenvolvem gradativamente e em que a taxa de mudança é relativamente baixa, confiarão, sobretudo, na experiência dos mais velhos. Mostrar-se-ão relutantes em encorajar as novas potencialidades latentes nos jovens. A educação destes será centrada na transferência da tradição; seus métodos de ensino serão de mera cópia e reprodução. As reservas vitais e espirituais da juventude serão deliberadamente negligenciadas, visto não haver uma vontade de romper com as tradições existentes na sociedade (MANNHEIM, 1980, p. 49-50).
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As gerações mais velhas e intermediárias talvez possam prever a natureza das futuras mudanças e sua imaginação criadora pode ser empregada para formular novas diretrizes, porém a nova vida só será vivida pelas  gerações mais moças. Elas viverão os novos valores que os mais velhos professam apenas teoricamente. Aceita esta verdade, a função específica da mocidade é a de um agente revitalizante; é uma espécie de reserva que só se põe em evidência quando essa revitalização for necessária para ajustamento a circunstâncias em rápida mudança ou completamente novas (MANNHEIM, 1980, p. 49-50).

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