quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

QUEM É JESUS? O DEUS QUE VIVE EM MIM! DEVOCIONAL 26/02/2010

Irmão Rafael Jácome

Mc 8. 27-29: “Então, Jesus e os seus discípulos partiram para a aldeia de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Que dizem os homens que sou eu? 28 E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas.29 Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo.”

        Durante todo o mês de fevereiro dediquei-me ao estudo da Palavra, a antigos escritos que guardei do tempo de seminário e de estudos bíblicos evangélicos. Naturalmente vem a vontade de “devorar” todas as informações na tentativa de absorver o máximo possível do conhecimento. Declaro que devido a tantas informações, é necessário ter sabedoria para escolher o que realmente ler.

        Mas encontrei uma pérola no meio de tudo isto, que me levou a seguinte reflexão: Quem é Jesus para você Rafael? Confesso que fiquei um pouco perplexo e inerme a situação, mas comecei a responder. Jesus é o Filho de Deus que se fez homem para me libertar do pecado. Como tal, assumiu a natureza humana e divina, radicalmente diferentes entre si, mas necessária para o designo de Deus em minha vida: a salvação.

        Muitas vezes tenho posição individualista e subjetiva a respeito da pessoa de Cristo, e, preciso vigiar para não fazê-Lo a minha imagem. Quando isto ocorre, entendo que a minha relação com Deus deve se transformar: se a característica essencial do homem reside na sua relação com Deus no plano do ser (se o homem é homem é pelo fato de ser imagem de Deus), este, para realizar-se plenamente precisa viver e desenvolver esta relação, também num plano existencial.

        Portanto, é Jesus, o Deus encarnado, que me pede para ser decisivo, de não ter compromissos ou cumplicidade com o mal, pronto mesmo a privar-me das coisas mais desejadas, se estas me privam de possuir a Deus; de não ser motivo de escândalos e não me meter em situações perigosas, evitando-as para estar diante de Deus, e a sua graça fará o resto, transformando-me.

JESUS É FIEL!                                                                                                         Rafael Jácome

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A LUZ DO MUNDO – DEVOCIONAL 24/02/2010

Irmão Rafael Jácome
Jo 8.17: “De novo, lhes falava Jesus, dizendo: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá luz da vida.”

        Estava aproximando-me da casa da minha noiva quando um dos seus vizinhos me abordou: “Boa noite, tudo bem? Como vão as coisas?“ Nas suas perguntas percebi que ele queria aproximar-se de mim e iniciar uma conversa informal. Mas o que mais me chamou atenção foram suas palavras sobre o meu comportamento: “Fico impressionado como você é calmo, sereno, tranquilo,...”

        Enquanto conversava com ele, sentia dentro de mim uma enorme inquietação, como se não aceitasse aqueles “elogios”, pois não queria ser apenas reconhecido por minhas características humanas. Algo me deixava impaciente como que me alertasse: “é muito pouco, você não pode ser resumido a isto”.

        Despedi-me do senhor e quando cheguei em casa, abri a Bíblia e me veio este trecho de Jo 8.17. Conclui que a inquietação tinha uma justificativa: “Tu dás testemunho de ti mesmo, logo, o teu testemunho não é verdadeiro” (Jo 8.13), ou seja, de nada me vale se não ando na luz, se a luz do mundo, Cristo, não estiver em minha vida.

        É frustrante para o crente ser reconhecido apenas por suas qualidades humanas, ele tem que ser um imitador de Cristo, viver em plena unidade com o Deus Trino, estando no mundo, mas não sendo do mundo, pois das trevas o Pai já nos salvou.

        Percebam que a questão não é apenas da não conformidade com a minha natureza humana, ela é importante e vital para o meu relacionamento com Deus e com o próximo, no entanto eu QUERO MAIS e Cristo é quem deve resplandecer em minha vida – “Disse, pois, Jesus aos judeus que haviam crido nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a “verdade” e a verdade vos libertará”(Jo 8.31-32)

DEUS É FIEL!                                                                                                             Rafael Jácome

domingo, 21 de fevereiro de 2010

NASCER DE NOVO - DEVOCIONAL 21/02/2010

Irmão Rafael Jácome
Mt 18-25 - O nascimento de Jesus: “Ora, o nascimento de Jesus foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo...25Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.”

          Talvez os irmãos leram ou escutaram diversas vezes este trecho da Bíblia, mas é justamente ele que me fez refletir sobre o meu momento presente: “Dou oportunidade para Jesus nascer em mim?” “Sou comprometido com o Deus Trino?”- “Estou pronto a dar à vida pelo próximo?”

          Deus para concretizar o seu projeto para a humanidade viu em José um homem JUSTO - honrado, inocente, digno, em conformidade com as leis de Deus e dos homens. O seu caráter evidenciou sua relutância em expor sua esposa, Maria, ao repudiá-la perante testemunhas.

          Bem conhecemos o desmembramento desta história divina: Maria achou-se grávida pelo Espírito Santo(18); José homem justo(19); em sonho um anjo convidou-o a receber Maria(20), ...Culminou no nascimento de Jesus. Confirmou, desta forma, o cumprimento da profecia(Is7.14) "da virgem que conceberá e dará à luz um filho – chamado Emanuel: 'Deus conosco'". O Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo(Jo1.29).

          Deus nos convida a pureza, a dignidade... A sermos justos para recebermos seu Filho Jesus: a Salvação. Quando nos tornamos "virgens" Deus é conosco. O compromisso é matar nossos sentimentos carnais todos os dias e NASCER DE NOVO, deixando que os frutos do Espírito Santo renovem nossas vidas.

DEUS É FIEL!
Rafael Jácome

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A LIBERDADE DO HOMEM SÁBIO - devocional 19/02/2010

Irmão Rafael Jácome

Ec 9.16-18: “Então disse eu: melhor é a sabedoria do que a força,... 17 A palavra dos sábios ouvidas em silêncio, valem mais do que os gritos de quem governa entre tolos.18 Melhor é a sabedoria do que as armas de guerra, mas um só pecador destrói muitas coisas”.

          O homem sábio é aquele que é dócil a Deus (Jo 6.45) e verdadeiramente livre pelo sangue de Jesus. Tal liberdade encontrada nos sábios escapa das previsões e aos julgamentos humanos.

          O sábio é um homem espiritual; independentemente do seu status social, de ser rico ou pobre, ele tem a marca da eficiência no seu serviço a Deus e a comunidade. É superior aos tolos que simplesmente tagarelam, sem perceber que prejudicam a si mesmos pelos seus discursos.

          Sabedoria não é buscar ou conhecer tudo, mas saber escolher o que buscar e o que conhecer.

          Irmão(ã), medite no senhor, aguarde a voz do Espírito Santo e tome a decisão certa, fale o que Deus lhe pediu para falar, aja como o Senhor lhe revelou,... Assim o Espírito Santo lhe guiará na vontade do Pai.

A PAZ DO SENHOR!

Rafael Jácome

CORPO, ALMA E ESPÍRITO

Irmão Rafael Jácome
          Resolvi tirar algumas dúvidas sobre a relação entre “alma e espírito”, tanto confusamente usados nas pregações dos irmãos. Recorri a Wayne Grudem teólogo evangélico e notório professor de teologia sistemática. Preparei um resumo e espero compartilhar com os irmãos.
          Deus nos criou para haver a unidade entre corpo e alma, ressaltando que a Escritura ensina que existe uma parte imaterial na natureza humana. Muitas vezes as palavras alma e espírito são usadas indistintamente, por exemplo, em João 12.27; João 13.21; Lucas 1:46.47. Há uma clara evidencia de recurso poético com repetição usando palavras sinônimas,, mas diferentes.
          Wayne ainda cita que existe a intercambialidade de termos que justificam que pessoas que morreram e foram para o céu ou para o inferno podem ser chamadas de “espíritos”. Observe em Hb 12.23: 1Pe 3.19; AP 6.9 e Ap 20.4.
          Ainda pode ser observado o fato do homem ser visto como “corpo e alma’ como “corpo e espírito”: Mt 10.28; 1Co 5.5; Ti 2.26; 1Co 7.1. em todos os exemplos citados tanto a alma como o espírito refere-se a totalidade da existência imaterial de uma pessoa, de nossa existência.
          Não menciona a alma existindo separadamente do espírito, assim como que tudo que é dito que a alma faz é também dito que o espírito faz e vice e verso.
          Os tricotomistas tem dificuldades em definir qual é a diferença entre alma e espírito. Tendo em vista que a Escritura parece não permitir que tal distinção seja feita, Não é mencionado que as atividades do pensamento, do sentimento e das decisões são executadas somente pela alma. Nosso espírito também pode experimentar emoções: Atos 17.16; Jo 13.21 e Pv 17.22.
          Além disto, as funções de conhecer, perceber e pensar também podem ser executadas por nosso espírito: Mc 2.8; Rm 8.16; 1Co 2.11. Tudo isto confirma que tanto a alma como o espírito são termos usados para descrever o lado imaterial das pessoas em geral, é difícil ver qualquer real distinção no uso destes termos.
          Também não encontramos na bíblia de que o espírito é o elemento em nós que se relaciona diretamente com Deus na adoração e na oração. Veja a relação da alma em Sl 25.1; Lc 1.46. Assim como nestes trechos 1Sm 1.15; Dt 6.5; Mc 12.30, a alma pode adorar a Deus, louvá-Lo, e render-Lhe graças. Ambos são usados para falar de todos os aspectos de nosso relacionamento com Deus.
          Segundo a visão tricotomista geralmente encara-se o espírito mais puro que a alma e, quando renovado, livre do pecado é capaz de responder às sugestões do Espírito. Contudo, esse entendimento (que algumas vezes encontra lugar na pregação e nos escritos cristãos populares) não têm realmente apoio do texto bíblico. Veja 2Co 7.1; 1Co 7.34; Dt 2.30; sl 78.8; Pv 16.18; Ec 7.8; Is 29.24; Dn 5.20; Pv 16.2 (sugere a possibilidade do pecado em nosso espírito – ver Sl 32.2 e 51.10).
          Wayne Grudem conclui, afirmando: “É muito melhor entender que Jesus estava acumulando termos sinônimos para demonstrar enfaticamente que devemos amar a Deus com a totalidade do nosso ser. Igualmente, em 1 Tessalonicenses 5.23, Paulo não está dizendo que a alma e espírito são entidades distintas, mas simplesmente que, seja qual for o nome que possamos dar a nossa parte imaterial, ele quer que Deus continue a santificar-nos totalmente para o dia de Cristo".

