quarta-feira, 14 de julho de 2010

O PODER DA PALAVRA DE DEUS

Irmão Rafael Jácome


          A palavra sempre é uma ferramenta complexa onde nem sempre denota um sentido óbvio e único, mas que pode muitas vezes ser um instrumento de controvérsias e mal-entendidos. Entretanto, ela tem o poder de transformar o que não existe em realidade e de dar a aparência de irrealidade ao que realmente existe.

          No cristianismo a relação com Deus é caracterizado pelo amor, e Deus é amor, e, Sua Palavra é a verdade. Como para o fiel toda verdade tem de ser divina (se algo é verdade, não pode provir do “pai da mentira”), toda verdade é, de fato, expressão da Verdade. Não pode haver duas verdades, uma natural e outra sobrenatural. Mas o objetivo do amor é fazer com que o ego seja em algum sentido aniquilado. No diálogo ou o amor, o egoísmo é uma possibilidade perpétua. “A própria linguagem pode ser um dom restritivo, sempre que nos prende aos conceitos de nossa experiência mundana.” (Armstrong, Karen – Uma História de Deus, 1994)

          Se a relação ocorre através do diálogo e do amor e no meio existe a Palavra – foco principal de devoção deste relacionamento, o egoísmo impera nas falhas e trágicas condições de vida terrena quando a Palavra é substituída pelas palavras. Assim encontramos a explicação das guerras entre os povos, das guerras santas, da opressão das nações, das misérias,... A palavra gera o amor e pode perpetuar o egoísmo. Yasser Arafat definiu bem: “A palavra é a maior arma”.

          Na tragédia Otelo, de Shakesperare, o mouro Otelo, apaixonado loucamente por sua jovem esposa, Dêsdemona, acaba assassinando-a porque foi convencido por Iago de que ela o traia. Tudo foi tramado por ele por inveja de outro membro da corte que iria ganhar cargos dado por Otelo. Tomando a mentira pela verdade, Otelo destruiu a pessoa amada, que morreu afirmando sua inocência. Iago construiu a mentira despertando o ciúme em Otelo, caluniando. Ele usou a linguagem, isto é, palavras falsas que envenenaram o espírito de Otelo.

          Podemos pensar: como é possível que as palavras tenham o poder para transformar o verdadeiro, falso, e tornar o falso, verdadeiro? Utilizando a ferramenta “mentira”. Ela produz a ansiedade: “Na verdade somos culpados, no tocante a nosso irmão, pois lhe vimos a angústia da alma, quando nos rogava, e não lhe acudimos, por isso, nos vem esta ansiedade” (Gn 42.21) Foi o que sentiram os irmão de José.
          A verdade é em Deus e Ele anseia por homens de verdade: “Procura dentre o povo homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que aborreçam a avareza.” (Ex 18.21) A nossa relação com Deus é baseada na verdade: “Eis a Rocha! Suas obras são perfeitas, porque todos os seus caminhos são juízo; Deus é fidelidade, e não há nele injustiça, é justo e reto.

DEUS É FIEL!                          Rafael Jácome

quarta-feira, 7 de julho de 2010

OS MILAGRES AUSENTES NA MÍDIA

Irmão Rafael Jácome


        Conversando com um amigo sobre as matérias dos jornais e da mídia em geral é comum percebermos a exploração de tudo que tende ao mal. Aliás, noticiar maldade é natural. Mas, o grande problema é que a maldade é sempre destacada. A mídia não fala dos milagres, do bem, fala das maldades.

        Imaginem se a cena do crime de Caim fosse aos dias atuais. Deus com certeza iria tomar as páginas dos jornais e Caim teria que explicar o motivo do mesmo. - Por que você matou seu irmão? Era a primeira pergunta que um Datena ou outro apresentador iria fazer.

