Por Rafael Jácome
Calcula-se que mais de 150 milhões de eleitores estarão aptos a votarem na eleição de 2020. A pré-campanha começou sem nenhuma novidade, mas, com um alerta em comum entre as questões partidárias: os efeitos do novo coronavírus. A data foi adiada para o mês de novembro, tendo em vista as mudanças nas relações sociais provocadas pela pandemia.
A primeira questão que abordamos é o crescente número de casos de infecções ao coronavírus que tem provocado temor e dúvidas em relação às eleições em novembro. O mundo ainda não está fora do perigo da pandemia, aliás, alguns países continuam em pleno desenvolvimento do vírus. É o caso do Brasil, onde temos dados alarmantes e em contínuo crescimento de novos casos positivos e de mortes.
A segunda questão é o retorno às aulas, onde cerca de 55 milhões de alunos estarão próximo uns dos outros, e convenhamos, com suas espontaneidades entre abraços e beijos. O número aumenta quando colocamos professores e funcionários. Como se configurarão as medidas para adaptar as crianças, adolescentes e os jovens nesta nova forma de relação social? O protocolo conseguirá impedir a proliferação do vírus?
A terceira questão é relativa as partidas de futebol, shows e os diversos entretenimentos. Quais serão as novas regras a serem fixadas até novembro e que possam ser implantadas para reiniciar todas as atividades sem aumentar as infecções por coronavírus?
A quarta questão é sobre a relação eleitor X candidatos. Será inadmissível os modelos passados de muitas reuniões com aglomerados de pessoas, contatos diretos com beijos e abraços, pessoas abrindo as portas das suas casas para receber estranhos,... Permanecendo este cenário, aumentará a transmissão do vírus.
As primeiras respostas às perguntas estão sobre a mesa. E elas partem de uma recomendação que agora é um fato real: "para evitar novos surtos". Detalhe: imaginem centenas de pessoas digitando os números dos seus candidatos nas urnas eletrônicas com riscos iminentes de contágios. A palavra é REINVENTAR!
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