(Grudem, Wayne – Manual de Teologia Sitemática, Editora Vida, págs. 208-211)
Rafael Jácome

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

ECONOMIA DE COMUNHÃO

Irmão Rafael Jácome
          Lembro-me como se fosse hoje das minhas lições de sociologia, quando a professora Vera Araújo batendo na mesa e esbravejando gritou: “Ferma-ti Raffaello la storia non é fatta de si”. Foi a primeira vez que vi uma nordestina do sertão pernambucano brava, contrariada com minhas estórias de Zé Migué, um camponês nordestino.
          Para ela a história é real e o condicional desvirtua os fatos históricos. Vera Araújo é professora do Movimento dos Focolares e é um dos nomes mais respeitados da teologia/sociologia do mundo católico europeu.
          Na Itália pude ter a oportunidade de conversar com ela sobre vários assuntos, entre eles as questões dos movimentos populares religiosos brasileiros e, principalmente, a comunidade de Canudos. Mas a sua maior contribuição para o meu conhecimento foi relativo à ECONOMIA DE COMUNHÃO. Uma das suas célebres frases: qualifica a pessoa humana como um ser que é aberto à comunhão, a relação com o Absoluto – Deus, com os outros, com a criação” (Gold, apud Araújo,1994, p. 72).
          A economia de comunhão é expressa através de uma ajuda, do tempo livre, do colocar as habilidades e energias à disposição daqueles que precisam, a colocar tudo em comum como a comunidade cristã primitiva, comunhão material é vista como um reflexo da comunhão espiritual que existe entre as pessoas.
          Pesquisadores e especialistas nas várias categorias do conhecimento humano definem a economia de comunhão como uma terceira via, para a qual tenderia a história após o comunismo e o capitalismo: Segundo a socióloga, Vera Araújo – “Alguns aspectos dessa experiência poderiam contribuir para consolidar os direitos da destinação universal dos bens e da propriedade privada, pois ela revitaliza os pressupostos absolutamente necessários para esta consolidação”. (Araújo, 1994, p.47)
          Como ela bem ressalta, é este direito de destinação universal dos bens e da propriedade privada um dos anseios mais profundos das sociedades, sobretudo dos países que ainda percorrem o árduo caminho, do assim chamado, desenvolvimento.
          Ontem (17) o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil – CONIC lançou a Campanha da Fraternidade com o tema: Economia e Vida e tem o lema: “Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro”. (Mt 6.24). Foi o que me fez relembrar a professora e um pouco das suas histórias.

Rafael Jácome

CRESCER NAS DIFICULDADES - DEVOCIONAL 18/02/2010

Irmão Rafael Jácome

Rm 5.3: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança.”

          Outra dia escrevi para alguns amigos sobre o quanto sou grato a Deus por está passando algumas dificuldades na minha vida. É uma experiência sempre nova, aonde o diálogo entre eu e o Eterno Pai é profundo: falo com Ele e O adoro; vejo os frutos e as conseqüências da minha intimidade (Jo 15.16).
          Chego a não entender algumas coisas: humilhações, decepções, fracassos, dificuldades financeiras, a ausência de amigos,... Mas sei que tudo é permissão de Deus. Ele me dá o discernimento que às vezes é preciso “ saber perder” para merecer a vitória.
          Em Isaías 40.31 me vem o conforto: “Mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”
           O Senhor é meu refúgio e com Ele venço o temor mundano nestes dias de crises. Mediante a fé confio na sua Palavra, mesmo quando as circunstâncias parecem negar a veracidade das suas promessas. Eu sou filho da promessa e Jesus é o meu único e suficiente Salvador.

A PAZ DO SENHOR!
Rafael Jácome

ABANDONADOS À PRÓPRIA SORTE

JORNAL TRIBUNA DO NORTE
Abandonados à própria sorte

Publicação: 07 de Maio de 2006 às 00:00

Alex Régis GRANDE NATAL - Passageiros reclamam do serviço de tranporte coletivo

Trens servem como uma alternativa

          Para quem mora em Parnamirim, Ceará-Mirim ou Extremoz (ou entre os itinerários das localidades) uma saída para economizar e escapar dos atrasos e engarrafamentos é recorrer aos trens. O fluxo de passageiros diário é de cerca de dez mil pessoas e há estações espalhadas em todo o percurso entre os municípios.
          São três locomotivas, mas segundo o gerente de Planejamento da Companhia Brasileira de Trens Urbanos no Rio Grande do Norte (CBTU), Rafael Jácome, apenas duas estão operando em razão do acidente ocorrido em fevereiro (um trem descarrilhou no Passo da Pátria no último dia 22 de fevereiro).
          O bilhete custa apenas R$ 0,50 e o passageiro ainda pode reaproveitar a integração de trens. “Quem vem de Ceará-Mirim e quer ir para Parnamirim pode fazer a integração de trens na Ribeira sem precisar pagar outra passagem”, ensina Rafael Jácome. Segundo ele, o sistema que vem de Ceará-Mirim ainda absorve a população de Extremoz.
          No entanto, sabe-se que o sistema de trens urbanos é uma alternativa que ainda deixa a desejar em Natal. Mas Rafael Jácome garante que é realizada uma revisão diária nas locomotivas. “Fazemos uma inspeção rotineira nos equipamentos, mas há uma série de mudanças previstas para melhorar o sistema de trens urbanos em Natal.”
          O gerente se refere a um grupo de estudo que foi formado nos últimos dias para encontrar propostas e soluções para a melhoria do sistema. A intenção é fazer um mapeamento em todo o trecho dos ramais norte e sul, observando precariedades, problemas e propostas de soluções.

CBTU APRESENTA ESTUDO PARA VEÍCULOS LEVES SOBRE TRILHOS - VLT

Natal
JORNAL TRIBUNA DO NORTE

CBTU apresenta estudo para veículo leve sobre trilhos
Publicação: 26 de Maio de 2006 às 00:00

João Maria Alves PROJETO - Investimento para substituição dos trens é de R$ 162 mi

          Estudo da CBTU que prevê a mudança dos trens para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) apresenta como indicação de implantação um trecho que vai da Zona Norte até o Cefet.  Natal é a cidade escolhida pelo Governo Federal para pilotar o projeto. Esse é um meio de transporte ferroviário mais leve, que produz menos impacto na estrutura urbana, além de ser mais rápido, confortável e seguro. “É um intermediário entre o trem e o metrô”, explicou o superintendente da CBTU, José Fernandes.
          O transporte subterrâneo, por sua vez, foi descartado já que a instalação seria inviável por ser muito cara para a cidade de Natal. “Precisa de um investimento muito grande e a demanda seria insuficiente para justificar o metrô”, diz Rafael Jácome, gerente de planejamento da CBTU.
          A bitola de 1m já instalada no estado será aproveitada e o trecho terá início em Nordelândia, na Zona Norte, passando pelo Alecrim, onde serão construídos mais 3,5km de ferrovia, e terminará em frente ao CEFET. O objetivo a longo prazo é expandir o trajeto até Capim Macio. Ainda não se sabe por quais avenidas do Alecrim passará o trem, mas os estudos apontam a Presidente Bandeira ou Alexandrino de Alencar. O intervalo entre Ceará-Mirim e a Zona Norte continuaria com o sistema atual, mas receberá os carros da área metropolitana de Natal, que serão aproveitados para agilizar o tempo de espera do transporte entre as cidades.
          O intervalo de saídas será drasticamente reduzido. Atualmente esse tempo é de 2 horas, e passará a 15 minutos com o VLT. A expectativa é que o volume de passageiros suba de 10.000 para 61.000 por dia. A abrangência que hoje é de 43% da população de Natal deve passar, considerando-se 2km à direita e à esquerda do trilho, para 69%.
          O novo trem é uma adaptação brasileira daqueles usados nas cidades européias. Ele garante mais segurança e acessibilidade dos usuários, além de ser climatizado. “Por isso, espera-se que o perfil dos usuários de trem mude”, conta Rafael.
          O próximo passo é conseguir a integração do transporte público ferroviário com o rodoviário, que garantiria mais agilidade aos usuários. Mas o gerente adianta que “é preciso fazer um planejamento melhor, pois temos que pensar nas tarifas que seriam modificadas”. O trem, com isso, ficaria mais caro.
          O projeto está orçado em R$ 162 milhões e previsto para entrar no Plano Pluri Anual (PPA) no ano de 2007. Após a inserção no planejamento da união, a verba deve ser arrecadada até o ano de 2010. Rafael Jácome acredita que os governos estadual e municipal devem entrar com contra-partidas.
          O ministério das Cidades liberou R$64 milhões pelo programa Pró-Transporte, que visa a melhoria do transporte urbano para reformar os vagões utilizados hoje na capital.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

A ONDA EVANGÉLICA

Irmão Rafael Jácome

          Com o aumento da “onda” de cantores gospel e com a compra de canais de rádio e televisão por igrejas, a mídia abriu espaços para o mundo evangélico. Até parece que é verdade, no mínimo se aproxima da realidade, mas não é. São novas lideranças que saem em busca de caminhos para poder vender os seus produtos, suas igrejas, suas idéias,... Mas, existe algum aspecto ético na formação destes novos líderes?