- Por motivos religiosos, existenciais. - Responderia Caim. E assim por adiante. Mas, a verdade é que desde os nossos primeiros pais, eles decidiram romper a Lei de Deus e cometeram um crime. Fizeram a escolha entre o bem e o mal, pois eram livres para decidir de dizer sim ou não. No livre arbítrio da escolha de tudo poder fazer, surgiu à injustiça social, a opressão, a corrupção, a criminalidade.

        Mas, o que a mídia tem de saber é que o próprio Deus, em sua misericórdia, doou-nos a bondade, pois ela não é intrínseca das pessoas. Isto significa que perdemos a unidade humana, mas não a capacidade do relacionamento; perdemos a relação da igualdade, mas ainda formamos famílias; perdemos a comunhão com Deus, mas não a esperança. Este foi um presente de Deus, ou seja, Ele não só nos manteve existindo como decidiu nos dar qualidade de vida.

        Toda a bondade e todo dom perfeito vem de Deus. Ele é a fonte de todo o bem: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança.” (Ti 1.17)

        E não é só isto: se pela ofensa de um e por meio de um só, reinou a morte e por sua desobediência muitos se tornaram pecadores, Deus nos amou de tal maneira que enviou o seu filho Jesus Cristo, onde através de sua obediência muitos se tornarão justos, “a fim de que, como o pecado reinou pela morte, assim também reinasse a graça pela justiça para a vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.” (Rm 5.21)

        Portanto, meus caros amigos e irmãos, entre nós pecadores e o Deus Santo, tem um mediador: Jesus Cristo. Nosso advogado que através do seu próprio sacrifício resgatou e mantém o projeto de Deus para a humanidade.

QUE A PAZ DE DEUS REINE EM NOSSAS FAMÍLIAS E LARES.

DEUS É FIEL!                         Rafael Jácome

terça-feira, 6 de julho de 2010

ÚTEIS UNS AOS OUTROS NO AMOR

Irmão Rafael Jácome


        A sensação de muitas vezes não sermos úteis em determinadas situações, causa sempre frustrações em nossas vidas. Do nada aparecem questionamentos e indignações que abalam o nosso relacionamento com as pessoas e com Deus. Entretanto, sabemos que são momentos pontuais e não podem desviar o foco das nossas atividades. Saber discernir as causas destas “inoperâncias” é a maior arma para não cairmos na tentação do fracasso, do desânimo, da desilusão ou coisa parecida.

        A sociedade impõe o sentido do "ser útil" em seus diversos aspectos e setores da vida do homem, como sinônimo do que temos a oferecer e da forma como ela quer receber. Uma espécie de escambo generalizado, traçado pela lei do “tirar proveito” do que podemos dar, contribuir, pagar,... Finalizando no tradicional valor da sua oferta, costumeiramente denominada de “você vale o que tem”. Após esta relação traumatizante, somos merecedores a sermos recompensados.

“Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar.” (Is 48.17)

        Deus nos ensina, nos incita e estimula o que devemos fazer. Doa-nos a sabedoria ao fazer planos e ao entrar em relacionamentos que exigem nossos compromissos e, em comunhão com Ele, que é amor, tudo podemos. E o mundo não entende a linguagem da caridade (amor), pois é desconcertante, imprevisível e revolucionária:

1Co.13.3 E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria.

1Co.13.4 A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece,

1Co.13.5 não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

1Co.13.6 não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

1Co.13.7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

1Co.13.8 A caridade nunca falha;

        Estando no amor somos pacientes, benignos, corteses, tendemos aos interesses comuns, não nos ressentimos do mal e somos livres para AMAR.

DEUS É FIEL!                               Rafael Jácome

O ADMINISTRADOR PÚBLICO

Consultor: Rafael Jácome


AOS MEUS QUERIDOS ALUNOS DO CURSO DE GESTORES PÚBLICOS MUNICIPAIS TRANSCREVO ESTE ARTIGO. EM BREVE ESTAREMOS INICIANDO O MÓDULO 2 “COMPETÊNCIAS E ATUAÇÃO DO PODER LEGISLATIVO”.