          Muitos carecem de uma experiência própria com Deus e se baseiam somente no conhecimento técnico, saber cantar, louvar, pregar e dos livros de teologia. Nunca ocorreram tantas decepções e desentendimentos como hoje em dia no meio evangélico, e, problemas que antes eram resolvidos com oração, jejum e diálogo e na presença de Deus, são debatidos na mídia e divulgados no mundo dos ímpios. Muitos novos obreiros e lideranças estão dispostos a colocar em prática seus objetivos sem consultar a Deus e assim trazem prejuízos para o Evangelho, então o Senhor não encontra mais espaço na vida desses homens.

          Existem igrejas evangélicas que prezam e são reconhecidas por seu zelo em ensinar a doutrina bíblica. Num contexto como o atual, onde muitas delas pregam o evangelho da prosperidade ou com outras características é importante observar os seus objetivos e suas metas. A Bíblia não mudou e Deus não muda, então precisamos está atentos aos propósitos destas doutrinas. O Espírito Santo nos ensina por meio da doutrina bíblica. A vida da Igreja deve estar baseada em tudo o que Jesus nos tem ordenado em sua Palavra.

 Rafael Jácome


O PRINCÍPIO DA UNIDADE

Irmão Rafael Jácome
          Com a queda do homem perdemos a nossa integridade e rompemos a unidade com Deus. O rompimento caracterizou a escolha do mal como o supremo da vida. Entre o bem e o mal, o homem escolheu a maldade, pois tudo que é do bem provém de Deus.

          Nesta escolha abandonamos a Deus, tendo em vista que nossa conduta de pecadores não se mistura com a santidade de Deus. É este o princípio de tudo: o que fez Deus continuar o seu projeto para com a humanidade? Ora, se O abandonamos, não haviam motivos para a existência.

          Sabemos que nada existe fora de Deus, e todo crente deve ser convicto desta condição. Por felicidade e gratuidade, o senhor nos amou de tal maneira que nos cedeu a Graça. É ela o princípio de todos os movimentos dos filhos de Deus e de todas ações do cristianismo.

          A Graça é ação que Deus fez para a nossa existência, é um presente seu para a humanidade. Nós, após a queda do homem, jamais fomos merecedores da nossa existência. Veja o que diz Paulo em Romanos 3. 10-18.

          Portanto, Paulo afirma: "Porque pela Graça sois salvos; mediante a fé; e isto não vem de vós, é Dom de Deus." (Ef 2.8)

          A nossa existência é a primeira ação Redentora do projeto de Deus para o homem. Permitiu-nos que mesmo não sendo justo com o Pai, onde perdemos a unidade humana, mas nos concedeu a capacidade do relacionamento, do diálogo, da vida, da família e da esperança.

          Pela Graça de Deus foi-nos enviado o seu filho Jesus Cristo – marco da nova Aliança, complemento da sua ação redentora. Jesus é a única esperança da humanidade: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu ferirás o calcanhar” (Gn 3-15).

          O trecho acima descreve a longa batalha entre o bem e o mal, com Deus como o vencedor final através de Jesus Cristo, o último Adão. Assim sendo, cabem as palavras de Jesus: “a fim de que TODOS SEJAM UM, e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo17.21)

          É este o compromisso da Nova Unidade: anunciar o Reino e apresentar Jesus como o único e suficiente Salvador.

Rafael Jácome

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O CIDADÃO DOS CÉUS


Irmão Rafael Jácome
Sl 15 1-5: “Quem, Senhor, habitará no teu tabernáculo? Quem há de morar no teu santo monte?2 O que vive com integridade, e pratica a justiça, e, de coração, fala a verdade. 3 O que não difama com sua língua, não faz mal ao próximo,...5 O que não empresta o seu dinheiro com usura, nem aceita suborno contra o inocente. Quem deste modo procede não será jamais abalado.”

          Muitas vezes somos pegos pelos noticiários de envolvimentos de crentes em questões de subornos, favorecimentos e apropriação indébita de bens. Isto ocorre naqueles que não temem a Deus! Apesar de sermos todos criados pelo mesmo Pai Eterno, apenas os fiéis justos podem chegar à sua presença.

          Este Salmo é um convite a santidade, o que significa está em plenitude no Senhor, e exige uma transformação radical em nosso modo de falar, agir e pensar. E como esta condição de viver em santidade não é natural para nós, principalmente no confronto com nossa natureza carnal e pecaminosa, devemos deixar o Espírito Santo operar em nossas vidas.

          Em Isaías 33.14-17 também encontramos esta pergunta e nos retrata a agonia dos não tementes a Deus: assombram-se os pecadores e o tremor apodera-se dos ímpios, mas “Quem dentre nós habitará com o fogo devorador? Quem dentre nós habitará com chamas eternas? O que anda na justiça e fala o que é reto; o que despreza o ganho da opressão; o que, com um gesto de mãos, recusa aceitar o suborno; o que tapa, os ouvidos, para não ouvir falar de homicídios, e fecham os olhos, para não ver o mal.”

A PAZ DO SENHOR!
Rafael Jácome

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A EVASÃO DE CERÉBROS BRASILEIROS

CONSULTOR: Rafael Jácome
           Os países que alcançaram um bom nível de desenvolvimento econômico e social investiram fortemente em educação, aproximadamente 9% do PIB (Produto Interno Bruto). No Brasil é aplicado algo em torno de 3,8% do PIB e em São Paulo, o estado mais desenvolvido do país, aplica aproximadamente 2,8% no setor. Por Lei (Constituição Federal de 1988) estados e municípios são obrigados a aplicar 25% do total dos seus recursos, enquanto que a União nunca menos de 18%.
          O Brasil precisa rever suas políticas públicas educacionais, não só na base, no ensino básico, mas em todos os níveis – um sistema educacional universalizado e de boa qualidade. Atingindo finalmente os pesquisadores que são formados pelas universidades, financiando a formação dos cientistas em instituições brasileiras ou no exterior, por meio de bolsas de estudos, aparelhar e manter laboratórios e remunerar com salários compatíveis com o mercado internacional.
          Os salários não podem ser baixos, senão ocorre a chamada “evasão de cérebros”, isto é, cientistas e pesquisadores emigram para países que os remunerem melhor e de maneira mais compatível com seus conhecimentos. Um país que não tiver pesquisas que possibilitem produzir mercadorias tecnologicamente avançadas, está condenado a ficar para trás na corrida em busca de mercados, e o que é pior, a criar grandes obstáculos para seu crescimento econômico.
          Verdadeiramente o nosso país necessita de um projeto nacional de desenvolvimento que concentre o estado em questões estratégicas, procurando articular o desafio da modernização de estrutura produtiva, com a superação da opressão social que atinge mais de 30 milhões de brasileiros que sobrevivem abaixo da linha de pobreza. Essa realidade exige clareza às prioridades do país e nada é mais importante do que a educação.

Rafael Jácome

GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL – O ENSINO BÁSICO

CONSULTOR: Rafael Jácome

          A população natalense mais uma vez foi prejudicada pela ineficiência do planejamento escolar da Secretaria Municipal de Educação: faltam vagas para a demanda de alunos. As famílias de bairros periféricos, principalmente os moradores da zona norte, não tem aonde matricular os seus filhos. Um problema que anualmente ocorre, trazendo prejuízo para as comunidades e aumentando o índice de crianças fora da educação formal.

          Caracterizada pela precariedade do ensino, com elevado número de evadidos, desestimulados com a má qualidade dos serviços oferecidos pela escola, desempenho escolar fraco, chegando a ser catastrófico, com professores de baixo nível de qualificação e mal remunerados, a educação reflete as políticas públicas de suas gestões administrativas. Além do mais, as escolas possuem instalações físicas inadequadas e, fechando esse quadro caótico, existe uma estreita relação com a pobreza material e pobreza cultural, onde os mais pobres são os que têm maiores dificuldades de permanecerem nas escolas, mesmo com os programas do governo federal.

          Não temos políticas consistentes em nenhum nível da nossa educação. Para se ter um ensino de qualidade é necessário investimentos nos níveis básicos, e, o que se percebe, é a existência de uma política deliberada de abandono da escola pública pelo poder público. O setor de ensino não tem atendidas suas mais elementares necessidades. Estamos na metade do mês de fevereiro, o ano letivo iniciando e os pais não sabem aonde os seus filhos vão estudar.

Rafael Jácome

JESUS SE FAZ PRESENTE NO POBRE - DEVOCIONAL 09/02/10

Irmão Rafael Jácome
Mt 25 35-36.45: Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes; 36Estava nu, e me vestistes; enfermo, e me visitastes; preso e fostes ver-me....45Então, lhes responderá: Em verdade vos digo que, sempre que o deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer.

          Como vemos na leitura, Jesus se faz presente no pobre. Mas esta presença lhe custou à vida. No calvário, Ele está unido aos homens, não na glória e no poder, mas em sua situação de maior miséria e sofrimento. Ele espera que essa união se estenda por meio do serviço e da caridade, a todos os homens, sem acepção de pessoas, porém focando no pobre. O pobre é o predileto de Deus e Deus tem um amor especial pelo pobre. A Bíblia afirma que Nunca deixará de haver pobres na terra (Dt 15.11), mas convida a abrir a mão para o pobre na terra. Em Mc 14.7 encontramos que “os pobres sempre os tendes convosco e, quando quiserdes podeis fazer-lhes bem” ou ainda em Tg 2.5 “Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do reino que ele prometeu aos que o amam?”
          O cristão pode encarar o pobre como um próximo ou como um objeto de estudo, mas pode-se encontrá-lo como um apelo, no qual ninguém pode se esquivar. É o menor abandonado, o condenado à morte, o doente incurável, a mulher violentada, o solitário e marginalizado, as vítimas de atentados e das guerras, os drogados, os sem tetos, as multidões esfaimadas da África, os excluídos sociais, ... O pobre está em toda parte! Sua presença é um convite ou uma recusa ao amor.
          É um mistério.!
Rafael Jácome

OS ÍDOLOS CONTEMPORÂNEOS MANIPULAM OS VALORES E AS PESSOAS.

   Irmão Rafael Jácome
       O mundo sempre esteve imerso de problemas de todos os tipos e na complexidade da sociedade contemporânea, comporta relações de extrema desigualdade. Fruto do descaso dos governos e da exacerbada exploração capitalista, a marginalidade social alastra-se no espaço público, criando situações dramáticas, reveladores de desníveis sociais cada vez mais contrastantes, onde os atentados contra a vida geram conflitos sociais permanentes e aprofundam a tensão entre o indivíduo e a sociedade. Qual a raiz de tantos problemas?

          “A causa dessa situação de miséria é a idolatria. A sociedade contemporânea é idólatra. Um de seus grandes problemas é o de admitir a existência de ídolos em seu meio e como centro de sua existência”. Como é citado nos estudos sobre a idolatria do mercado - Ensaios sobre economia e teologia – de Hugo Assmann e Franz Hinkelammert. Eles afirmam: “Esse tema, em aparência tão antigo e ultrapassado, é paradoxalmente um dos temas mais atuais do mundo. Sinal disso são os vários estudos que se fazem, a partir de muitas perspectivas, desse tema. Mudou certamente o rosto dos ídolos, não são mais estátuas de pedra impassíveis ao sofrimento de inocentes. Hoje, os ídolos têm outras faces, outras máscaras, que fascinam e iludem com o mesmo propósito de sempre: diminuir a violência social pela escolha de uma vítima e manter o poder e a riqueza de quem representa essa divindade, ocultando a violência da situação com as ideologias”.

          Os novos ídolos fabricam a ilusão da mentira, onde manipulam os valores e pretendem manipular as pessoas. O maior canal de propagação de suas idéias, são os meios de comunicação social que, em geral, representam grupos de poder e oferece como valores o consumismo, o luxo, a busca desenfreada do prazer, a ambição pelas riquezas e a busca do poder. Há uma verdadeira inversão dos valores, criando as condições para manipular o valor mais fundamental existente: o valor da vida do ser humano, que deve ser respeitado, desde sua concepção até sua morte, sem acepção de pessoas, independentemente de sua condição pessoal, social, ou econômica. Dessa forma, as situações de injustiça acabarão sendo consideradas normais na consciência da sociedade.

          Outro aspecto que os novos ídolos fabricam é o do ocultamento das causas da miséria e opressão. Buscam-se justificativas para a manutenção do poder de determinados grupos e do seu status quo, com a criação de teorias que materializam por meio de preconceitos ou falsidades. Desviam o foco das pessoas e passam a usar as imagens da TV, da internet e do avanço tecnológico. É esta a função do mercado utilizado por quem detém o poder: “para se ocultar essa miséria, sinal de morte, apresentam-se essas multidões como vítimas necessárias para a produção de riquezas, garantia da vida de alguns. Por esse processo, que pode ser considerado uma divinização da morte, cria-se um ídolo mantido com o sangue de muitos para a “redenção” de poucos... A lei do valor aparece como a única lei válida. Deste modo, substitui-se a lei natural. Esta lei natural identificada com a Lei do Valor só conhece a vida do capital no mercado, ao qual há que sacrificar toda vida humana em caso de necessidade. Esta imposição inflexível das leis é característica dos sistemas sacrificiais idolátricos"

          Mas, nada disto muda se o homem não aceitar Jesus como o seu único e suficiente salvador. A luz dos estudos exegéticos e históricos, é sempre mais comum, na teologia, considerar que o amor de Deus se expressa na totalidade do mistério de Cristo: de sua vida terrestre, de sua mensagem sobre o Reino, de seu compromisso com os pobres, da eleição dos doze, de sua rejeição pelo povo judeu e de sua morte na cruz, de sua ressurreição e exaltação, e do envio do Espírito Santo. Jesus é o nosso caminho normativo, é objeto de nossa fé, lealdade e amor.
Rafael Jácome


domingo, 7 de fevereiro de 2010

RECOMEÇAR EM FAMÍLIA – DEVOCIONAL 07/02/10

Irmão: Prof. Rafael Jácome

• LEITURA: 1 COR. 9,24-25:
24 NÃO SABEIS VÓS QUE OS QUE CORREM NO ESTÁDIO, TODOS, NA VERDADE, CORREM, MAS UM SÓ LEVA O PRÊMIO? CORREI DE TAL MANEIRA QUE O ALCANCEIS.
25E TODO AQUELE QUE LUTA DE TUDO SE ABSTÉM; ELES O FAZEM PARA ALCANÇAR UMA COROA CORRUPTÍVEL, NÓS, PORÉM, UMA INCORRUPTÍVEL.

          Paulo com o propósito de consolidar o Evangelho aos coríntios pregava por uma compulsão divina e tinha confiança de receber um galardão. Ele ansiava relacionar-se totalmente com Cristo através do amor e da livre escolha. Seu galardão era de pregar gratuitamente, testemunhando o amor de Jesus Cristo. Mas, para isto ele convidava a todos a ter uma ferramenta essencial para concretizar a meta: a auto-disciplina.
          Aqui cabe, portanto, a comparação entre as metas dos desportistas que buscam o primeiro lugar nos jogos, a “medalha de ouro” e o staff de ser o melhor do mundo. Mas para os atletas atingirem a vitória precisam de muitas horas de treinamentos, pois não há treino sem possibilidade de evolução, de perfeição. Mas o que estes grandes “ascélticos” buscam é uma coroa corruptível, que passa e para nós cristãos não nos leva ao Reino.
          Os crentes lutam pela Coroa Incorruptível, no entanto, devem praticar a autonegação e o autocontrole mesmo em assuntos que são moralmente indiferentes. Paulo, entretanto, declara que o cristão recebeu uma NOVA FONTE DE ENERGIA: A GRAÇA DE DEUS, através dela entra o homem em nova dimensão: sua realização plena chama-se santidade. Mas é muito IMPORTANTE: Não convém correr a toa para a gloriosa META, é necessário: Conhecer o caminho, o ponto de partida e avaliar as forças. Portanto: IMPORTA CONHECER PRIMEIRO A REALIDADE HUMANA QUE SE DEVE LEVAR À PERFEIÇÃO. CONHECER E ACEITAR.
          Para que isto aconteça o crente precisa ser disciplinado, pois “grandes passos, mas fora do caminho, leva o homem a caminhos errados”(Agostinho). De que vale acertar fora da Vontade de Deus? Também é preciso dá o primeiro passo: Deixar-se transforma pelo Espírito de Deus, pois “não se pode transformar o que não se aceita”(Jung). Deixe o Eterno Pai tomar conta da sua vida. O Importante é RECOMEÇAR: “Eu esqueço deveras o que fica para trás, e lanço-me todo para frente” –Fil. 3,13
          VIVER O MOMENTO PRESENTE! Comece o seu dia declarando ao seu cônjuge: “AMOR, EU QUERO RECOMEÇAR!”, diga também aos seus filhos e você verá que as dificuldades e as vitórias no casamento propiciam um novo começo em cada uma destas ocasiões. Os problemas de relacionamento, as discussões, as brigas, as dificuldades financeiras, a destruição de sonhos, a frustração em derrotas, todas estas coisas são só o começo – temos que nos preparar para outras lutas que virão.
          RECOMEÇAR NA UNIDADE da família! Buscar o Reino e a Justiça de Deus em primeiro lugar (Mt. 6,33). Seja qual for a situação do seu lar, ora recebendo bênçãos, ora tribulações, devemos ficar alegres em, através delas, desenvolvermos perseverança e atingirmos a perfeição e a integridade do caráter de Cristo (Tg 1.2-4).
          Vivendo o momento presente, com o Espírito de Deus em meio a sua família, em que a alegria for grande demais, ou a frustração, insuportável, é bom lembrar: É SÓ RECOMEÇAR.

 Rafael Jácome

sábado, 6 de fevereiro de 2010

AMAR SEM ACEPÇÃO DE PESSOAS - DEVOCIONAL 06/02/10

Irmão Rafael Jácome
Tiago 2. 9: "Se, todavia, fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo arguidos pela lei como transgressores."

         A palavra acepção evidencia "fazer distinções entre pessoas" com base em seus níveis de influência, mostrando preferência pelos ricos e poderosos. O Deus imparcial mostra a todas as criaturas o mesmo amor, graça, bençãos e benfícios de sua salvação.