5 de julho de 2010
N° 8857AlertaVoltar para a edição de hoje

EDITORIAIS

O administrador público, por Leonardo Secchi*

        Hoje, 5 de Julho, é o Dia do Administrador Público. Estamos contentes com nossos administradores públicos e com o desempenho das organizações públicas? O administrador público é o profissional que transforma intenções políticas em ações administrativas para resolução de problemas públicos. Com formação em cursos de administração pública, gestão pública ou gestão de políticas públicas, tem o perfil de profissional que as organizações públicas precisam para melhorar a utilização dos recursos públicos.

        As atividades de uma organização pública podem ser divididas em atividades fim e meio. As atividades fim são de prestação do serviço, como as desempenhadas pelo professor, o médico, o policial, ou assistente social. As atividades meio demandam administradores públicos e envolvem orçamento e finanças, licitações, gestão de pessoas, análise de políticas públicas, elaboração e gestão de projetos. Se as atividades meio são bem administradas, o serviço público fica mais qualificado lá na ponta.

      O administrador combina conhecimentos e habilidades de administração, ciências políticas, direito, sociologia e economia do setor público. Em outras palavras, deve ser capaz de entender as restrições legais e financeiras de uma organização pública, além de ter sensibilidade social e política para liderar mudanças organizacionais em prol do interesse coletivo. A Escola Superior de Administração e Gerência (Esag/Udesc), em seu curso de graduação em Administração Pública, forma este perfil profissional desde 2004, colocando à disposição de governos municipais, estaduais e federal, agentes de mudanças capazes de transformar uma administração pública burocrática em uma administração pública mais eficiente, eficaz e participativa.

* PROFESSOR DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ESAG/UDESC

VIVER EM SANTIDADE

Irmão Rafael Jácome


        Ontem escrevi um artigo afirmando que de nada adianta se não tivermos temor de Deus. É como o sol que ilumina a terra e por mais que façamos pactos com Deus, mas não tivermos atentos a Sua Vontade, a tendência é sair do seu “raio”, indo em direção ao caos e a escuridão.

        Somos realmente salvos pela fé, justificados pelo sangue de Jesus Cristo, que deu sua vida por nós. É a única certeza da salvação. Quando olho para mim e percebo tantas indiferenças para o projeto de Deus em minha vida, fico atônito e contrariado: É difícil conceber a santidade sem observar o amor de Deus em tudo, mas, mesmo assim, continuo dando as costas para Ele.

        O apóstolo Paulo quando afirmou que o homem, corrompido em razão do pecado original, só poderia salvar-se pela fé exclusiva em Deus, quebra definitivamente com a concepção ascética de que podemos fazer algo para reparar nossas quedas. Resta-nos o arrependimento, o recomeçar e a misericórdia de Deus.

        É melhor sentir o trépido frio da neve do que o fogo da tentação do pecado. Ser chamado à santidade é diferente de ser santo, existe um verdadeiro abismo dividindo as duas realidades. Quando aceitamos Jesus como único e suficiente Salvador, tornamos-nos novas criaturas. Mas, agora temos o compromisso de sermos santos e vivermos em santidade e requer maturidade para entendermos que temos nossos limites e que precisamos doá-los ao Pai.

        Como podemos ser santos se nossa natureza humana é pecadora? Só o sangue de Jesus Cristo pode restaurar esta conduta, pois é Ele que tira os nossos pecados. Temor de Deus implica em santidade, deixar operar Deus em nossas vidas para que possamos gritar como o cego de Jericó: “Mc.10.46 E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto ao caminho, mendigando. Mc.10.47 E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e a dizer: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Mc.10.48 E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! Mc.10.49 E Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, que ele te chama. Mc.10.50 E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus. Mc.10.51 E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista. Mc.10.52 E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.”

SOMOS SALVOS EM NOME DE JESUS CRISTO!