         Os crentes não podem amar ao próximo como a si mesmo e fazer acepção de pessoas, pois ambas as atitudes são naturalmente exclusivas. Demonstrar o favoritismo descrito nesta passagem é cometer pecado. Deus nos convida a amar a todos, a dar a vida pelo próximo, a ser um com o irmão. O Pai Eterno está presente em todos: no branco, no pardo, no negro, ,,, no ateu, no crente,... no rico, no pobre, ... Ele nos convida a amar concretamente.
         A PAZ DO SENHOR!

A CERÂMICA VERMELHA - O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Desenvolvimento Local Sustentável


CONSULTOR: Prof. Rafael Jácome
         Falemos sobra à dimensão econômica que assegura continuidade e crescimento de oportunidades de desenvolvimento econômico local, ampliando as ocupações produtivas, a geração de empregos, a melhoria de renda de indivíduos e famílias, e a exploração sustentável dos recursos ambientais, econômicos e sociais dos municípios. A indústria cerâmica deve ser melhor contextualizada, caso os prefeitos das cidades onde se encontram pólos do setor, privilegiassem projetos de desenvolvimento econômico local, focados na promoção da melhoria da qualidade e da efetivação da produção ceramista, garantindo que as presentes e as futuras gerações possam igualmente usufruir dos benefícios do desenvolvimento e do bem-estar social, produzido pelo setor cerâmico.

         A população pobre brasileira necessita melhorar sua qualidade de vida e apesar de o Brasil ter tido grande crescimento econômico, o seu desenvolvimento social está entre os mais fracos índices do mundo. É necessário que se criem em todos extratos sociais, medidas que visem estabelecer a ordem social. A educação necessita de investimentos, levando as crianças para as escolas, aumentando o número de escolas técnicas, a dimensão social na busca de promover a inclusão social, valorizando o potencial das pessoas e dos grupos mais vulneráveis da sociedade – os pobres, os idosos, os deficientes, as mulheres, etc. – Prover o estabelecimento de parcerias com grupos e movimentos sociais.

         Desde o evento no Rio de Janeiro do lançamento da Agenda 21, o meio ambiente costuma ser visto pelos gestores públicos municipais como fonte de problemas associados à poluição – da água, do ar, do solo -, contribuindo para aumentar a vulnerabilidade ambiental do Município e as situações de risco que afetam a saúde e a segurança física e patrimonial dos municípios. São problemas críticos cuja origem principal está diretamente relacionada com os déficits habitacionais e de saneamento ambiental que afetam principalmente a população pobre que reside no Município, embora seus efeitos afetem a qualidade de vida de todos os habitantes, tanto na área urbana quanto na rural.

         O governo brasileiro preocupado com esses dados está lançando o Programa – ”Minha Casa, Minha Vida”, exatamente para atender o déficit de habitação do país. São oito milhões de pessoas que não tem acesso a moradias, e, com este Programa o governo Lula pretende atingir aqueles que nunca tiveram oportunidades de ter sua casa própria. Muitas pessoas que deixaram o nordeste brasileiro para os grandes centros, com vergonha de retornar aos seus lares, as suas cidades, ficam muitas vezes morando nas ruas e nos abrigos municipais . Com este programa, com a construção de casas, o governo está estimulando a fixação do pobre em suas cidades, além do setor de construção civil e, de conseqüência, o da indústria cerâmica.

PASTOREAR OS FIÉIS SIM, O DINHEIRO NÃO!

Irmão Rafael Jácome
Jo 10 1-2: “Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador.2Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas.”

         O pastor que não entra pelo chamado dos fiéis, pela eleição dos irmãos, pela provisão de Cristo, mas por prêmio ou pela força dos parentes ou do poder, esse não é pastor, mas ladrão e salteador. Ele tem que ter o chamado de Deus (Is 6 8-9), pois recebem designação divina para liderar.

         É evidente, pois, que alguém é pastor somente se guardar as ovelhas, protegendo, defendendo e vigiando, se não procurar os ganhos terrenos, mas os celestes, se não defender os seus próprios interesses, mas os dos outros, de tal forma que não deseje pastorear pela ambição do dinheiro, mas para aumentar a fé do povo, a fim de que com os fiéis conquistem a ousadia da fé de arriscar, confiar e entregar-se a causa de Deus. (Gn 12 1-20; 17 1-27; 22 1-19).

         É preciso ter compromisso total (At 26 19) ao espírito do seu chamado, a fim de que com os fiéis e para eles receba a retribuição eterna: não para ser senhor, mas pai; não para castigar e perseguir, mas para nutrir... Não para odiar, mas amar a todos, incentivar os bons, disciplinar os maus. O pastor não foi constituído para dominar as ovelhas, mas para ser modelo de todos e para, com o seu exemplo, edificar a todos e não perder ninguém.

         Tem que assumir o controle (Ex 27 1-28.43) com ações sábias de um verdadeiro líder, exercendo sua autoridade (Ex 28 1-2), pois será réu de tantos homicídios quantos forem os que vierem a perderem-se por seu mau exemplo, ou não os guardar com a sua vigilância. É Jesus Cristo que o constitui guardador de almas, e, aquele que não observa os ensinamentos de Cristo, a Sua Palavra e abandona a doutrina ou ensina de forma diferente, não é pastor, é um pseudopastor.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

FILHOS E HERDEIROS – Ro 8 12-14 - DEVOCIONAL 05/02/10

Irmão Rafael Jácome

“Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne.13Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis.14Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus.”
         Paulo nos convida a observarmos duas direções de vida e suas conseqüências. Quando escolhemos viver segundo a carne, entramos no caminho da morte, e esta não é a escolha do verdadeiro cristão. Mas se caminharmos convictos no processo de santificação, isto é, crescendo em santidade, na vida cristã, certamente viveremos e atingiremos o Reino de Deus.
         A proposta é mortificar os desejos pecaminosos da natureza humana, das tentações e das coisas mundanas e deixarmos ser “guiados pelo Espírito de Deus”. Quanto mais formos guiados pelo Espírito Santo, mas obediente a Deus seremos e viveremos conforme sua Vontade.
         Assim agindo, estaremos em plena união com Deus, ouviremos e seremos sensíveis as inspirações do Espírito Santo, observando às Escrituras. É a certeza da nossa vitória, a garantia da nossa glória, mesmo quando sofremos, mas é Deus que nos guia e nos dá a glória eterna. O Espírito nos concede a segurança de que somos filhos de Deus.

         Deus nos torna livres! AMEM.

PARTE PROFESSOR GERALDÃO

         A triste notícia do dia é o falecimento do professor GERALDÃO, o maior e melhor professor de história do Rio Grande do Norte. A causa diagnosticada foi de “asfixia pulmonar”. Natural da cidade de Macau, cidade que tanto amava e divulgava, após sua saída do Seminário onde estudava para ser padre, começou a dá aulas nos melhores cursinhos e colégios de Natal. É difícil não ter algum aluno dos anos 80 e 90 que não passaram por suas mãos.

         O estado perde um dos seus ícone intelectual mais importante, particularmente foi quem me inspirou para ser professor de história. Deixava de fazer alguma tarefa, para ficar nas janelas das salas do Cursinho Ferro Cardoso ouvindo os seus ensinamentos. O seu conhecimento cultural era enorme, um poço de sabedoria e sensatez. Com o seu forte timbre de voz, conseguia a atenção dos pré-vestibulandos e enriquecia-os de conhecimentos.

         Geraldão também gostava de atividades extra-sala de aula, era comum ele conduzir os alunos para um “passeio” cultural pelos principais pontos históricos da grande Natal. Afetuoso, carinhoso com seus alunos, exigente, amigo, disciplinador e acima de tudo ético. O meu professor vai deixar muitas saudades no meu coração e na educação do estado.

         O enterro aconteceu hoje, às 17h no Cemitério Morada da Paz em Emaús., com a presença dos diversos amigos - o adeus foi simples e belo. Rogo ao Eterno Pai que chegue com conforto para sua esposa Socorro Evangelista e seus filhos e filhas e que como o próprio Geraldão dizia: “Eu conheço o caminho”; Jesus Cristo é “o caminho, a verdade e a vida”.

A NOVA VIDA – Rm 12 1.2 - DEVOCIONAL -04/FEV/10

Ir. Rafael Jácome

"Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto racional. Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus."

Paulo nos ensina a viver concretamente o cotidiano do Evangelho, refere-se nos seus ensinamentos à capacidade do discernimento de conhecer a Vontade de Deus, tomar a decisão através do Espírito e a concretizá-la com perfeição.

A palavra "conformais" refere-se a conformar-se com o estilo ou aparência externos, acomodando-se a um modelo ou padrão. Para o cristão esta palavra nos indica que devemos cortar toda e qualquer conformidade das coisas mundanas. Mesmo aquelas aparentes ou superficiais apresentadas pelo sistema mundial ou qualquer tipo de acomodação com seus costumes, é fatal para a vida cristã.

Ele exorta todas as misericórdias (benefícios) que recebemos do Eterno Pai e, como tal, precisamos responder adequadamente, como "sacrifício vivo", oferecendo o nosso corpo (tudo o que somos) a Deus. A nossa resposta concreta é o compromisso da adoração em corpo e espírito à compaixão e misericórdia de Deus.

A palavra século é, literalmente, "era". Refere-se a um sistema ateu e regido pelo deus Satanás (2Co 4.4), cujo não devemos aceitar o seu modelo. Paulo nos convida a sermos transformados por um entendimento renovado comprometido com o Reino de Deus. Este compromisso é proclamar ousadamente o Evangelho, libertando o poder criativo da Palavra de Deus crendo nela, resistindo quando tentado pela descrença, sabendo que Ele faz o que promete e que pelo sangue de Jesus, nós somos vitoriosos.

Portanto, podemos viver sob a ação da sabedoria e compreensão criada pelo Espírito e nos levará a contemplar e a experimentar quanto a Vontade de Deus por nós seja a boa, agradável e perfeita.

     

PROBLEMAS AMBIENTAIS DEVEM SER RESOLVIDOS JUNTO COM O COMBATE À POBREZA

   DESAFIOS DOS GESTORES 
CONSULTOR: Prof. Rafael Jácome
        O desenvolvimento sustentável para ocorrer dever haver uma integração entre o desenvolvimento econômico (Capital Produtivo), a equidade social (Capital Social) e a preservação do meio ambiente (Capital Natural), quando apenas um caminha sozinho, nenhum deles chega a bom termo. Desta forma é necessário termos políticas eficientes e eficazes para que assim se possa combater a pobreza e eliminar a miséria e as desigualdades sociais.

          O Brasil já foi palco de muitos acidentes ambientais, lembro, porém, do caso da Baía da Guanabara, que devido exatamente a falta de políticas sérias, aconteceu o retardamento na retirada do óleo, ocasionando um desastre ecológico, ambiental e social. Sabemos da necessidade do homem em relação à natureza, e, diante de um problema como este, que abalou tanto o lado do meio ambiente devido a poluição das águas por causa da presença do óleo, assim como o econômico com a morte de peixes e do abalo da pescaria, prejudicada e deixando vários pescadores inativos e sem poder pescar por muito tempo. Isto ocasionou um impacto social enorme, principalmente com o isolamento das moradias vizinhas da baía.

          O gestor público deve perceber a importância da implementação de políticas de sustentabilidade social para a eliminação da miséria e da desigualdade social, do equilíbrio econômico e controle e transparência dos gastos públicos, da moralização institucional através de uma gestão participativa, aberta e flexível a sociedade, e por fim, de políticas equilibradas que acabe com a anarquia e perversidade eleitoreiras , que inibe a autonomia e a criatividade da sociedade.







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

A INDÚSTRIA DA CERÂMICA VERMELHA 4 - PROBLEMAS AMBIENTAIS

A RELAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE
CONSULTOR: Rafael Jácome

          Nas áreas onde estão concentradas as indústrias cerâmicas, são caracterizadas pelo desmatamento e agressões ao solo. Atingem enormemente a vegetação e o solo com drásticas conseqüências em suas composições geográficas. No nordeste é comum o desaparecimento das matas e o surgimento de áreas “semi desértica”, como percebemos em nossas viagens e visitas as indústrias. O meio ambiente vem sendo destruído e os problemas ambientais atingiram grande magnitude que representam um verdadeiro desafio à sobrevivência da humanidade. Em qualquer área territorial – urbana ou rural – a degradação ambiental (natural-social) já atingiu tal nível que a qualidade de vida se encontra com o futuro ameaçado. Como disse Comune (1994, p. 46), “Se no passado a economia condicionou a utilização do meio ambiente, sem se preocupar com a degradação e exaustão dos seus recursos, atualmente parece ser o meio ambiente que deve condicionar a economia.”

          Não se pode negar a existência de uma questão ambiental, no núcleo central da contradição existente entre o desenvolvimento das forças produtivas e da qualidade de vida social dos homens. Podemos afirmar que as relações natureza-sociedade implementados no processo de produção das indústrias cerâmicas vermelhas, vem agonizando os problemas socioambientais, destacando a ampliação do desmatamento e a proliferação das castigadas condições de trabalho. Segundo escrito de Corrêa (1997, p. 154), o meio ambiente, na atualidade, se confunde com o de meio geográfico, em virtude de que aquele está além dos limites das ciências da natureza. Para ele, o meio ambiente só é entendido a partir de três dimensões de formas articuladas: Primeiramente como “resultado material da ação humana, tratando-se da segunda natureza, da natureza transformada pelo trabalho social”, em seguida, expressou que o meio ambiente “agrega os fixos e os fluxos” e, em terceiro lugar, ressaltou que “um homem qualificado pelas suas relações sociais, na cultura, seu ideário, mitos, símbolos, utopias e conflitos, [...] é produtor e usuário do meio ambiente, mas também, por meio dele, algoz e vítima” (CORRÊA, 1997, p. 154).

          O IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, órgão responsável pelo controle e acompanhamento das áreas de proteção ambiental e proteção ao solo, não tem se mostrado eficiente diante do intenso desmatamento das regiões das indústrias cerâmicas. Poucas são as informações e estudos recentes deste órgão, sobre estas áreas. Os diagnósticos que o IBAMA dispõe sobre a cobertura vegetal das regiões são defasados e com poucos dados do potencial energético florestal, onde concretamente podem-se avaliar os impactos que o desmatamento tem provocados naquelas áreas.

          Também é importante ressaltar a negligência que vem ocorrendo com a extração da argila. Esta deveria ocorrer, somente, a partir da autorização legal da lavra, através de alvarás e/ou licenças concedidas pelas Prefeituras Municipais ou pelo Departamento Nacional de Produção Mineral – DNPM, pois se trata de uma extração mineral que, por sua própria natureza, é agressora do meio ambiente. Constatamos que poucas empresas ceramistas tem sequer procurado conhecer a vida útil das jazidas, quanto mais buscar a autorização para explorar esse mineral. Infringindo o que determina a lei da extração de bens minerais não regularizadas, de qualquer bem mineral, inclusive a argila para uso no fabrico de cerâmica vermelha, constituindo crime federal, estando sujeito o infrator à pena de prisão, bem como à apreensão de todos os equipamentos usados na extração. A lei federal que regulamenta o assunto é a lei nº 7.805, de 18 de julho de 1989, que assim se pronuncia:


  • “Art. 21 – A realização de trabalhos de extração de substâncias minerais, sem competente permissão ou licença, constitui crime, sujeito as penas de reclusão de três meses a três anos e multa”. SILVA (2007) Holos, Ano 23, Vol. 3 106.

  • Na Constituição Federal de 1988 em seu artigo n.º 225 § 2º, está claro que “aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público competente, na forma da lei” ( CF, 1988).
          Na verdade percebemos que muito pouco se discute sobre os problemas de ordem socioambiental proporcionados pelas atividades ceramistas. Entretanto as comunidades sofrem com as conseqüências das graves condições de trabalho vividas pelos trabalhadores das cerâmicas, os problemas causados à pessoa humana, tais como: mutilações, casos de dermatites provocados pelas altas temperaturas dos fornos, doenças respiratórias como bronquites, pneumonia, asma e outras, escoliose e até mesmo mortes decorrentes dos acidentes de trabalho. Além disso, no geral, os trabalhadores das cerâmicas não ganham tão bem como prenunciam os seus patrões. Diante disso, não apresentam condições de se alimentar adequadamente, sendo, vítimas e excluídos do processo produtivo que ora produzem e reproduzem.

INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA - 3 - NORMAS TÉCNICAS

Consultor: Rafael Jácome

          No site da ABC (Associação Brasileira de Cerâmica) encontramos que a “Normalização é a Atividade que estabelece, em relação a problemas existentes ou potenciais, prescrições destinadas à utilização comum e repetitiva com vistas à obtenção do grau ótimo de ordem em um dado contexto”. E ainda o site continua dizendo logo em seguida que “Na prática, a Normalização está presente na fabricação dos produtos, na transferência de tecnologia, na melhoria da qualidade de vida através de normas relativas à saúde, à segurança e à preservação do meio ambiente”. O processo de normalização juntamente com as 25 normas ABNT NBRs sobre a cerâmica vermelha é essencial para uma organização que busca pela qualidade de seus produtos com uma grande quantidade em um menor número de desperdícios na sua produção visando sempre benefícios para que se possa manter competitiva num mercado exigente na questão de qualidade do produto final a um menor custo e uma maior uniformização da produção.



A INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA - 2 - FORNO A GÁS

DESAFIOS - INVESTIMENTOS
Consultor: Prof. Rafael Jácome

Investimento com gás chega a R$ 800 mil

          A construção de um forno túnel para a utilização de gás custa cerca de R$ 800 mil, enquanto que um forno tradicional sai por bem menos: R$ 35 mil. Mas o investimento vale a pena, devido as peças de cerâmica vermelha queimadas no forno túnel a gás, são de melhor qualidade que as produzidas da maneira tradicional. Nos fornos tradicionais, o calor é distribuído irregularmente e o material não sai padrão, porque o calor fica mais em cima.
          Outra vantagem do forno a gás é a flexibilidade. Caso a cerâmica precise ser produzida em menos tempo, a velocidade de queima pode ser acelerada, sem alterar o resultado final das peças. O trabalho é mais inteligente, já que o processo é automatizado. A utilização do forno a gás permite também um reaproveitamento de energia e dessa forma, o calor que sai do forno não é mais desperdiçado. É utilizado em outros dois locais: na estufa (local fechado com cerca de 80ºC) e no pré-aquecimento, processo posterior à estufa que prepara a cerâmica para ir ao forno e no qual a temperatura oscila de 100ºC a 120ºC.
          Apesar do gás natural custar mais que os combustíveis tradicionalmente utilizados pela cerâmica vermelha, a relação custo-benefício é vantajosa. Isso porque tendo os produtos me lhor qualidade e valor agregado, é possível conseguir mais pelas peças. E a maior rentabilidade contribui para o pagamento do combustível.
          Além de controlar a poluição e reduzir a emissão de substâncias nocivas ao meio ambiente, esses fornos permitem mais qualidade dos produtos e da queima, bem como economia de energia e da organização da empresa. Entretanto, a utilização de 100% de gás natural como combustível nem sempre é viável em termos econômicos, e por isso, pode-se também optar pela utilização da serragem, que pode garantir a energia de base para o aquecimento da carga.
          Para sobreviver, setor terá de queimar produto sem poluir. Vivendo uma fase de readequação, a grosso modo, terá que extrair argila e reparar os danos causados pela extração, queimar os produtos sem poluir o meio ambiente e produzir peças em conformidade com as normas da ABNT.