DEUS É FIEL!                                        Rafael Jácome

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A (A)NORMALIDADE DE VOLTA

Consultor: Rafael Jácome

 
Depois da decepção da derrota do Brasil para a Holanda o país volta a sua (a)normalidade. Enquanto milhões se debruçaram em frente às televisões, esquecendo de quase tudo ao seu redor, os jogadores retornam para suas casas. Antes, para os seus países onde são profissionais.

Na (a)normalidade milhões estão com fome, outros milhões estão endividados, outros milhões estão sem moradias, mais de 35 milhões vivem na esfera da miserabilidade e da exclusão social, milhões de crianças estão sem escolas, milhões de adolescentes param de estudar, milhões estão esperando oportunidades,...

Enquanto isso os nossos jogadores voltam a normalidade e não sabem com que gastar, pois ganham milhões de Dólares, Euros, Libra Esterlina, Reais,...

QUANDO NÃO MAIS EXISTE O TEMOR DE DEUS

Irmão Rafael Jácome

        Outro dia fui abordado por um irmão sobre a questão da fidelidade aos nossos relacionamentos, tendo em vista as notórias quedas de alguns crentes. Mostrando-se inquieto ou até mesmo interessado em obter algum depoimento contra os irmãos, busquei a serenidade fruto da minha relação com Deus e arremetei: “quando não mais existe o temor a Deus, somos capazes de tudo.”

        Deixei-o atônito e de imediato citei o que diz Paulo em 2 Co 7.1: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.” É verdade, caros amigos e irmãos em Cristo, de nada adianta se não tivermos o temor de Deus.

        Certa vez minha noiva me procurou e disse: “filho, eu lhe amo muito e serei sempre sua e nunca lhe abandonarei.” Olhei para ela, dei um bom beijo, agradeci o amor e carinho e disse: “Certa vez um casal cristão jurou amor eterno, mas logo vieram as dificuldades, as conquistas e as decepções, numa luta comum em um relacionamento conjugal. Aos poucos eles foram focando em suas particularidades, nos seus objetivos íntimos que não apresentavam um ao outro, e o amor foi sendo deixado às margens do juramento. A unidade antes pregada deu espaço as vitórias pessoais e, com o tempo, o que Deus uniu o mundo separou. Eles perderam o temor de Deus.”

        Quando trocamos o amor de Deus pelas coisas do mundo, perdemos o poder do discernimento das coisas dos Céus. E, se antes as pessoas viam em nós exemplos de homens sérios e servos do Pai Eterno, passam a nos questionar: “Porventura, não era o teu temor de Deus tua confiança, e a tua esperança, a sinceridade dos teus caminhos?” (Jo 4.6)

        É triste quando sabemos que um irmão depois de anos de vivência do Evangelho, caiu na traição no seu relacionamento. Muitos se justificam, mas na verdade somos frutos das nossas escolhas e elas determinam no final, quando não mais existe o temor de Deus em nossas vidas. Isto para a sociedade pode aparecer normal, não para nós cristãos: “A tua malícia te castigará, e as tuas apostasias te repreenderão; sabe, pois, e vê, que mau e quão amargo é deixares o Senhor, teu Deus, e não tereis o meu temor contigo, diz o Senhor Jeová dos exércitos.” (Jr 2.19)

        Mas, voltando ao irmão, ele frisou que o caso da traição, ou melhor, do adultério foi por motivo sexual: O casal não mais se entendia. Ora, sabemos que entre outras coisas, o matrimônio tem o propósito de ser uma barreira contra a torrente do adultério, tendo em vista a ação da prostituição. Paulo foi enfático em suas respostas as perguntas acerca do casamento: 1Co.7.2 “Mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. 1Co.7.3 O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido. 1Co.7.4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também, da mesma maneira, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. 1Co.7.5 Não vos defraudeis um ao outro, senão por consentimento mútuo, por algum tempo, para vos aplicardes à oração; e, depois, ajuntai-vos outra vez, para que Satanás vos não tente pela vossa incontinência... 1Co.7.10 Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. 1Co.7.11 Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher.”