CONSIDERAÇÕES SOBRE A INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA - 1

HISTÓRICO E DESAFIOS
Consultor: Prof. Rafael Jácome
          A atividade da indústria da cerâmica é uma das mais antigas no Brasil, apesar das grandes dificuldades de renovação tecnológica, continua em elevado crescimento econômico em determinadas regiões beneficiadas por ambiente privilegiado para a sua produção. Os seus produtos obtidos inicialmente através do cozimento de argilas, primeiro sob o sol e, posteriormente, em fornos, historicamente iniciou-se, em lugares onde havia escassez de pedras, mas excesso de materiais argilosos para que houvesse a facilidade de fabricação e de distribuição de produtos a fim de satisfazer as necessidades da sociedade. Em vista da facilidade e abundancia de seu principal insumo – argila – os produtos cerâmicos tornaram-se logo essenciais para a sociedade e para o desenvolvimento da economia de regiões que possuíam um ambiente estratégico para essa produção. As argilas e siltes argilosos, que possuem um alto teor de minérios de ferro, por exemplo, apresentam uma cor avermelhada, motivo pelo qual originam a chamada cerâmica vermelha ou cerâmica estrutural, que consiste na formação de um grupo amplo como tijolos, blocos, telhas, lajotas, tubos entre outros materiais a partir do processo de fabricação da cerâmica vermelha.

          O processo produtivo no interior de uma indústria de cerâmica vermelha é visto relativamente simples, sendo as empresas de cerâmicas polivalentes, isto é, executam todas as etapas do processo produtivo. Os seus maiores desafios são manter o controle e à uniformidade, em razão da grande quantidade de variáveis que interferem no processo produtivo, apesar da sua simplicidade. Tendo em vista a cadeia produtiva desenvolvida na indústria de cerâmica, desde a extração até aos seus produtos finais, é errado relevar a cultura técnica por considerar o processo produtivo simples, considerando que cada operação ou etapa realizada, exerce influência na etapa seguinte e na qualidade final do produto.

          Os produtos de cerâmica vermelha são caracterizados por sua boa durabilidade e resistência mecânica, além de baixo preço, o que tem elevado as empresas a produzirem grandes quantidades, usando enormes áreas e grandes quantidades de matéria-prima. No Brasil existem aproximadamente 10.000 (dez mil) empresas distribuídas pelo país, notadamente nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia, como os principais produtores. Estados como o Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte estão buscando maiores espaços no mercado nordestino.

          É um dos setores mais importante para a economia brasileira, onde em muitos municípios é a única atividade, constituindo-se num segmento econômico gerador de empregos nas regiões mais carentes do nordeste, contribuindo para fixação do homem ao campo. Apesar de sua importância para a economia, o segmento é constituído em sua maior parte por microempresas, de caráter familiar ou associativo e de baixa demanda tecnológica e com tecnologia defasada, comparada aos padrões internacionais.

          A modernização da indústria de cerâmica vermelha exige empresas competitivas, detentoras de novas tecnologias de produção e de gestão, cujas implementações requerem aportes financeiros e articulações institucionais que possam dinamizar de forma endógena e sustentável, através de parcerias entre os setores públicos e privados, o sindicato, as instituições financeiras, as universidades e outros atores que possam desenvolver ações para inserção dos produtos cerâmicos de forma diversificada e competitiva no mercado.

         Os fabricantes de cerâmica vermelha passam por um dilema: ou se adequam às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e passam a conviver de maneira mais harmônica com o meio ambiente, - com a redução da emissão de poluentes e uma exploração mais ecológica da argila - ou terão dificuldades para continuar na atividade. Pensando desta forma, algumas empresas já estão investindo em tecnologia para aumentar a qualidade dos produtos e sobreviver em um mercado de concorrência acirrada. Uma das alternativas é a substituição dos fornos tradicionais, abastecidos com lenha e óleo, pelos do tipo túnel movidos a gás e serragem. Os resultados vão de peças com maior valor agregado até a redução de poluentes.

ARRANJO PRODUTIVO DA INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA

O DESEMPENHO HUMANO: DA TEORIA À PRÁTICA - Parte 1
Consultor: Prof. Rafael Jácome

          Desde quando recebi o convite para fazer uma consultoria em uma das mais importantes cerâmicas do nordeste e do Brasil, aceitei o desafio desta nova experiência, sabendo da importância da organização como fator predominante para qualquer esboço de transformação das realidades econômicas, sociais, produtivas, culturais e ecológicas. Dentro desse processo naturalmente encontra-se o indivíduo como a maior interface do desenvolvimento das empresas, se considerarmos que o trabalho é uma situação de vida que geralmente é organizada em contextos sociais específicos, as empresas, e que o relacionamento interpessoal, mesmo que cordial, expressa os sinais das lutas humanas mais íntimas, suas buscas e seus desejos mais secretos, no esforço mais pleno em sua conduta de ser humano e que deriva na possibilidade da realização de sua gratificação.

          Esta necessidade do crescimento do ser humano, pelo desenvolvimento de seu potencial genético é proposta por Maslow por dois pilares: 1) “O estado de gratificação se revela não necessariamente como um estado de felicidade garantida ou contentamento. É um estado de questionamento contínuo, um estado de levantamento e solução de problemas”1. Nas grandes organizações mundiais o homem está voltado para a análise do processo para localização da causa principal e de ações corretivas em busca da melhoria da qualidade. 2) “a conclusão de que a natureza humana é extremamente maleável, no sentido de que é fácil para a cultura e o meio ambiente matar totalmente ou diminuir o potencial genético, muito embora eles não possam criar ou mesmo aumentar este potencial... Isto, por seu lado, significa que que muito mais atenção deve ser dada ao significado operacional de “bom crescimento” em todos os níveis de idade”. Este crescimento humano tem como objetivo realizar em plenitude máxima o potencial genético do homem.

          Neste contexto ele está verdadeiramente interessado em contribuir para o seu auto desenvolvimento e o dos outros companheiros, constituindo pessoas íntegras. O trabalho torna-se uma das áreas da vida em que se pode influir como facilitador recíproco deste processo, apesar de ser uma busca difícil e espinhosa. Isso significa que a interação do homem nas organizações implica em que as pessoas possam relacionar-se umas com as outras de maneira espontânea, sincera e confiante, aliando à questão de atitude ao de técnica.

Quanto maior e mais saudável for o contexto da empresa, mais fácil será o caminho para se conseguir essa atitude. O contrário, mais obstáculos existirão. É importante para a instrumentalização de mudanças organizacionais, a remoção dos obstáculos à interação entre as pessoas. Retiram-se as raízes do medo, da insegurança e das frustrações, introduzindo o canal do otimismo, da esperança e da realização pessoal, os seus pontos fortes e valorização devida, transformados em ferramentas de força e sinergia humana para o trabalho.

          É essa força de trabalho que deverá estar apta a promover as mudanças no ambiente organizacional, o que requer esforço permanente de readaptação e de assimilação de novos conhecimentos. São maiores as exigências de qualificação pessoal para assumir desafios, novas responsabilidades e riscos e de flexibilidade para conviver com a instabilidade. O fator humano, nesse contexto, constitui a força vital para a realização do empreendimento empresarial. A produtividade da força de trabalho terá de ser considerada em simultaneamente com o equacionamento de uma série de variáveis, tais como mercado, novas aplicações tecnológicas, matéria-prima, mudanças organizacionais, mudanças nas atividades dos cargos, novas abordagens de mercado, facilidades e dificuldade de mão-de-obra, competitividade, escassez de recursos diversos, que impõem iniciativas criativas e inovadoras. Toda essa movimentação da empresa para manter-se bem sucedida e atualizada é o resultado de decisões tomadas e de ações operacionalizadas.

          Aliada a essas forças produtivas, é fundamental assegurar que as atividades de uma empresa se realizem da forma desejada pelos membros da organização e contribuam para a manutenção e melhoria da posição competitiva e a consecução das estratégias, planos, programas e operações, comum com as necessidades identificadas pelos clientes. Para alcançar estes objetivos, a administração se assegura de obter a informação e influenciar o comportamento das pessoas para atuar sobre as variáveis internas e externas de que depende o funcionamento da organização.

          O homem com seu potencial criativo e articulador é quem conduzirá o processo de desenvolvimento e crescimento da empresa. É ele o agente do processo que faz a diferença do sucesso e do envolvimento de toda a estrutura organizacional.

         Neste ensaio as minhas abordagens serão utilizadas através das experiências vividas nessa consultoria, em estudos e pesquisas realizadas, visitas as cerâmicas de outras localidades da região nordeste e algumas do estado do Rio Grande do Norte.