        Sobre este trecho a Bíblia de Estudo Pentecostal cita: “No versículo 10 Paulo comenta que a vontade de Deus sobre o casamento é que ele seja permanente. Também mostra que, às vezes, o relacionamento conjugal se torna tão insuportável que é necessário os cônjuges se separarem. No versículo 11, portanto, Paulo não se refere ao divórcio permitido por Deus, causado por adultério (Mt 19.9), nem ao abandono de um cônjuge pelo outro. Pelo contrário, Paulo esta falando da separação sem divórcio formal. (...)É inaceitável que Paulo fosse favorável a não separação de um casal em que um dos cônjuges vive sempre a maltratar fisicamente o outro e a agredir os filhos.”

        Creio meus amigos, a vida entre os cônjuges deve ser marcada pelo diálogo, na entrega e na convivência no amor, pois dispõe a forma de Deus para a satisfação do desejo. Deus é que criou o desejo sexual. Senti-lo não é algo pecaminoso ou satânico. Satanás não criou o desejo sexual; ele o usa — ou mais precisamente, abusa dele.

        Portanto, saibamos discernir o que é de Deus, pois o bem dele provém já o Satanás nunca produziu algo bom. Seu objetivo pleno é destruir o que Deus criou para ser bom. Não devemos julgar ninguém, apenas orar para que encontrem a verdade e ela está em Jesus Cristo. “2Cr.19.7 Agora, pois, seja o temor do SENHOR convosco; guardai-o e fazei-o, porque não há no SENHOR, nosso Deus, iniqüidade, nem acepção de pessoas, nem aceitação de presentes. 2Cr.19.9 E deu-lhes ordem, dizendo: Assim, andai no temor do SENHOR com fidelidade e com coração inteiro.”

DEUS É FIEL!                          Rafael Jácome

domingo, 4 de julho de 2010

O PRINCÍPIO DA UNIDADE

Irmão Rafael Jácome
 
        Com a queda do homem perdemos a nossa integridade e rompemos a unidade com Deus. Imediatamente ocorreu a sua morte moral e espiritual e tal rompimento caracterizou a escolha da maldade como o supremo da vida. Em Adão deu origem a lei do pecado e da morte a totalidade da pessoa humana. O dualismo é introduzido nas suas decisões e entre o bem e o mal, ele escolheu a maldade, pois tudo que é do bem provém de Deus.

       Na decisão da escolha abandonamos a Deus, considerando que nossa conduta de pecadores não se mistura com a santidade de Deus. E este fato é determinante para que seja concretizado o projeto de Deus para a humanidade e marca o princípio de tudo, tendo em vista que se o desprezamos, não havia motivos para a nossa existência. Em suma, Deus nos amou de tal maneira que doou o seu filho, Jesus Cristo, para restaurar a comunhão com Ele, mediante a redenção de Cristo. Todos que professam Cristo como o Senhor, retornam ao projeto original do Pai eterno.

        Sabemos que nada existe fora de Deus e todo crente deve ser convicto desta condição. Por felicidade e gratuidade, o Senhor nos cedeu a graça e é ela o principio de todos os movimentos dos filhos de Deus e de todas as ações do cristianismo.

        A graça é um presente de Deus para a humanidade e é uma ação feita para a nossa existência, mesmo não sendo merecedores como atesta Paulo: Rm.3.10 como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Rm.3.11 Não há ninguém que entenda; não há ninguém que busque a Deus. Rm.3.12 Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.”

        Tudo isto comprova que a nossa existência é a primeira ação redentora do projeto de Deus. Ele nos permitiu que mesmo não sendo justos, perdendo a unidade humana, nos concedeu a capacidade do relacionamento, do diálogo, da vida, da família e da esperança. Podemos abandonar a Deus, mas Ele nunca nos abandona: “Rm.3.24 sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus, Rm.3.25 ao qual Deus propôs para propiciação pela fé no seu sangue, para demonstrar a sua justiça pela remissão dos pecados dantes cometidos, sob a paciência de Deus; Rm.3.26 para demonstração da sua justiça neste tempo presente, para que ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.”

         Pela graça de Deus foi-nos enviado o seu filho Jesus Cristo – Marco da Nova Aliança, complemento da sua ação redentora. Jesus é a única esperança da humanidade: “porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar” (Gn 3.15)

         Este trecho descreve a batalha entre o bem e o mal, com Deus como o vencedor final através de Jesus cristo, o último Adão. Assim sendo, cabem as palavras de Jesus: “a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam ele em nós; para que o mundo creia que tu me enviastes.” (Jo 17.21).
         É este o compromisso da Nova Unidade: anunciar o Reino e apresentar Jesus como o único e suficiente Salvador da humanidade.

DEUS É FIEL!                     Rafael Jácome

sexta-feira, 2 de julho de 2010

CAOS, ACIDENTES E VIOLÊNCIA NO SISTEMA DE TRANSPORTES URBANOS

Consultor: Rafael Jácome




      Considerando o poder de mobilidade da sociedade com a facilidade de compra de veículos e o constante aumento da indústria automobilística, tivemos como consequência o crescimento desordenado da frota de automóveis. Tal fato implica em problemas como congestionamentos, poluição ambiental, elevado número de acidentes, consumo exacerbado de energia, ocupação do solo urbano, entre outros.



         O elevado índice de acidentes é fruto desta desorganização e responsável por grandes prejuízos para o país. Apesar da introdução do Novo Código de Trânsito,  no Brasil as ações implementadas para a melhoria da segurança viária e consequente redução dos acidentes de trânsito, não trouxeram grandes resultados, tendo em vista o enorme número de acidentes trágicos em nossas principais cidades.



   As ações das comunidades e dos órgãos públicos quando realizados, nem sempre sãos eficazes, quer por falta de conhecimento das pessoas no tratamento do problema, quer pela ausência de um conjunto de atividades com enfoque global, ou pela falta de um banco de dados atualizado com informações rápidas e confiáveis para a tomada de decisão por parte dos responsáveis pelo sistema de trânsito.



         É preciso conceber um excelente projeto de engenharia de tráfico, com que veículos e pessoas se desloquem de maneira eficiente, segura, com fluidez, comodidade, acessibilidade e mobilidade nas vias. É sabido que a qualidade e o grau de desenvolvimento do transporte e trânsito urbanos reproduzem diretamente uma imagem de qualidade de vida dos moradores das cidades.



           A parte a esta discussão temos outro agravante: o contínuo e crescente número de delitos e assaltos aos usuários e profissionais (motoristas e cobradores) do sistema de transporte urbano, deixando a população amedrontada e apavorada. Tivemos vários casos de violência contra os passageiros e até de morte de motoristas de ônibus. É sobre este problema que farei o foco das minhas propostas, tendo por base as crescentes denúncias de descaso dos órgãos públicos competentes na proteção ao direito de ir e vir do cidadão, com garantia de sua segurança.



            Participei de pelos menos três momentos de debates sobre o tema. O último foi numa Audiência Pública na Câmara dos Vereadores de Natal, com a participação de diversos setores da sociedade, sindicato da categoria – SINTRO, sindicato patronal – SETURN, representantes públicos, Comandante da Polícia Militar do Estado, Ministério Público, ... Enfim, um grande momento para discutir o assunto e encontrar soluções que possam, pelo menos, minimizar os acidentes, o banditismo e as agressões aos populares e profissionais.



        Na minha participação ressaltei os seguintes eixos temáticos:



1. Implantação social dos sistemas de segurança;



2. O financiamento da segurança pública;



3. A repressão qualificada ao crime;



4. O policiamento preventivo;



5. O trabalho de defesa civil; e



6. Valorização do profissional na área de segurança.



                                                                                        Foi dado o recado! Somente agindo nas causas dos problemas e com a conscientização das autoridades locais da necessidade e do compromisso com a segurança pública, teremos ações integradas no combate ao crime e a organização  viária do sistema de transporte urbano de Natal.



DEUS É FIEL!                                Rafael Jácome