INOVAÇÃO UMA NECESSIDADE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CONTEMPORÂNEA

PALESTRANTE: Prof. Rafael Jácome         TEMA 6
          Assim como as empresas privadas buscam inovações em seus produtos e serviços com o objetivo de atender a demanda colocada pela sociedade e pelos mercados, o setor público também deve se destacar na inovação dos seus serviços. É esta uma das principais necessidades de uma gestão local contemporânea e um diferencial na avaliação positiva das Administrações Municipais.
          Pode-se afirmar que os agentes públicos municipais estão sempre atento às inovações, que se originam em outros municípios e cidades, das próprias comunidades, das instituições de ensino e pesquisa ou do setor privado, no Brasil, na América latina ou em outros países. Muitas são as experiências de resultados de projetos positivos que temos nas cidades do país e sempre inovadoras. Visitas técnicas, participação em exposições e feiras, participação em seminários, conferências e debates, e celebração de acordos de cooperação são as mais comuns.
          As inovações introduzidas na gestão local, desde as mais simples, como por exemplo, as cooperativas de catadores de lixo - parte de uma solução integrada para os lixões, a qual vem sendo adotada em muitas cidades brasileiras; às mais complexas, como os cadastros municipais georreferenciados. Em suma, as inovações são necessárias e indispensáveis para as adaptações do contexto local, e, define a característica de um bom administrador municipal, responsável pela formação e manutenção de um ambiente de governo que permita o surgimento e a circulação de novas idéias e propostas de ação.

Bibliografia
Marlene Fernandes - Desafios Atuais da Administração Municipal - Material da Fundação Ulisses Guimarães e do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) - Módulo 1 - Curso Para Gestores Públicos Municipais.



O MUNICÍPIO E A CIDADE SUSTENTÁVEL

PALESTRANTE: Rafael Jácome       TEMA 5
          A cidade é origem e destino dos fluxos das pessos, mercadorias, recursos financeiros e informações que transitam pelo território municipal. No Brasil, um país predominantemente urbano, a cidade assume uma importância enorme na sua função de capital do município.
          Os desafios da cidade são importantes e cada tipo de assentamento da rede urbana do país - regiões metropolitanas e cidades grandes. cidades médias. pequenas cidades. cidades novas e cidades patrimõnio - possui desafios próprios para o seu desenvolvimento sustentável. Apesar de suas peculiaridades regionais e locais, todos enfrentam problemas intra-urbanos que afetam a sua sustentabilidade, especialmente as dificuldades de acesso à terra urbanizada, déficit de moradias adequadas, déficit de coberturas dos serviços de saneamento ambiental, baixa qualidade do transporte público, poluição ambiental, desemprego e precarização do emprego, violência e marginalização social.
          A cidade brasileira poderá ser transformada, desde que se opere as mudanças necessárias, tendo em vista os sinais positivos de desenvolvimento, vinculados ao maior dinamismo econômico e social, articulação mais ampla entre Governo e sociedade, democratização da esfera pública, consequência de experiências inovadoras e boas práticas de gestão local. Esta parceria com a sociedade pode introduzir de imediato mudanças nas suas políticas urbanas capazes de gerar resultados até mesmo em curto prazo.
          Desde o lançamento da Agenda 21, proposta foram consolidadas em quatro estratégias de sustentabilidade urbana, tidas como prioritárias para o desenvolvimento sustentável das cidades brasileiras. destacamos:
  • Regular o uso do solo urbano e o ordenamento do território, contribuindo para a melhoria das condições de vida da população, através da promoção da equidade, eficiência e qualidade ambiental;
  • Promover o desenvolvimento institucional e o fortalecimento da capacidade de planejamento e gestão democrática da cidade, incorporando no processo a dimensão ambienal urbana e assegurando a efetiva participação da sociedade;
  • Promover mudanças nos padrões de produção e consumo da cidade, reduzindo custos e desperdícios e fomentado o desenvolvimento de tecnologias urbanas sustentáveis.
  • Desenvolver e estimular a aplicação de instrumentos econômicos no gerenciamento dos recursos naturais visando a sustentabilidade urbana.
          Cabe aos gestores públicos municipais a permanente preocupação de integrar os princípios da sustentabilidade em todas as suas ações políticas, administrativas, técnicas e de gestão urbana que visem ao desenvolvimento sustentável.
           A expectativa é de que dentro dos próximos dez anos, já possam ser implementadas mudanças e que as gerações atuais e futuras possam usufruir dos benefícios do desenvolvimento social, econômico, urbano e ambientalmente sustentável..
Bibliografia:
Marlene Fernandes - Desafios Atuais da Administração Municipal - Material da Fundação Ulisses Guimarães e do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) - Módulo 1 - Curso Para Gestores Públicos Municipais.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

RESPONSABILIDADE DO PODER PÚBLICO LOCAL NA PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO SOCIAL, ECONÔMICO, URBANO E AMBIENTALMENTE SUSTENTÁVEL DO MUNICÍPIO.

PALESTRANTE: Prof. Rafael Jácome - TEMA 4
          Vivemos em mundo global, onde os fluxos de conhecimentos, pessoas, bens e produtos foram acelerados pelo desenvolvimento das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC's) e sua expansão. O processo de globalização não prescinde o local, assim como do local não prescinde do global. As transformações das cidades ocorreram em decorrência da globalização, ressaltando o seu papel em um mundo global e as implicações para a sua gestão. São atribuídas aos agentes políticos municipais novas responsabilidades na promoção do desenvolvimento em seu território, transformando-se de prestadores de serviços em agentes de desenvolvimento local. Um desenvolvimento social, econômico, urbano e ambiental que seja sustentável.                                                                    
          Desenvolvimento Sustentável não pode ser associado apenas a idéia de desenvolvimento ao crescimento econômico, mas ampliado na incorpração das dimensões do desenvolvimento exigidas pelo mundo contemporâneo. DIMENSÃO SOCIAL - promoção da inclusão social, valorização das pessoas e dos grupos vulneráveis da sociedade; CULTURAL - fortalecimento, potencialização e preservação dos valores culturais, saberes, comportamento e o patrimônio cultural local; E ECONÔMICA - ampliação das ocupações produtivas, geração de emprego e renda, melhoria da qualidade de vida e a exploração sustentável dos recursos ambientais locais. A idéia de sustentabilidade ampliada associa-se ao uso e preservação dos ativos ambientais, econômicos, urbanos e sociais, garantindo que as presentes e futuras gerações possam usufluir dos benefícios do desenvolvimento e do bem-estar social.
           A responsabilidade dos municípios é de diagnosticar os problemas, formular propostas, consultar lideranças políticas, sociais e empresariais, planejar as intervenções, implementar e executar as ações e projetos de desenvolvimento, monitorar os resultados, avaliar e realimentar o processo. Na luta por espaços na "guerra da economia global", as administrações municipais tiveram que se empenhar para impedir o esvaziamento econômico do município e dinamizar a economeia local, atraindo investimento públicos e privados, gerando empregos e renda, aumentando a arrecadação local. As iniciativas para promover o desenvolvimento local, demandam a mobilização das diversas esferas e instâncias de governo, a articulação das lideranças, a construção e consolidação de parcerias com órgãos de governo, organizações e empresas públicas e privadas e as próprias comunidades interessadas.
          Desenvolvimento Social é um processo de mudança social e de conquistas de direitos humanos. A premissa é que não existe desenvolvimento local sem desenvolvimento humano e social. O desenvolvimento local é um projeto construído coletivamente, capaz de conduzir seus interesses à conquista de padrões minimos de equidade, igualdade, justiça social e respeitos aos direitos humanos. Ao municipio cabe na condução desse processo que integra a dimensão social às demais dimensões do DLIS. O administrador municipal deve levar em conta o fato de que a comunidade é composta por distintos grupos humanos com características também diferentes. Devem, portanto, observar a melhor forma de prestação de serviços ou do atendimento.
          O Meio Ambiente e o Desenvolvimento Qualidade Ambiental são vistos muitas vezes como fonte de problemas associados à poluição - da água, do ar, do solo -, que contribuem para situações de risco que afetam a saúde e a segurança física e patrimonial dos municípes. Os déficits habitacionais e de saneamento ambiental contribuem para a construção dessa imagem negativa. No entanto, ela pode ser substituída por uma visão construtiva, tendo em vista as oportunidades oferecidas pelos recursos ambientais - naturais e construídos - para o desenvolvimento locasl sustentável. Um ambiente saudável contribui para a qualidade de vida da população loca, é um ativo importante do município. Movimenta a economia local com o turismo, e trazem aportes para a implantação de empresas.
           A questão ambiental preocupa a todas as esferas do governo. A Constituição Federal inclui um capítulo inteiramente dedicado â ela, enfatizando o papel do cidadão, a divisão de competências entre os níveis governamentais, a preservação como condicionante do direito de propriedade, como um princípio geral da ordem econômica e está entre as incumbências do Ministério Público. Os instrumentos legais que o municipio dispõe são suficiente para implementar políticas próprias ambiental. Além da Lei Orgância Municipal, do Plano Diretor e do Código Tributário, citam-se al leis que regulam o uso e a ocupação do solo e as edificações e os regulamentos para a prestação dos serviços públicos, em destaque> limpeza urbana e o transporte público. O município pode criar ainda o o Conselho Muncipal de Meio Ambiente e o Fundo Municipal de Meio Ambiente. Nunca é demais repetir: Vêr as responsabilidades do Município.

BIBLIOGRAFIA
Marlene Fernandes - Desafios Atuais da Administração Municipal - Material da Fundação Ulisses Guimarães e do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM) - Módulo 1 - Curso Para Gestores Públicos Municipais.